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Atualidade

SureScreen Diagnostics lança em Portugal teste rápido com 100% de sensibilidade para os anticorpos específicos da SARS-CoV-2


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Foto de cottonbro no Pexels

Uma das maiores empresas da área do diagnóstico, a britânica SureScreen Diagnostics, acaba de lançar em Portugal um teste rápido de deteção de anticorpos anti-SARS-Cov-2 com elevado grau de precisão.

O novo teste, atualmente o escolhido pelo hospital público londrino Guy’s and St. Thomas como o teste padrão no protocolo de rastreio de doentes COVID-19, apresenta resultados em 10 minutos e está disponível nas farmácias. 

O teste COVID-19 Coronavirus Rapid Test Cassette da SureScreen Diagnostics identifica a resposta imunológica ao coronavírus após o início da infeção. É capaz de detetar até os casos assintomáticos e necessita apenas de uma amostra de sangue através de uma picada no dedo para fornecer um resultado, tal como num teste de glicemia.

A deteção de anticorpos anti-SARS-Cov-2 é qualitativa, ou seja, o teste oferece uma resposta sim/não quanto à presença de anticorpos, mas apresenta-se como uma alternativa rápida, simples, prática e mais barata que os testes quantitativos, feitos nos laboratórios de análises clínicas. Tem a Certificação CE, uma vez que cumpre todos os requisitos essenciais em matéria de segurança e proteção da saúde.

Até ao momento, existem mais de 30 milhões de pessoas infetadas com a COVID-19 e mais de 900 mil mortos em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende a realização de testes de diagnóstico por forma a rastrear a comunidade de forma mais célere e aumentar a eficiência na tomada de decisão terapêutica.

Ao contrário dos testes laboratoriais, que implicam mais custos e recursos, os testes rápidos da SureScreen Diagnostics representam uma enorme economia de tempo e identificam a infeção de forma simples e célere, correspondendo à recomendação da OMS. Os testes rápidos permitem, por exemplo, despistar rapidamente doentes de risco, profissionais de saúde ou funcionários e utentes de lares de idosos.

Além disso, conseguem, de forma quase imediata, acabar com a dúvida de exposição a uma situação de risco ou entre uma infeção e sintomas gripais. Alguns países da Europa, como é o caso da França, já estão a comparticipar este tipo de testes para identificar o maior número de infeções possível e controlar focos de doença.

Num Ensaio Clínico de comparação entre o teste rápido SureScreen e o teste serológico semi-quantitativo (ELISA)1, o teste que chega agora às farmácias obteve um dos melhores resultados de especificidade e sensibilidade (100%) entre os sete testes analisados. É integralmente produzido no Reino Unido e testado por entidades de referência a nível mundial, como o Kings College London, a Imperial College London, a UZ Leuven Belgium e a Fundação Champalimaud.

COMO FUNCIONA? 

Incorporados na tira de teste estão os anticorpos que se ligam a um biomarcador específico de COVID-19: a imunoglobulina G (IgG) e a imunoglobulina M (IgM). Quando a amostra é adicionada a uma extremidade do teste, ela flui ao longo da tira e interage com esses anticorpos. Se o paciente contraiu COVID-19, os biomarcadores no sangue ligam-se aos anticorpos na tira de teste, deixando uma linha visível.

Se o paciente não tiver COVID-19, nenhum biomarcador deve estar presente no sangue e somente a linha de controlo (C) será visível. Existem linhas de teste separadas para IgG e IgM e apenas uma precisa estar visível para um resultado positivo. O teste pode também ser feito com amostras de soro ou plasma.

O teste é feito na farmácia para garantir total segurança e acompanhamento quanto à avaliação do grau de risco de infeção, avaliação dos sintomas e explicação sobre o procedimento. A pessoa será seguida em função do resultado, sendo informada sobre as recomendações e ações futuras. O preço do serviço de despistagem – teste com acompanhamento pelo profissional de saúde –  está abaixo dos 30 euros. 

Os testes de diagnóstico deverão ser realizados em vários momentos após a infeção de forma a respeitar o período natural de produção de anticorpos no organismo. Podem ainda ser utilizados em conjunto com os testes quantitativos (que identificam a caracterizam o estado de imunidade dos doentes) para aumentar a precisão do diagnóstico.

O QUE SÃO IgG E IgM ? 

As imunoglobulinas são os próprios anticorpos e fazem parte do nosso sistema imunológico. A IgM é a primeira imunoglobulina a ser produzida. A presença de IgM é um indicador de infecção precoce. A presença de IgG é um indicador de infeção em estágio posterior (geralmente 7 dias ou mais após a infeção).

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Reino Unido

Reino Unido: Reformas Profundas no Sistema Judicial, Investimento Público e Estratégias para a Retoma Económica

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O Reino Unido atravessa um dos períodos mais transformadores das últimas décadas, com um novo governo a liderar um ambicioso conjunto de reformas e investimentos públicos. A intenção é clara: reconstruir a economia, enfrentar os desafios sociais e ambientais e reposicionar o país num cenário global em rápida mudança.

