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Saúde Física e Mental

Obsessões: como a pandemia nos afetou?

O professor de psiquiatria David Rosenberg compartilhou as suas observações sobre o comportamento humano durante a pandemia no site da CNN. Na sua opinião, os mesmos comportamentos que antes eram considerados transtornos agora são aceitos, e as pessoas são até incentivadas a praticá-los para manter todos saudáveis.


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Foto de Christina Morillo no Pexels

Anos atrás, um paciente com transtorno obsessivo-compulsivo grave veio ao meu consultório usando luvas e máscara e recusou-se a sentar-se em qualquer uma das cadeiras “contaminadas”. Agora os mesmos comportamentos são aceitos – admitiu o especialista.

Essa nova normalidade em face de uma pandemia mortal permeou a nossa cultura e continuará a afetá-la. Muitas lojas agora publicam explicitamente políticas que exigem o uso de máscaras e desinfetantes e limitam o número de clientes que podem entrar ao mesmo tempo.

Caminhantes e corredores atravessam a rua educadamente para evitar se aproximarem uns dos outros. Há alguns meses, segundo o professor, esse tipo de comportamento seria considerado exagerado e certamente doentio.

Então, onde os médicos traçam a linha entre a vigilância para evitar contrair o coronavírus e o transtorno obsessivo-compulsivo, que pode ser prejudicial? – Essa é uma pergunta importante que ouço com frequência – diz o especialista.

Adaptação ou vício?

Desde o início da pandemia, tornou-se mais difícil avaliar o que antes era considerado excessivo. Muitos comportamentos antes considerados pelo menos incomuns são agora considerados essenciais para a proteção da saúde humana.

Antes da pandemia de COVID-19, havia uma preocupação crescente com o uso compulsivo ou o vício em Internet caracterizado por abuso e dependência excessiva de dispositivos digitais.

No entanto, durante a pandemia, a sociedade rapidamente adaptou o estilo de vida online. Sempre que possível, as pessoas trabalham em casa e vão para a escola online.

Até mesmo algumas necessidades de saúde estão cada vez mais a ser atendidas remotamente por meio da telemedicina pois a tecnologia tornou-se a salvação durante uma pandemia.

As conexões digitais noturnas tornaram-se onipresentes e muitos de nós nos sentimos sortudos por ter acesso a elas. Assim como a preocupação com os germes, alguns comportamentos digitais que antes eram questionados como válidos tornaram-se comportamentos que nos mantêm saudáveis ​​- mas não todos.

É obsessivo-compulsivo ou normal?

Embora os comportamentos de pandemia possam parecer com TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) clínico, existem diferenças importantes entre os comportamentos de proteção diante de uma ameaça clara e presente, como uma pandemia, e o diagnóstico clínico de TOC.

Os pensamentos e comportamentos ritualísticos repetitivos observados no TOC clínico consomem muito tempo para aqueles que lidam com eles e afetam significativamente várias áreas importantes da vida, incluindo interações profissionais, escolares e sociais.

Algumas pessoas têm traços de personalidade obsessivo–compulsiva menos graves. Essas características são frequentemente vistas em grandes empreendedores e não causam prejuízo clínico. Esse comportamento de “observar recompensas” é visto em quase 20% da população. Um chef talentoso com grande atenção aos detalhes pode ser descrito como “obsessivo-compulsivo”.

A principal diferença é que os pensamentos, ideias e comportamentos persistentes, repetitivos e ritualísticos observados em pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo clínico geralmente assumem o controlo da vida.

Quando a maioria de nós verifica a porta uma ou duas vezes para se certificar de que está fechada ou lava as mãos, ou usa um desinfetante depois de ir ao supermercado ou usar a casa de banho, o nosso cérebro nos envia um sinal de “tudo limpo” e nos diz para mova-se com segurança para outras coisas.

Uma pessoa com TOC nunca recebe o sinal de ‘tudo limpo’. É comum uma pessoa com transtorno obsessivo-compulsivo passar várias horas por dia a lavar as mãos a ponto de a pele ficar rachada e sangrando. Algumas pessoas com TOC têm rituais de check-up que as impedem de sair de casa.

Os gatilhos do TOC tornaram-se mais difíceis de evitar

Os mesmos princípios que se aplicam ao comportamento de lavagem compulsiva das mãos também se aplicam ao uso compulsivo da Internet e de dispositivos eletrónicos.

