SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES SOCIAIS

Saúde e Bem-Estar

Alimentos básicos que fortalecem o sistema imunológico


Publicado

-

Photo by National Cancer Institute on Unsplash

Uma boa nutrição, fortalecendo o sistema imunológico em todos os momentos da vida, pode ajudar ainda hoje nesta pandemia de COVID-19. Numerosas pesquisas científicas provam que melhorar a nossa microbiota através de nutrição adequada pode fortalecer o sistema imunológico, promovendo o trabalho de linfócitos, monócitos e macrófagos que combatem vírus e patógenos; por outro lado, um desequilíbrio da flora bacteriana enfraquece o sistema imunológico, facilitando doenças.

A microbiota é facilmente influenciada e modificável pelos nossos hábitos alimentares, ou seja, pelo tipo e quantidade de alimento, pelos líquidos ingeridos e pelas substâncias e medicamentos que tomamos por via oral.

Vitaminas e minerais, a partir da vitamina C, presentes em frutas cítricas, kiwis, morangos, tomates, brócolos, couve e pimento. Recomenda-se pelo menos 2 g. por dia de vitamina C, que pode ser facilmente alcançada tomando um copo de sumo e usar sumo de limão para dar sabor.

A vitamina A é essencial para a integridade dos epitélios e membranas mucosas e, portanto, para fortalecer a imunidade no nível do sistema respiratório, o órgão alvo do coronavírus. Está presente em produtos de origem animal, como leite, ovos, fígado; precursores dessa vitamina também são encontrados em vegetais como cenouras, batatas e vegetais de folhas verdes.

A vitamina D, que é imunomoduladora, ou seja, induz o sistema imunológico a produzir moléculas antibacterianas, está presente no salmão, peixe-espada, sardinha e atum.

Vitamina E presente em frutas secas, óleos vegetais, como a soja, gérmen de trigo, carnes, ovos – é uma importante vitamina, que ajuda a regular o colesterol, melhorar saúde da pele e cabelos, tem ação antioxidante e anti-inflamatória.

As vitaminas B, generalizadas em todos os alimentos de origem animal e vegetal, como ovos, legumes, frutas secas, repolho, brócolos  e espinafre, também têm efeitos positivos no sistema imunológico.

O papel de minerais como cálcio contido em ovos, soja e legumes também é valioso na otimização da resposta imune; de magnésio teor em fruta seca, na soja, e vegetais; o zinco teor em carne vermelha e aveia.

É importante manter a microbiota intestinal em equilíbrio, evitando o uso frequente de medicamentos como antibióticos, antiinflamatórios, antiácidos; e alimentos pró-inflamatórios, como excesso de carboidratos e açúcares simples que criam disbiose intestinal – um desequilíbrio da flora bacteriana intestinal caracterizada pela redução da capacidade de absorção dos nutrientes.

É importante consumir regularmente a quantidade certa de alimentos prebióticos ou probióticos com uso abundante de vegetais ricos em fibras e oligoelementos; com um bom suprimento de ácidos gordos insaturados e poliinsaturados, como os de azeite, frutas secas e peixes.

Em geral, o modelo a seguir é o da dieta mediterrânea, com cinco porções diárias de frutas e legumes da estação; com base no consumo de grãos integrais, ricos em proteínas magras com carnes brancas e um bom suprimento de peixe pelo menos três vezes por semana, pois é rico em ácidos gordos essenciais como o ómega-3, que contêm grandes quantidades de EPA e DHA, importantes para o sistema imunológico pela  l sua forte função anti-inflamatória.

O consumo de gorduras saturadas e açúcares simples deve ser baixo.

Recomendado para lanches ou café da manhã, o consumo de iogurte e especialmente o Kefir ou outros leites fermentados que, através dos fermentos lácticos vivos que contêm, fortalecem a flora bacteriana intestinal.

Também é essencial beber muita água para reidratar, beber chá, especialmente o chá verde e o chá matcha mais rico em polifenóis do que o chá preto (mas não mais do que duas xícaras por dia para o conteúdo). Beba chás de limão e gengibre: limão para vitamina C e gengibre para ação restauradora nas paredes gastrointestinais com proteção da flora bacteriana.

Para uma “nota doce”, podemos consumir mel, conhecido pelas suas propriedades antibacterianas graças ao seu conteúdo de peróxido de hidrogénio, como adoçante e pela manhã no café da manhã com pão e tostas.

