SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES SOCIAIS

Saúde Física e Mental

Durante a pandemia do coronavírus, a solidão é um sério fator de risco à saúde

O sentimento de solidão piora o bem-estar físico e mental, faz com que as pessoas se preocupem menos com a própria saúde e a saúde dos outros. Portanto, a solidão pode ser um fator que afeta o cumprimento das recomendações durante uma pandemia.


Publicado

-

Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

“Mesmo antes do surto da epidemia de Covid-19, havia boatos de uma pandemia de solidão”, diz a psicóloga Letícia Matar Dantas. Os psicólogos entendem a solidão como o sentimento subjetivo de insatisfação de alguém com os seus relacionamentos sociais.

Portanto, nem todas as pessoas devem sentir que estão sozinhas. Por outro lado, mesmo quem mora numa casa cheia de pessoas pode sentir-se sozinho.

“Sabe-se de pesquisas anteriores que pessoas solitárias reagem negativamente aos stressores (os factores que geram o stress), são muito mais sensíveis ao perigo e têm menos capacidade de regular a sua resposta ao stress. Portanto, na pesquisa, decidimos examinar como essas pessoas respondem à pandemia do COVID-19”, diz Dantas.

Os solitários não têm medo do corpo, mas do espírito

De pesquisas realizadas pelo prof. Luman G. Doraves mostrou que pessoas solitárias, menos do que outros entrevistados, estão preocupadas com uma pandemia por sua própria saúde e pela saúde dos seus entes queridos. Os solitários têm mais medo, no entanto, de que o isolamento a longo prazo os afete: relacionamentos com outras pessoas, bem-estar psicológico ou situação financeira.

“O isolamento forçado é mais severo para pessoas solitárias do que para pessoas com uma rica rede de relacionamentos. Portanto, essas pessoas podem estar menos inclinadas a seguir as recomendações de distância social. Portanto, quando se trata de estratégias de distância social recomendadas pela OMS na luta contra a pandemia do COVID-19, a solidão pode, de várias maneiras, reduzir a eficácia da sua implementação”, afirma o cientista.

O cientista ressalta que, no momento, a sensação de solidão pode parecer um pequeno problema em comparação com outros efeitos da pandemia. No entanto, na sua opinião, se a distância social se prolongar por muitos meses, o problema da solidão não deve ser ignorado.

Desastre no relacionamento com os outros

“Sabemos de pesquisas sobre os mecanismos de catástrofes e desastres naturais que, no início de tais crises, vemos um apoio social bastante forte para as pessoas afetadas. Com o tempo, no entanto, a percepção subjectiva das redes sociais diminui. E, assim, algum tempo após o terremoto ou o furacão, os afetados têm a impressão de que as suas redes sociais estão mais fracas do que antes do desastre”, diz o cientista.

Ele dá um exemplo de que, no início da mobilização pandémica por coronavírus, também foi visto na Polónia: movimentos de “mão visível” começaram a aparecer, ou os telefones de suporte ao Pacote Nobre foram lançados. “Mas, infelizmente, a longo prazo, pode ser que as pessoas percam o senso de ter uma forte rede de pessoas com quem podem contar“, alerta o profissional.

A psicóloga Letícia informa que isso está a começar a ser visto também na sua pesquisa: “Pessoas que no início da epidemia foram caracterizadas por um nível mais alto de ansiedade em resposta à situação de pandemia, após duas semanas declararam um aumento da sensação de solidão” – conclui.

“A solidão afeta o nosso bem-estar, a nossa preocupação com a nossa própria saúde e com a saúde dos outros. E, portanto, pode-se tornar um dos principais problemas de longo prazo associados a uma pandemia”, afirma Dantas.

Solidão como um maço de tabaco

O cientista resume a pesquisa no mundo que indica que o sentimento de solidão afeta a saúde mental e física. “Uma meta-análise mostrou que a solidão está associada a um aumento semelhante na mortalidade, como fumar 15 cigarros por dia ou hipertensão”, diz ele. Ele dá um exemplo de que a solidão pode estar associada a um maior risco de doença cardíaca e, portanto, realmente se traduz no funcionamento do corpo. “Estamos apenas a começar a entender como a percepção da solidão e as emoções que a acompanham se traduzem em mudanças no corpo”, diz o cientista.

