SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES SOCIAIS

Estudos e Pesquisas

Batatas fritas e biscoitos são tão viciantes quanto cigarros? Resultados de pesquisas surpreendentes

Alimentos altamente processados ​​são viciantes? Essa pergunta foi feita por cientistas e usou critérios que indicam dependência do tabaco.


Publicado

-

Foto de Tejasvi Maheshwari por pexels.

É um problema que os cientistas debatem há anos, porque dietas pouco saudáveis ​​são muitas vezes alimentadas por alimentos que contêm carboidratos refinados e gorduras que não são saudáveis ​​para a nossa saúde.

Uma nova análise feita por pesquisadores da Universidade de Michigan e Virginia Tech usou os critérios usados ​​num relatório de 1988 que afirmava claramente que o tabaco era viciante. Agora, os pesquisadores aplicaram os mesmos critérios aos alimentos, e o seu trabalho foi publicado na revista Addiction.

Batatas fritas e biscoitos viciantes

“Com base nos critérios estabelecidos para o tabaco, os resultados indicam que alimentos altamente processados ​​podem viciar”, disse a Prof. Ashley Gearhardt, psicóloga, principal autora da pesquisa.

O potencial viciante de alimentos como batatas fritas, biscoitos e sorvetes pode ser um dos principais contribuintes para o alto custo da saúde pública. Os pesquisadores enfatizaram que a indústria de alimentos é dominada por alimentos baratos e altamente processados.

O que um vício em alimentos altamente processados ​​sinaliza?

Não há biomarcador no cérebro que indique claramente o vício. Mas há quatro critérios de tabaco que foram usados ​​ao longo dos anos que podem determinar isso. No caso do tabaco (e como os cientistas assumiram no seu trabalho – também alimentos), eles são muito específicos.

O tabaco causa uso compulsivo e as pessoas não conseguem abandonar o hábito mesmo diante de doenças que ameaçam a vida. Além disso, pode mudar o nosso humor, dá uma sensação de fortalecimento e causa uma sede intensa.

“Identificar que os produtos do tabaco são viciantes se resume a esses quatro critérios que resistiram a décadas de avaliação científica. Alimentos altamente processados ​​atendem a todos esses critérios” – enfatizou a prof. Gearhardt.

Por que a comida vicia?

Conforme ressalta a especialista, os alimentos altamente processados ​​contêm substâncias complexas que não podem ser simplificadas a um único agente químico atuando por meio de um mecanismo central específico. O mesmo pode ser dito para produtos de tabaco industrial que contêm milhares de produtos químicos, incluindo nicotina.

“Quando percebemos que os produtos de tabaco eram viciantes, percebemos que fumar não é apenas uma escolha dos adultos, mas que as pessoas se tornam viciadas e não conseguem parar mesmo quando realmente querem. 

No caso dos alimentos processados, isso é particularmente preocupante, pois as crianças são o principal alvo da publicidade desses produtos”, acrescentou a Prof. Gearhardt.

Conforme observado pelos pesquisadores, uma dieta pobre, dominada por alimentos altamente processados, contribui para mortes evitáveis, assim como os cigarros. Exceto que, como acontece com os produtos do tabaco, a indústria alimentícia projeta os seus alimentos altamente processados ​​para serem intensamente satisfatórios.

“É hora de parar de pensar em alimentos altamente processados ​​como alimentos, mas como substâncias altamente refinadas que podem ser viciantes”, concluíram os pesquisadores.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

Publicado

-

Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

Ler Mais

Estudos e Pesquisas

Descoberta Revolucionária: Novo Mecanismo do Sistema Imunitário Pode Levar a Antibióticos Naturais

Publicado

-

Por

Recentemente, uma equipa de cientistas fez uma descoberta que pode revolucionar a medicina: um novo mecanismo no sistema imunitário que transforma proteínas recicladas em substâncias químicas capazes de destruir bactérias. Este avanço abre caminho para o desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos naturais, oferecendo esperança no combate às infeções resistentes.

O Papel do Proteassoma no Sistema Imunitário

O proteassoma é uma estrutura presente em todas as células do organismo, conhecida pela sua função de reciclar proteínas antigas, decompondo-as em fragmentos menores para reutilização. No entanto, investigações recentes revelaram que, ao detetar uma infeção bacteriana, o proteassoma altera a sua função. Em vez de apenas reciclar proteínas, ele transforma-as em substâncias químicas que atacam e destroem a camada externa das bactérias, funcionando como um mecanismo de defesa natural do corpo.

Implicações para o Desenvolvimento de Novos Antibióticos

A descoberta deste “modo secreto” do sistema imunitário é de grande relevância, especialmente num momento em que a resistência das bactérias aos antibióticos tradicionais está a aumentar. Compreender e potenciar este mecanismo natural pode permitir a criação de novos tratamentos antibacterianos que utilizam as próprias defesas do organismo, reduzindo a necessidade de antibióticos sintéticos e minimizando os efeitos secundários associados.

Perspetivas Futuras e Desafios

Embora a descoberta seja promissora, os especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer antes de se conseguirem tratamentos clínicos eficazes baseados neste mecanismo. São necessárias mais investigações para compreender completamente como o proteassoma identifica e responde às infeções bacterianas e como essa resposta pode ser modulada ou amplificada para fins terapêuticos.

Conclusão

A identificação deste novo mecanismo do sistema imunitário representa um avanço significativo na compreensão das defesas naturais do corpo contra infeções bacterianas. Embora ainda existam desafios a superar, esta descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias antibacterianas inovadoras, alinhadas com os processos biológicos naturais do organismo.

Ler Mais

DESTAQUES