Uma noz de chocolate escuro que, rica em zinco, ajuda o sistema imunológico e, acima de tudo, tem excelentes efeitos antidepressivos, pois contém triptofano, uma hormona que atravessa a serotonina, a chamada hormona da felicidade, gratificante neste momento de incerteza e medo.

É importante avaliar nesse período o risco de sobrepeso para um maior estilo de vida sedentário devido a restrições inteligentes de trabalho e movimento devido à situação de pandemia.

Depois reduza as porções; favorecer alimentos menos calóricos e mais digeríveis, com atenção aos condimentos que usa para cozinhar como alho rico em alicina, um poderoso antibiótico natural e antimicrobiano; antioxidante de especiarias açafrão com alto poder anti-inflamatório. Cuidado com produtos refinados e gorduras.

No entanto, evite o jejum, que pode diminuir o sistema imunológico e restrições excessivas de calorias, que neste estado de incerteza e ansiedade psicológicas podem ter um efeito de recuperação perigoso, empurrando compulsivamente em direção à comida.

Podemos aproveitar esse período de quarentena em casa para distribuir melhor as calorias nas refeições e respeitar os princípios da cronobiologia, ou seja, consumir a maioria das calorias na primeira parte do dia, uma vez que o metabolismo as utiliza melhor:

  • faça um pequeno almoço rico com uma xícara de leite ou sumo e uma fatia de sobremesa simples ou pão e geleia;
  • almoço com um prato de massa, de preferência integral;
  • à noite, proteínas magras, especialmente peixes e carnes brancas, sempre acompanhadas com abundantes vegetais.

Nesse período de emergência, é importante prestar atenção ao aspecto da Higiene e Segurança Alimentar.

Atualmente, não há evidências de que o coronavírus possa ser transmitido a partir de alimentos, mas como a transmissão de alimentos não pode ser excluída a priori, a OMS recomenda como medida de precaução para evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos de origem animal (carne, peixe, ovos, leite); os coronavírus são sensíveis às condições normais de cozimento e são inativados a 70 ° C.

É importante manter os alimentos cozidos e crus separados durante a preparação e o armazenamento no frigorífico; lave bem os legumes e, é claro, lave bem as mãos com frequência.

Maternidade

Maternidade após os 40 anos: benefícios, desafios e cuidados essenciais para uma gravidez saudável

Publicado

-

A maternidade depois dos 40 anos deixou de ser uma excepção para se tornar uma escolha cada vez mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Seja por motivos profissionais, pessoais ou simplesmente por um novo casamento, o adiamento da gravidez já não é visto com o mesmo espanto de décadas atrás.

Com os avanços da medicina reprodutiva e os cuidados de saúde pré-natal cada vez mais especializados, é possível viver esta etapa com segurança, desde que haja acompanhamento adequado. Neste artigo, analisamos os principais benefícios e desafios de engravidar após os 40 anos, com base em estudos científicos recentes. Apresentamos ainda sugestões de suplementos e exames recomendados — lembrando sempre que cada mulher deve consultar o seu médico para uma avaliação individualizada.

Vantagens da maternidade tardia

Engravidar depois dos 40 pode oferecer vantagens que vão muito além do biológico.

1. Maior maturidade emocional e estabilidade financeira

As mulheres que optam por ser mães mais tarde costumam ter maior equilíbrio emocional, experiência de vida e estabilidade financeira — factores que contribuem para um ambiente familiar mais estruturado e seguro.

2. Decisão consciente e planeada

Muitas destas gestações resultam de decisões ponderadas, feitas com tempo e responsabilidade. Esta maturidade favorece o cumprimento rigoroso do pré-natal e uma dedicação mais intensa à maternidade.

3. Potencial impacto na saúde cerebral

Um estudo da University of Southern California (2016), publicado no Journal of the American Geriatrics Society, sugere que mulheres que engravidam após os 40 podem apresentar melhor desempenho cognitivo em idades mais avançadas, o que indica possíveis benefícios neurológicos associados à maternidade tardia.

Desafios e riscos associados à gravidez depois dos 40

Apesar das vantagens emocionais e sociais, a gravidez após os 40 anos apresenta riscos que não devem ser desvalorizados.