A pesquisa citada mostra que pessoas solitárias experimentam mudanças no sono e na vigília. A atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pelo stress, é aumentada. “Essas pessoas ainda estão alertas à ameaça em potencial. A sua resposta de luta ou fuga é mais intensa. E a regulamentação do sistema relacionado ao resto é menor. Observamos alterações inflamatórias inespecíficas nessas pessoas”, diz o pesquisador.

Sair da solidão

Quando questionado sobre como lidar com os sentimentos de solidão, a psicóloga chama a atenção para a educação – conscientizando-se de quão importante para o nosso bem-estar é a qualidade do relacionamento com outras pessoas.

Para pessoas que têm problemas com a solidão, a psicóloga recomenda uma consulta remota com um terapeuta. O cientista também explica que, como parte da terapia, pode trabalhar, por exemplo, em mecanismos de enfraquecimento, como a atribuição de hostilidade – atribuindo más intenções a outras pessoas ou sentindo que a vida é uma luta. E essa abordagem dificulta o contato com outras pessoas. “Em termos terapêuticos, pode ser demonstrado que existem outras maneiras de perceber as intenções de outras pessoas”, explica ele.

Quanto às atividades institucionais que poderiam ajudar a reduzir o fenómeno da solidão, a psicóloga aponta para alcançar pessoas que se sentem sozinhas e mostra que nem todas as pessoas são iradas ou hostis. “Na minha opinião, essa é uma maneira melhor do que focar no desenvolvimento de ‘drogas’ para a solidão”, comenta.

Saúde Física e Mental

A Importância da Conexão Social para o Bem-Estar: Como os Relacionamentos Impactam a Nossa Saúde Mental e Física

Publicado

-

Vivemos numa era de hiperconectividade digital, mas, paradoxalmente, muitas pessoas sentem-se mais isoladas do que nunca. A conexão social desempenha um papel fundamental na nossa qualidade de vida, afetando diretamente o nosso bem-estar físico e mental. Estudos demonstram que relações interpessoais saudáveis reduzem o stress, aumentam a longevidade e melhoram a saúde emocional.

Neste artigo, vamos explorar como a conexão social influencia o nosso bem-estar e quais estratégias podem ser adotadas para fortalecer os laços interpessoais, seja no ambiente pessoal ou profissional.

O Que é a Conexão Social?

A conexão social refere-se ao sentimento de pertença e proximidade com outras pessoas. Este conceito vai além da interação casual e inclui vínculos emocionais profundos e significativos com familiares, amigos, colegas e até mesmo comunidades online.

A falta de conexão social pode levar a sentimentos de solidão, ansiedade e depressão. Por outro lado, ter um círculo social sólido está associado a uma vida mais longa e saudável. O ser humano é, por natureza, um ser social, e a necessidade de interação faz parte da nossa biologia.

Benefícios da Conexão Social para o Bem-Estar

1. Melhoria da Saúde Mental

A solidão e o isolamento social estão diretamente ligados a problemas de saúde mental, como a depressão e a ansiedade. A interação com outras pessoas ajuda a libertar neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que promovem sensações de felicidade e bem-estar.

2. Redução do Stress e da Ansiedade

O suporte social pode atuar como um amortecedor contra os efeitos negativos do stress. Ter alguém com quem conversar ou partilhar preocupações ajuda a reduzir a carga emocional e a enfrentar desafios de forma mais equilibrada.

3. Impacto Positivo na Saúde Física

Estudos apontam que pessoas com fortes conexões sociais têm menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, pressão arterial elevada e até mesmo doenças crónicas, como a diabetes. A interação social também está associada a um sistema imunitário mais forte.

4. Aumento da Longevidade

Pesquisas indicam que indivíduos que mantêm laços sociais sólidos tendem a viver mais. A sensação de pertença e apoio reduz comportamentos de risco e melhora a adesão a hábitos saudáveis.

