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Saúde e Bem-Estar

Conhece esses nove fatos sobre o derrame?

Um derrame é causado por um bloqueio num vaso sanguíneo ou sangramento no cérebro. Os sintomas de um derrame incluem dor de cabeça súbita e intensa, fraqueza, dormência, problemas de visão, confusão, dificuldade para andar ou falar, tontura e fala arrastada.


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Foto de RODNAE Productions no Pexels

O AVC é a quinta causa de morte mais comum entre os homens e a terceira causa de morte mais comum entre as mulheres, mas muitas pessoas não conseguem identificar um único sintoma de AVC. Veja como reconhecê-los e evitá-los.

Derrame? Isso deve interessar a todos

Provavelmente não gasta muito tempo a preocupar-se com o risco de um derrame. Afinal, o derrame é uma eventualidade que pode surgir apenas mais tarde na vida.

Mas há indícios de que talvez mesmo em uma idade jovem devêssemos nos preocupar um pouco mais. Embora os homens com mais de 65 anos tenham maior probabilidade de sofrer um derrame, isso pode acontecer em qualquer idade e em ambos os sexos. Os acidentes vasculares cerebrais também têm mais probabilidade de  ser a causa de morte e de ocorrer mais cedo em homens do que em mulheres.

As consequências de um derrame podem ser devastadoras. Um derrame pode não apenas matar, mas também causar fraqueza severa e permanente, paralisia ou incapacidade de comunicação. No entanto, nem todas as notícias são tão sombrias. De acordo com a National Stroke Foundation, 80 por cento de todos os derrames são evitáveis.

O que mais devo saber sobre derrames? Aqui estão 9 fatos importantes.

9 fatos sobre derrames

Existem diferentes tipos de traços

A maioria dos derrames é causada por um bloqueio numa artéria que impede o sangue de chegar ao tecido cerebral. Eles são chamados de derrames isquémicos e geralmente são causados ​​por coágulos sanguíneos ou placas que atingiram o cérebro.

Um derrame hemorrágico é o resultado da ruptura de um ou mais vasos sanguíneos. O sangue escorre e preenche a área ao redor do cérebro. À medida que aumenta, o sangue exerce pressão sobre o tecido cerebral, danificando as células cerebrais.

RÁPIDO – reconhecimento rápido de traços

F – cara. Significa a parte caída do rosto. Peça à pessoa que sorria para ver se os dois lados do rosto estão igualmente envolvidos.
A – braço. Significa fraqueza nas mãos. Uma pessoa pode levantar as duas mãos?
S – fala. Significa dificuldade para falar. A pessoa fala claramente? A fala dela faz sentido?
T – hora. É hora de ligar para o 112.

Muitos derrames são evitáveis

Alguns fatores de risco para AVC são evitáveis ​​e outros não.

Os fatores de risco relacionados ao estilo de vida que podem mudar incluem obesidade, consumo excessivo de álcool, fumo e uso de drogas recreativas.

Controlar os fatores de risco médicos, como tensão alta, diabetes e doenças cardíacas, também pode ajudar a reduzir o risco. Pessoas com COVID-19 também podem ter um derrame.

Outros fatores de risco para acidente vascular cerebral incluem ser do sexo masculino, ter mais de 55 anos e usar terapia hormonal.

Mudar os seus hábitos pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral

Um estilo de vida saudável pode reduzir o risco de um acidente vascular cerebral. Prevenir e controlar a hipertensão é essencial para reduzir o risco de acidente vascular cerebral. O exercício regular pode baixar a tensão arterial e tornar o coração mais forte.

Comer alimentos ricos em nutrientes, como frutas e vegetais, pode ajudar a diminuir o colesterol e reduzir o acúmulo de placas nas artérias. A placa pode-se desprender e atingir o cérebro.

Parar de fumar e reduzir o consumo de álcool também é útil.

AVCs podem causar complicações sérias

Se os derrames não forem tratados com rapidez suficiente ou forem muito graves, eles podem causar lesões temporárias ou permanentes. O dano depende de onde o derrame ocorreu no cérebro e por quanto tempo o tecido cerebral foi privado de oxigénio. Algumas complicações comuns incluem paralisia e dificuldade para falar ou engolir.