O uso excessivo deles pode interferir no trabalho e na escola e prejudicar o funcionamento psicológico e social. Além de problemas sociais e familiares, esses comportamentos podem levar a problemas de saúde, incluindo dores nas costas e no pescoço, obesidade e cansaço visual.

A American Pediatric Association recomenda que os adolescentes não passem mais de duas horas por dia usando a Internet ou dispositivos eletrónicos.

Alguns viciados em internet passam de 80 a 100 horas por semana na internet recusando-se a envolver-se em qualquer outra atividade, incluindo atividades escolares, atividades ao ar livre e interagir com as suas famílias. O mundo digital está a tornar-se um buraco negro do qual está cada vez mais difícil para eles escaparem.

Para aqueles que lutam com o uso compulsivo da internet e das redes sociais, a nova e crescente demanda pelo uso de plataformas digitais no trabalho, escola, compras de supermercado e atividades extracurriculares pode agravar ainda mais o problema.

Aqueles que temem a infecção antes mesmo da pandemia, ou aqueles que anteriormente não podiam controlar o tempo de uso da tecnologia, estão a descobrir que situações desencadeadoras antes evitáveis ​​se tornaram ainda mais generalizadas.

Controlar a resposta a uma ameaça

À medida que novas normas comportamentais evoluem em resposta às mudanças nas condições sociais, a maneira como certos comportamentos são identificados e descritos também pode evoluir. Expressões como “TOC assim” ou “vício em Internet” podem ter significados diferentes à medida que a lavagem frequente das mãos e a comunicação online se tornam comuns.

Para aqueles de nós que estão a adaptar-se à nossa nova normalidade, é importante perceber que é saudável seguir as novas diretrizes para distanciamento social, lavar as mãos e usar máscaras, e que não há problema em passar mais tempo online ou em outras redes sociais devido a limitações nos contatos pessoais.

No entanto, se navegar na Internet ou lavar as mãos se tornou incontrolável ou “compulsivo”, ou se você se tornou problemático com pensamentos “obsessivos” intrusivos sobre limpeza e infecção, é hora de procurar a ajuda de um profissional de saúde mental.

Saúde Física e Mental

A Importância da Conexão Social para o Bem-Estar: Como os Relacionamentos Impactam a Nossa Saúde Mental e Física

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Vivemos numa era de hiperconectividade digital, mas, paradoxalmente, muitas pessoas sentem-se mais isoladas do que nunca. A conexão social desempenha um papel fundamental na nossa qualidade de vida, afetando diretamente o nosso bem-estar físico e mental. Estudos demonstram que relações interpessoais saudáveis reduzem o stress, aumentam a longevidade e melhoram a saúde emocional.

Neste artigo, vamos explorar como a conexão social influencia o nosso bem-estar e quais estratégias podem ser adotadas para fortalecer os laços interpessoais, seja no ambiente pessoal ou profissional.

O Que é a Conexão Social?

A conexão social refere-se ao sentimento de pertença e proximidade com outras pessoas. Este conceito vai além da interação casual e inclui vínculos emocionais profundos e significativos com familiares, amigos, colegas e até mesmo comunidades online.

A falta de conexão social pode levar a sentimentos de solidão, ansiedade e depressão. Por outro lado, ter um círculo social sólido está associado a uma vida mais longa e saudável. O ser humano é, por natureza, um ser social, e a necessidade de interação faz parte da nossa biologia.

Benefícios da Conexão Social para o Bem-Estar

1. Melhoria da Saúde Mental

A solidão e o isolamento social estão diretamente ligados a problemas de saúde mental, como a depressão e a ansiedade. A interação com outras pessoas ajuda a libertar neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que promovem sensações de felicidade e bem-estar.

2. Redução do Stress e da Ansiedade

O suporte social pode atuar como um amortecedor contra os efeitos negativos do stress. Ter alguém com quem conversar ou partilhar preocupações ajuda a reduzir a carga emocional e a enfrentar desafios de forma mais equilibrada.

3. Impacto Positivo na Saúde Física

Estudos apontam que pessoas com fortes conexões sociais têm menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, pressão arterial elevada e até mesmo doenças crónicas, como a diabetes. A interação social também está associada a um sistema imunitário mais forte.