5. Desenvolvimento Pessoal e Profissional

Os relacionamentos interpessoais são fundamentais para o crescimento pessoal e profissional. No ambiente de trabalho, por exemplo, redes de apoio promovem a aprendizagem, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de competências interpessoais essenciais para o sucesso.

Como Fortalecer a Conexão Social?

Agora que compreendemos a importância das relações sociais, é essencial adotar práticas que fortaleçam esses laços. Aqui estão algumas estratégias eficazes:

1. Cultive Relações Autênticas

Procure conexões genuínas e significativas. Em vez de manter relações superficiais, invista tempo e energia em amizades e interações que acrescentem valor à sua vida.

2. Pratique a Escuta Ativa

Ouvir verdadeiramente o que o outro tem a dizer fortalece os relacionamentos. Demonstre interesse genuíno e empatia durante as conversas.

3. Participe em Grupos e Comunidades

Fazer parte de grupos sociais, sejam eles presenciais ou virtuais, é uma ótima maneira de fortalecer laços e conhecer novas pessoas. Clubes, associações e redes sociais são excelentes pontos de partida.

4. Desconecte-se do Mundo Digital e Conecte-se no Mundo Real

Apesar da importância da tecnologia, o contacto presencial continua a ser insubstituível. Priorize encontros presenciais e atividades que promovam a interação face a face.

5. Ajude e Apoie os Outros

Ajudar alguém fortalece laços e promove uma sensação de propósito e pertença. O voluntariado, por exemplo, é uma excelente forma de se conectar com outras pessoas de maneira significativa.

6. Priorize a Qualidade das Conexões

Ter muitas conexões superficiais pode ser menos benéfico do que ter poucas, mas significativas. Priorize relacionamentos que realmente tragam bem-estar e apoio mútuo.

Conclusão

A conexão social é um dos pilares essenciais para um bem-estar pleno. Num mundo onde a solidão e o isolamento se tornaram grandes desafios, fortalecer os laços interpessoais deve ser uma prioridade. Ao investir tempo e energia nas nossas relações, garantimos uma vida mais equilibrada, feliz e saudável.

Seja no ambiente pessoal ou profissional, cultivar relações genuínas traz benefícios imensuráveis para a saúde mental e física. Portanto, valorize as conexões sociais e fortaleça os seus laços interpessoais para viver uma vida mais plena e gratificante.

Gostou deste artigo? Partilhe com alguém que precisa de fortalecer as suas conexões sociais e contribuir para o bem-estar coletivo!

Ler Mais

Saúde Física e Mental

5 benefícios de andar de bicicleta

Publicado

-

Por

Foto de Elina Sazonova por pexels.

Se deseja começar o ano a cuidar da sua saúde e também quer entrar em forma, há algo que pode ajudá-lo a alcançá-la. Queremos dizer andar de bicicleta pelo menos 40 minutos por dia. Sem dúvida, isso mudará a sua vida.

Gostaria de conhecer os benefícios que este exercício traz para a sua vida?

Força mental

Uma excelente maneira de se livrar do stress e das tensões que causam dores de cabeça e dores no corpo em geral é andar de bicicleta por pelo menos 40 minutos por dia. Especialmente se estiver ao ar livre.

Melhora a saúde lombar

Graças à postura que adotamos ao andar de bicicleta, podemos fortalecer certos músculos, como na coluna, que nos impedirão de sofrer hérnias no futuro.

Queimar calorias

Sabia que pedalar 40 minutos a 1 hora de bicicleta pode perder até 500 calorias, além de se libertar de stress ocasional e colesterol mortal?

Reforçar os joelhos

Outra das grandes vantagens que a bicicleta tem é que ela reforça muito os joelhos, porque é um exercício de baixo impacto. Além de não magoá-lo, dá-lhe força no corpo.

Boa economia

O transporte diário que usamos retira uma parte valiosa das nossas finanças, portanto, andar de bicicleta é uma solução para economizar e nos ajudar no orçamento mensal.

Ler Mais

DESTAQUES