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Estudos e Pesquisas

O coronavírus pode se esconder nos pulmões. Mesmo em pacientes considerados curados

Pesquisadores chineses determinaram que o coronavírus ainda pode se esconder profundamente nos pulmões de pacientes considerados curados e com alta hospitalar. É então impossível detectar por métodos comuns – disse o South China Morning Post.


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Foto de Polina Tankilevitch no Pexels

“O nosso estudo fornece a primeira evidência patológica de um resíduo de vírus nos pulmões de um paciente (que apresentou resultado negativo) três vezes seguidas”, escreveram os autores do estudo realizado sob a direção de Bian Xiuwu, da Universidade Médica do Exército em Chongqing.

A descoberta foi publicada na revista Cell Research, que apresenta pesquisas que foram revisadas cientificamente.

Eles examinaram o corpo

As conclusões foram baseadas na autópsia de uma mulher de 78 anos que morreu após ser considerada curada pelo COVID-19. A mulher foi internada no Hospital Chongqing em 27 de janeiro após cair. Lá, ela foi encontrada com infecção por coronavírus e desenvolveu sintomas de COVID-19.

A paciente recebeu medicamentos antivirais e, em 13 de fevereiro, foi considerada pronta para deixar o hospital, porque três testes de amostras retiradas do nariz e da garganta foram negativos.

A condição melhorou significativamente, o que foi encontrado na tomografia computadorizada. No entanto, no dia seguinte, o batimento cardíaco da mulher parou e a paciente morreu.

Na autópsia, nenhum coronavírus foi encontrado no fígado, coração, intestino, pele ou medula óssea do falecido. No entanto, o patógeno foi encontrado no tecido profundo dos pulmões. O exame de amostras sob um microscópio eletrónico mostrou que existem vírus inteiros cercados por revestimentos característicos em forma de coroa – disse “SCMP”.

Vírus escondidos nos pulmões não causaram sintomas visíveis. Danos típicos de infecções virais foram encontrados no tecido pulmonar, mas a falta do patógeno em outras partes do corpo dificultou a detecção, porque testes em larga escala não dependem de amostras pulmonares profundas.

Análises de cientistas

Os pesquisadores estão a tentar descobrir por que alguns pacientes considerados curados e libertos da quarentena estão a ser detectados novamente. Na Coréia do Sul 305 casos foram relatados na quinta-feira. Também aconteceram, entre outros, na China continental, Macau, Hong Kong, Vietnã, Filipinas e Taiwan.

Na cidade de Guangzhou, no sul da China, os serviços médicos relataram que isso afetou cerca de 14% dos pacientes que receberam alta dos hospitais.

Alguns pesquisadores especularam que resultados positivos após a recuperação poderiam ser o resultado de erros de pesquisa. Por outro lado, os serviços médicos sul-coreanos acreditam que os testes detectaram resíduos de vírus não infecciosos nesses indivíduos.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Descoberta Revolucionária: Novo Mecanismo do Sistema Imunitário Pode Levar a Antibióticos Naturais

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Recentemente, uma equipa de cientistas fez uma descoberta que pode revolucionar a medicina: um novo mecanismo no sistema imunitário que transforma proteínas recicladas em substâncias químicas capazes de destruir bactérias. Este avanço abre caminho para o desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos naturais, oferecendo esperança no combate às infeções resistentes.

O Papel do Proteassoma no Sistema Imunitário

O proteassoma é uma estrutura presente em todas as células do organismo, conhecida pela sua função de reciclar proteínas antigas, decompondo-as em fragmentos menores para reutilização. No entanto, investigações recentes revelaram que, ao detetar uma infeção bacteriana, o proteassoma altera a sua função. Em vez de apenas reciclar proteínas, ele transforma-as em substâncias químicas que atacam e destroem a camada externa das bactérias, funcionando como um mecanismo de defesa natural do corpo.

Implicações para o Desenvolvimento de Novos Antibióticos

A descoberta deste “modo secreto” do sistema imunitário é de grande relevância, especialmente num momento em que a resistência das bactérias aos antibióticos tradicionais está a aumentar. Compreender e potenciar este mecanismo natural pode permitir a criação de novos tratamentos antibacterianos que utilizam as próprias defesas do organismo, reduzindo a necessidade de antibióticos sintéticos e minimizando os efeitos secundários associados.

Perspetivas Futuras e Desafios

Embora a descoberta seja promissora, os especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer antes de se conseguirem tratamentos clínicos eficazes baseados neste mecanismo. São necessárias mais investigações para compreender completamente como o proteassoma identifica e responde às infeções bacterianas e como essa resposta pode ser modulada ou amplificada para fins terapêuticos.

Conclusão

A identificação deste novo mecanismo do sistema imunitário representa um avanço significativo na compreensão das defesas naturais do corpo contra infeções bacterianas. Embora ainda existam desafios a superar, esta descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias antibacterianas inovadoras, alinhadas com os processos biológicos naturais do organismo.

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