Perda de memória, problemas emocionais e mudanças comportamentais também são possíveis.

Ataque isquémico transitório

Um ataque isquémico transitório costuma ser chamado de mini-AVC. Pode durar de alguns minutos a 24 horas, período durante o qual ocorrem os sintomas de um derrame, mas não causam danos permanentes. Como um ataque isquémico transitório tem sintomas semelhantes aos de um acidente vascular cerebral, eles não podem ser distinguidos quando ocorrem.

Se tiver sintomas semelhantes aos de um derrame, procure atendimento de emergência, mesmo que eles desapareçam. Identificar e tratar ataques isquémicos transitórios pode reduzir o risco de um acidente vascular cerebral grave.

Os medicamentos podem reduzir o risco de acidente vascular cerebral em algumas pessoas

Se você está a ter um ataque isquémico transitório ou já teve um derrame anterior, o seu médico pode recomendar medicamentos para prevenir um segundo derrame. Os medicamentos antiplaquetários, como a aspirina, podem ajudar a prevenir coágulos sanguíneos. Anticoagulantes como heparina e varfarina, também são prescritos para prevenir coágulos sanguíneos. Se tem uma doença cardíaca, o tratamento da doença também deve reduzir o risco de acidente vascular cerebral.

O tratamento para um AVC depende do tipo de AVC

O tipo de tratamento recomendado depende do tipo de AVC que você teve e de quando ocorreu.

Um acidente vascular cerebral isquémico, se detectado dentro de três horas, pode ser tratado com tPA. Este medicamento dissolve coágulos e melhora o fluxo sanguíneo. É frequentemente chamado de destruidor de coágulos. Os derrames hemorrágicos são tratados de forma diferente. Às vezes, um cateter pequeno e estreito com uma câmera é inserido numa artéria e conectado ao cérebro para encontrar a causa e interromper o sangramento. Algumas pessoas precisam de cirurgia.

Convalescença após um derrame

Se você ou um ente querido teve um derrame, a recuperação pode parecer uma longa jornada cheia de novas dificuldades. O tempo de recuperação é diferente para cada pessoa, mas a reabilitação é útil. Fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional são alguns dos tratamentos usados ​​durante a recuperação. A recuperação de um derrame é diferente para cada pessoa, mas há muitas opções que podem ajudar.

Maternidade

Maternidade após os 40 anos: benefícios, desafios e cuidados essenciais para uma gravidez saudável

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A maternidade depois dos 40 anos deixou de ser uma excepção para se tornar uma escolha cada vez mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Seja por motivos profissionais, pessoais ou simplesmente por um novo casamento, o adiamento da gravidez já não é visto com o mesmo espanto de décadas atrás.

Com os avanços da medicina reprodutiva e os cuidados de saúde pré-natal cada vez mais especializados, é possível viver esta etapa com segurança, desde que haja acompanhamento adequado. Neste artigo, analisamos os principais benefícios e desafios de engravidar após os 40 anos, com base em estudos científicos recentes. Apresentamos ainda sugestões de suplementos e exames recomendados — lembrando sempre que cada mulher deve consultar o seu médico para uma avaliação individualizada.

Vantagens da maternidade tardia

Engravidar depois dos 40 pode oferecer vantagens que vão muito além do biológico.

1. Maior maturidade emocional e estabilidade financeira

As mulheres que optam por ser mães mais tarde costumam ter maior equilíbrio emocional, experiência de vida e estabilidade financeira — factores que contribuem para um ambiente familiar mais estruturado e seguro.

2. Decisão consciente e planeada

Muitas destas gestações resultam de decisões ponderadas, feitas com tempo e responsabilidade. Esta maturidade favorece o cumprimento rigoroso do pré-natal e uma dedicação mais intensa à maternidade.

3. Potencial impacto na saúde cerebral

Um estudo da University of Southern California (2016), publicado no Journal of the American Geriatrics Society, sugere que mulheres que engravidam após os 40 podem apresentar melhor desempenho cognitivo em idades mais avançadas, o que indica possíveis benefícios neurológicos associados à maternidade tardia.