Com a liderança de Keir Starmer e a chanceler Rachel Reeves à frente das finanças, o Reino Unido está a apostar numa estratégia que une rigor fiscal, crescimento sustentável e justiça social. As reformas judiciais, a criação de uma empresa nacional de energia, as novas regras de imigração e os planos para a habitação e infraestruturas traçam o esboço de um novo capítulo político e económico.

Investimento Público como Motor da Retoma

Rachel Reeves anunciou um pacote de investimento público no valor de 113 mil milhões de libras, com aplicação em sectores estratégicos como transportes, energia, habitação e investigação científica. Este plano inclui a construção da linha ferroviária East West Rail, a continuidade da central nuclear Sizewell C e a modernização de hospitais e escolas em todo o território britânico.

Ao contrário das políticas de austeridade implementadas após a crise financeira de 2008, esta abordagem pretende gerar crescimento económico sustentado, criar postos de trabalho qualificados e atrair investimento privado. Trata-se de uma mudança de paradigma que procura equilibrar prudência orçamental com investimento estratégico.

Reforma da Justiça: Nova Visão para um Sistema Esgotado

O sistema prisional britânico encontra-se em sobrecarga, com níveis de reincidência elevados e pouca eficácia na reinserção social. A nova Secretária da Justiça, Shabana Mahmood, anunciou um plano ousado que inclui:
• Substituição de penas curtas de prisão por penas comunitárias com acompanhamento psicológico e social;
• Introdução de castração química para agressores sexuais reincidentes;
• Investimento em serviços de reintegração e monitorização de infractores.

Estas medidas, embora polémicas, visam combater a reincidência e dar primazia à reabilitação em detrimento da punição isolada, numa lógica de justiça restaurativa.

Economia: Sinais de Crescimento, mas com Obstáculos

As previsões económicas actuais apontam para um crescimento anual de cerca de 1,0%, ligeiramente acima do inicialmente projectado. Esta melhoria deve-se ao desempenho positivo no primeiro trimestre e ao aumento do investimento público.

Contudo, a inflação mantém-se teimosamente acima da meta de 2% fixada pelo Banco de Inglaterra, situando-se nos 3,3% em Abril. Esta taxa poderá limitar a capacidade de o banco central reduzir os juros, impactando o crédito e o poder de compra das famílias britânicas.

A dívida pública, por sua vez, permanece num nível elevado, o que obriga o governo a manter o equilíbrio entre incentivo económico e controlo orçamental.

Energia e Ambiente: Criação da “Great British Energy”

Uma das medidas mais simbólicas do novo governo foi a aprovação do Great British Energy Act, que permite a criação de uma empresa pública de energia, sediada na Escócia. O objectivo é impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis — como solar, eólica e hidrogénio verde — e acelerar a transição energética rumo à neutralidade carbónica.

A empresa terá como missão:
• Reduzir a dependência energética externa;
• Promover projectos verdes de longo prazo;
• Tornar a energia mais acessível para as famílias.

Esta abordagem marca um retorno à intervenção estatal estratégica, numa altura em que a segurança energética se tornou central no debate político europeu.

Imigração: Política mais Rigorosa e Selecção Qualificada

Num outro eixo sensível, o governo implementou uma série de reformas às leis de imigração. Entre as principais mudanças estão:
• Aumento do tempo mínimo de residência para solicitar cidadania, agora fixado em 10 anos;
• Critérios mais exigentes para concessão de vistos de trabalho;
• Redução de vistos para sectores não prioritários, com ênfase na qualificação profissional dos candidatos.

Estas medidas visam controlar o número de imigrantes, combater abusos no sistema e garantir que a imigração responda às reais necessidades da economia nacional, especialmente em sectores estratégicos como saúde, tecnologia e engenharia.

Habitação e Infraestruturas: Resposta a uma Crise Prolongada

A crise habitacional, especialmente nas grandes cidades como Londres, Manchester e Glasgow, é outro dos pontos de actuação prioritária. O governo comprometeu-se com:
• A construção de milhares de novas habitações sociais;
• Incentivos fiscais para cooperativas habitacionais;
• Reabilitação de imóveis devolutos e de bairros sociais degradados.

No sector dos transportes, além das ferrovias, está prevista a modernização de estradas e a expansão de corredores para veículos eléctricos, com vista à redução das emissões de carbono e à melhoria da mobilidade urbana.

Reacção Pública e Desafios Políticos

Embora o novo programa governativo tenha sido, em geral, bem acolhido, há críticas por parte dos sectores conservadores que temem um retorno ao “Estado demasiado interventivo” e um possível aumento da carga fiscal futura. Os sindicatos, por outro lado, exigem medidas mais rápidas na valorização salarial dos trabalhadores do sector público e um plano claro para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A oposição parlamentar promete vigilância apertada às promessas do Executivo, enquanto os média britânicos acompanham com atenção o impacto real destas medidas na vida dos cidadãos.

Conclusão

O Reino Unido encontra-se numa encruzilhada histórica. As reformas em curso representam uma tentativa séria de reconstrução interna após anos marcados por crises políticas, económicas e sociais — agravadas pela pandemia, pelo Brexit e pela instabilidade global.

Resta saber se a ambição reformista conseguirá materializar-se em resultados concretos e duradouros. O que é certo é que o país está, finalmente, a tentar virar a página e traçar um novo rumo para o seu futuro colectivo — mais verde, mais justo e mais resiliente.

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