4. Aumento da Longevidade

Pesquisas indicam que indivíduos que mantêm laços sociais sólidos tendem a viver mais. A sensação de pertença e apoio reduz comportamentos de risco e melhora a adesão a hábitos saudáveis.

5. Desenvolvimento Pessoal e Profissional

Os relacionamentos interpessoais são fundamentais para o crescimento pessoal e profissional. No ambiente de trabalho, por exemplo, redes de apoio promovem a aprendizagem, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de competências interpessoais essenciais para o sucesso.

Como Fortalecer a Conexão Social?

Agora que compreendemos a importância das relações sociais, é essencial adotar práticas que fortaleçam esses laços. Aqui estão algumas estratégias eficazes:

1. Cultive Relações Autênticas

Procure conexões genuínas e significativas. Em vez de manter relações superficiais, invista tempo e energia em amizades e interações que acrescentem valor à sua vida.

2. Pratique a Escuta Ativa

Ouvir verdadeiramente o que o outro tem a dizer fortalece os relacionamentos. Demonstre interesse genuíno e empatia durante as conversas.

3. Participe em Grupos e Comunidades

Fazer parte de grupos sociais, sejam eles presenciais ou virtuais, é uma ótima maneira de fortalecer laços e conhecer novas pessoas. Clubes, associações e redes sociais são excelentes pontos de partida.

4. Desconecte-se do Mundo Digital e Conecte-se no Mundo Real

Apesar da importância da tecnologia, o contacto presencial continua a ser insubstituível. Priorize encontros presenciais e atividades que promovam a interação face a face.

5. Ajude e Apoie os Outros

Ajudar alguém fortalece laços e promove uma sensação de propósito e pertença. O voluntariado, por exemplo, é uma excelente forma de se conectar com outras pessoas de maneira significativa.

6. Priorize a Qualidade das Conexões

Ter muitas conexões superficiais pode ser menos benéfico do que ter poucas, mas significativas. Priorize relacionamentos que realmente tragam bem-estar e apoio mútuo.

Conclusão

A conexão social é um dos pilares essenciais para um bem-estar pleno. Num mundo onde a solidão e o isolamento se tornaram grandes desafios, fortalecer os laços interpessoais deve ser uma prioridade. Ao investir tempo e energia nas nossas relações, garantimos uma vida mais equilibrada, feliz e saudável.

Seja no ambiente pessoal ou profissional, cultivar relações genuínas traz benefícios imensuráveis para a saúde mental e física. Portanto, valorize as conexões sociais e fortaleça os seus laços interpessoais para viver uma vida mais plena e gratificante.

Gostou deste artigo? Partilhe com alguém que precisa de fortalecer as suas conexões sociais e contribuir para o bem-estar coletivo!

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Saúde Física e Mental

5 benefícios de andar de bicicleta

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Foto de Elina Sazonova por pexels.

Se deseja começar o ano a cuidar da sua saúde e também quer entrar em forma, há algo que pode ajudá-lo a alcançá-la. Queremos dizer andar de bicicleta pelo menos 40 minutos por dia. Sem dúvida, isso mudará a sua vida.

Gostaria de conhecer os benefícios que este exercício traz para a sua vida?

Força mental

Uma excelente maneira de se livrar do stress e das tensões que causam dores de cabeça e dores no corpo em geral é andar de bicicleta por pelo menos 40 minutos por dia. Especialmente se estiver ao ar livre.

Melhora a saúde lombar

Graças à postura que adotamos ao andar de bicicleta, podemos fortalecer certos músculos, como na coluna, que nos impedirão de sofrer hérnias no futuro.

Queimar calorias

Sabia que pedalar 40 minutos a 1 hora de bicicleta pode perder até 500 calorias, além de se libertar de stress ocasional e colesterol mortal?

Reforçar os joelhos

Outra das grandes vantagens que a bicicleta tem é que ela reforça muito os joelhos, porque é um exercício de baixo impacto. Além de não magoá-lo, dá-lhe força no corpo.

Boa economia

O transporte diário que usamos retira uma parte valiosa das nossas finanças, portanto, andar de bicicleta é uma solução para economizar e nos ajudar no orçamento mensal.

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