Desafios e riscos associados à gravidez depois dos 40

Apesar das vantagens emocionais e sociais, a gravidez após os 40 anos apresenta riscos que não devem ser desvalorizados.

1. Redução da fertilidade

Com o passar dos anos, a reserva ovárica diminui e os óvulos disponíveis também envelhecem, tornando a concepção mais difícil. É comum a necessidade de recorrer a tratamentos de fertilidade ou doação de óvulos.

2. Maior risco de alterações genéticas

Estudos apontam um aumento do risco de anomalias cromossómicas, como a trissomia 21 (síndrome de Down), sobretudo a partir dos 42 anos. Por isso, é fundamental incluir exames genéticos no pré-natal.

3. Complicações gestacionais mais frequentes

A gravidez tardia está associada a maiores taxas de hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e descolamento da placenta. Além disso, aumenta a probabilidade de parto prematuro ou cesariana.

4. Risco cardiovascular

O envelhecimento natural do sistema cardiovascular pode dificultar a adaptação às exigências da gravidez, sendo essencial avaliar o coração antes e durante a gestação.

Exames recomendados para mulheres com mais de 40 anos

O acompanhamento médico personalizado é essencial para reduzir os riscos. Entre os exames habitualmente recomendados estão:
• Avaliação hormonal (AMH, FSH e LH): Indicadores da reserva ovárica e da viabilidade da ovulação.
• Ecografia transvaginal: Avalia o útero, endométrio e contagem dos folículos antrais.
• Histerossalpingografia: Verifica a permeabilidade das trompas de Falópio.
• Teste NIPT (Non-Invasive Prenatal Test): Detecta alterações genéticas fetais através do sangue materno.
• Avaliação da tensão arterial, glicemia e função renal: Monitoriza factores de risco cardiovascular.
• Ecocardiograma (em alguns casos): Para mulheres com histórico de doenças cardíacas.

Nota importante: A indicação destes exames depende da avaliação médica individual. Nunca substitua a orientação do seu ginecologista ou obstetra.

Suplementos importantes para a gravidez após os 40

A alimentação equilibrada é essencial em qualquer idade, mas em casos de gravidez tardia, os suplementos podem ter um papel ainda mais relevante.

1. Ácido fólico (vitamina B9)

Ajuda a prevenir malformações do tubo neural e deve ser iniciado pelo menos 1 mês antes da concepção. A dose habitual é de 400 a 600 mcg/dia, podendo ser ajustada pelo médico.

2. Vitamina D3

Auxilia na absorção de cálcio, fortalece o sistema imunitário e contribui para o desenvolvimento ósseo do bebé. É comum a necessidade de suplementação, sobretudo em mulheres com pouca exposição solar.

3. Ómega-3 (DHA)

Fundamental para o desenvolvimento cerebral e visual do feto. O suplemento deve ser de origem segura e purificada.

4. Colina

Nutriente essencial na formação do sistema nervoso central do bebé. Muitos suplementos para grávidas não contêm colina, pelo que poderá ser necessário adicionar à rotina.

5. Ferro e iodo

Importantes para o transporte de oxigénio e para a saúde da tiroide, respectivamente. A dosagem deve ser definida após exames laboratoriais.

Recomendação: Nunca inicie suplementos por conta própria. Uma consulta médica é indispensável para avaliar carências específicas, ajustar dosagens e evitar interacções medicamentosas.

Cuidados adicionais durante a gravidez tardia

Além dos exames e suplementos, há hábitos e medidas que ajudam a garantir uma gestação segura e tranquila:
• Consultas regulares com obstetra de alto risco
• Controlo rigoroso da pressão arterial e da glicemia
• Prática de actividade física moderada e segura (como caminhadas ou pilates para grávidas)
• Hidratação adequada e alimentação anti-inflamatória
• Evitar tabaco, álcool e exposição a substâncias químicas
• Apoio psicológico ou grupos de partilha para lidar com o stress ou ansiedade gestacional

O impacto psicológico e social da maternidade depois dos 40

A decisão de ser mãe numa fase mais madura também pode provocar questões emocionais:
• Pressão externa: Comentários sobre a “idade ideal” ou estigmas sociais ainda são comuns.
• Inseguranças naturais: Algumas mulheres preocupam-se com a energia necessária para cuidar de um bebé ou com o envelhecimento ao lado da criança.
• Relação com a carreira: Conciliar maternidade com responsabilidades profissionais pode exigir ajustes.

