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Estudos e Pesquisas

Os testes de nariz e garganta revelam porque as pessoas com COVID-19 podem perder o olfato

Os cientistas que estudam o tecido removido do nariz dos pacientes durante a cirurgia acreditam que podem ter descoberto a razão pela qual tantas pessoas com COVID-19 perdem o sentido do olfato, mesmo que não tenham outros sintomas.


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Foto de Edward Jenner no Pexels

Em seus experimentos, eles encontraram níveis incomumente altos de Enzima de Conversão da Angiotensina II (ACE-2) apenas na área do nariz responsável pelo cheiro. Acredita-se que essa enzima seja o “ponto de entrada” que permite ao coronavírus entrar nas células do corpo e causar infecção.

Os pesquisadores dizem que as suas descobertas, publicadas no European Respiratory Journal, fornecem pistas sobre por que o COVID-19 é tão contagioso e sugerem que ter como alvo essa parte do corpo poderia oferecer um tratamento mais eficaz.

O estudo foi conduzido pelo professor Andrew P. Lane, diretor do departamento de rinologia e cirurgia da base do crânio, e pelo Dr. Mengfei Chen, pesquisador associado e associado da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins em Baltimore.

Por que os pacientes com COVID-19 perdem o olfato?

O professor Lane disse: “Eu me especializo em problemas de nariz e seios nasais, portanto, a perda do olfato no COVID-19 é de particular interesse clínico para mim. Enquanto outros vírus respiratórios geralmente causam perda do olfato ao bloquear o fluxo de ar para as passagens nasais inchadas, esse vírus às vezes causa perda do olfato na ausência de outros sintomas nasais.”

A equipa usou amostras de tecido da parte posterior do nariz de 23 pacientes, recolhidas durante a cirurgia endoscópica para doenças como tumores ou sinusite crónica, doenças inflamatórias do nariz e seios da face. Eles também examinaram biópsias traqueais de sete pacientes. Nenhum dos pacientes foi diagnosticado com coronavírus.

No laboratório, os cientistas usaram corantes fluorescentes em amostras de tecido para detectar e visualizar a presença de ACE2 sob um microscópio e para comparar os níveis de ACE2 em diferentes tipos de células e partes do nariz e do trato respiratório superior.

Eles encontraram, de longe, a maior parte do ACE2 nas células do revestimento epitelial olfatório, na área na parte de trás do nariz onde o corpo detecta odores.

Os níveis de ACE2 nessas células foram 200 a 700 vezes maiores do que em outros tecidos nasais e traqueais, e níveis igualmente elevados foram encontrados em todas as amostras epiteliais olfatórias, independentemente de o paciente ter sido tratado para rinossinusite crónica ou não. ACE2 não foi detectado nos neurónios olfatórios, as células nervosas que transmitem odores para o cérebro.

Atacando células olfativas

O Dr. Chen disse: “Esta técnica permitiu-nos ver que os níveis de ACE2, a proteína COVID-19 do “ponto de entrada”, eram mais elevados na parte do nariz que nos permite sentir o cheiro. Esses resultados sugerem que essa área do nariz pode ser o local por onde o coronavírus entra no corpo.

O epitélio olfativo é uma parte do corpo bastante fácil que o vírus pode alcançar, não está enterrado profundamente no nosso corpo, e os níveis muito elevados de ACE2 que encontramos lá podem explicar por que COVID-19 é tão fácil de pegar.”

O professor Lane acrescentou: “No momento, estamos a conduzir mais experimentos em laboratório para ver se o vírus está realmente usando essas células para acessar e infectar o corpo. Nesse caso, podemos lidar com a infecção com medicamentos antivirais administrados diretamente no nariz.”

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Descoberta Revolucionária: Novo Mecanismo do Sistema Imunitário Pode Levar a Antibióticos Naturais

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Recentemente, uma equipa de cientistas fez uma descoberta que pode revolucionar a medicina: um novo mecanismo no sistema imunitário que transforma proteínas recicladas em substâncias químicas capazes de destruir bactérias. Este avanço abre caminho para o desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos naturais, oferecendo esperança no combate às infeções resistentes.

O Papel do Proteassoma no Sistema Imunitário

O proteassoma é uma estrutura presente em todas as células do organismo, conhecida pela sua função de reciclar proteínas antigas, decompondo-as em fragmentos menores para reutilização. No entanto, investigações recentes revelaram que, ao detetar uma infeção bacteriana, o proteassoma altera a sua função. Em vez de apenas reciclar proteínas, ele transforma-as em substâncias químicas que atacam e destroem a camada externa das bactérias, funcionando como um mecanismo de defesa natural do corpo.

Implicações para o Desenvolvimento de Novos Antibióticos

A descoberta deste “modo secreto” do sistema imunitário é de grande relevância, especialmente num momento em que a resistência das bactérias aos antibióticos tradicionais está a aumentar. Compreender e potenciar este mecanismo natural pode permitir a criação de novos tratamentos antibacterianos que utilizam as próprias defesas do organismo, reduzindo a necessidade de antibióticos sintéticos e minimizando os efeitos secundários associados.

Perspetivas Futuras e Desafios

Embora a descoberta seja promissora, os especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer antes de se conseguirem tratamentos clínicos eficazes baseados neste mecanismo. São necessárias mais investigações para compreender completamente como o proteassoma identifica e responde às infeções bacterianas e como essa resposta pode ser modulada ou amplificada para fins terapêuticos.

Conclusão

A identificação deste novo mecanismo do sistema imunitário representa um avanço significativo na compreensão das defesas naturais do corpo contra infeções bacterianas. Embora ainda existam desafios a superar, esta descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias antibacterianas inovadoras, alinhadas com os processos biológicos naturais do organismo.

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