Por outro lado, muitas mães relatam uma vivência da gravidez e da maternidade mais consciente, gratificante e serena nesta fase da vida.

Conclusão

A maternidade depois dos 40 anos não é uma missão impossível — pelo contrário, pode ser uma experiência plena e segura, desde que acompanhada de forma adequada. As tecnologias da medicina reprodutiva, aliadas a hábitos saudáveis e a um planeamento responsável, permitem às mulheres viver esta fase com mais tranquilidade e saúde.

Cada caso é único. Por isso, a orientação médica é indispensável — desde o planeamento até ao pós-parto. Seja através da consulta com um ginecologista, obstetra ou especialista em fertilidade, o mais importante é tomar decisões informadas e conscientes.

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Bebés e Crianças

Importância do Desenvolvimento da Criatividade na Infância

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A criatividade é a capacidade de ter diferentes tipos de soluções para um problema, como a capacidade de pensar em ideias novas e inovadoras que servem para mudar o curso de como as coisas são feitas. Todos nós nascemos com este presente, mas é na infância que se descobre que a terra mais fértil é cultivada.

A criatividade é incorporada em uma ideia original que pode ter diferentes formas e pode ser aplicada a diferentes áreas da vida de um indivíduo. Hoje tem um grande valor para a nossa sociedade, por isso é importante promover o seu desenvolvimento desde cedo na criança.

Constitui um estímulo valioso para a inteligência, porque, dentro de um processo criativo, o indivíduo deve analisar, associar, relacionar objetos, elementos e situações, e nele existem múltiplas conexões sensoriais que tornam o nosso cérebro mais apto a enfrentar os desafios que mais tarde terá que enfrentar.

Desenvolvimento cerebral

O desenvolvimento da criatividade tem a ver com o desenvolvimento do próprio cérebro e com as múltiplas conexões formadas nos primeiros anos de vida. Estas conexões dependem em parte da genética e em parte das experiências que a criança tem nos primeiros anos de vida.

O cérebro é um órgão maleável, suscetível a manipulações que permitem alterar a sua configuração e aumentar a sua capacidade de resposta em qualquer idade. No entanto, é na infância que o cérebro tem maior capacidade de desenvolvimento, por isso será a idade perfeita para estimulá-lo.

O desenvolvimento da criatividade na infância

A infância é a idade ideal para o desenvolvimento da criatividade, porque a criança é muito mais receptiva a estímulos e possui uma grande capacidade de imaginação que ainda não é limitada pelo conhecimento ou racionalidade imposta pela sociedade.

A criança é, por natureza, um ser criativo, embora esta criatividade tenha poucas manifestações se não se desenvolver num clima adequado, com condições favoráveis ​​à criação.

Como aumentar a criatividade da criança?

A educação deve estar ao serviço da criatividade muito mais cedo do que o conhecimento, razão pela qual estratégias para o seu desenvolvimento devem ser aplicadas e um ambiente livre deve ser promovido, onde a criança possa aprender a ser mais aberta, mais flexível, mais imaginativa e, assim, o poder de criar ideias inovadoras.

O jogo

Brincar com os nossos filhos e/ou alunos pode ajudar muito quando se trata de aumentar a criatividade, promover o uso da imaginação e não limitá-lo pelo que acreditamos ser certo.

As artes

Desenho e música são excelentes atividades para o desenvolvimento da sensibilidade e como resultado da própria criatividade.

Liberdade de Expressão

A criatividade manifesta-se através da comunicação: não devemos criticar as ideias das crianças, nem os seus pontos de vista; pelo contrário, devemos incentivá-las a ter as suas próprias ideias sobre as coisas para  compartilhá-las.

Se queremos que os nossos filhos e alunos sejam adultos capazes de enfrentar situações e responder a elas efetivamente; e se queremos que eles tenham ideias originais que mudam o mundo, precisamos começar a cultivar a semente da criatividade o mais rápido possível.

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