1. Redução da fertilidade

Com o passar dos anos, a reserva ovárica diminui e os óvulos disponíveis também envelhecem, tornando a concepção mais difícil. É comum a necessidade de recorrer a tratamentos de fertilidade ou doação de óvulos.

2. Maior risco de alterações genéticas

Estudos apontam um aumento do risco de anomalias cromossómicas, como a trissomia 21 (síndrome de Down), sobretudo a partir dos 42 anos. Por isso, é fundamental incluir exames genéticos no pré-natal.

3. Complicações gestacionais mais frequentes

A gravidez tardia está associada a maiores taxas de hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e descolamento da placenta. Além disso, aumenta a probabilidade de parto prematuro ou cesariana.

4. Risco cardiovascular

O envelhecimento natural do sistema cardiovascular pode dificultar a adaptação às exigências da gravidez, sendo essencial avaliar o coração antes e durante a gestação.

Exames recomendados para mulheres com mais de 40 anos

O acompanhamento médico personalizado é essencial para reduzir os riscos. Entre os exames habitualmente recomendados estão:
• Avaliação hormonal (AMH, FSH e LH): Indicadores da reserva ovárica e da viabilidade da ovulação.
• Ecografia transvaginal: Avalia o útero, endométrio e contagem dos folículos antrais.
• Histerossalpingografia: Verifica a permeabilidade das trompas de Falópio.
• Teste NIPT (Non-Invasive Prenatal Test): Detecta alterações genéticas fetais através do sangue materno.
• Avaliação da tensão arterial, glicemia e função renal: Monitoriza factores de risco cardiovascular.
• Ecocardiograma (em alguns casos): Para mulheres com histórico de doenças cardíacas.

Nota importante: A indicação destes exames depende da avaliação médica individual. Nunca substitua a orientação do seu ginecologista ou obstetra.

Suplementos importantes para a gravidez após os 40

A alimentação equilibrada é essencial em qualquer idade, mas em casos de gravidez tardia, os suplementos podem ter um papel ainda mais relevante.

1. Ácido fólico (vitamina B9)

Ajuda a prevenir malformações do tubo neural e deve ser iniciado pelo menos 1 mês antes da concepção. A dose habitual é de 400 a 600 mcg/dia, podendo ser ajustada pelo médico.

2. Vitamina D3

Auxilia na absorção de cálcio, fortalece o sistema imunitário e contribui para o desenvolvimento ósseo do bebé. É comum a necessidade de suplementação, sobretudo em mulheres com pouca exposição solar.

3. Ómega-3 (DHA)

Fundamental para o desenvolvimento cerebral e visual do feto. O suplemento deve ser de origem segura e purificada.

4. Colina

Nutriente essencial na formação do sistema nervoso central do bebé. Muitos suplementos para grávidas não contêm colina, pelo que poderá ser necessário adicionar à rotina.

5. Ferro e iodo

Importantes para o transporte de oxigénio e para a saúde da tiroide, respectivamente. A dosagem deve ser definida após exames laboratoriais.

Recomendação: Nunca inicie suplementos por conta própria. Uma consulta médica é indispensável para avaliar carências específicas, ajustar dosagens e evitar interacções medicamentosas.

Cuidados adicionais durante a gravidez tardia

Além dos exames e suplementos, há hábitos e medidas que ajudam a garantir uma gestação segura e tranquila:
• Consultas regulares com obstetra de alto risco
• Controlo rigoroso da pressão arterial e da glicemia
• Prática de actividade física moderada e segura (como caminhadas ou pilates para grávidas)
• Hidratação adequada e alimentação anti-inflamatória
• Evitar tabaco, álcool e exposição a substâncias químicas
• Apoio psicológico ou grupos de partilha para lidar com o stress ou ansiedade gestacional

O impacto psicológico e social da maternidade depois dos 40

A decisão de ser mãe numa fase mais madura também pode provocar questões emocionais:
• Pressão externa: Comentários sobre a “idade ideal” ou estigmas sociais ainda são comuns.
• Inseguranças naturais: Algumas mulheres preocupam-se com a energia necessária para cuidar de um bebé ou com o envelhecimento ao lado da criança.
• Relação com a carreira: Conciliar maternidade com responsabilidades profissionais pode exigir ajustes.

Por outro lado, muitas mães relatam uma vivência da gravidez e da maternidade mais consciente, gratificante e serena nesta fase da vida.

Conclusão

A maternidade depois dos 40 anos não é uma missão impossível — pelo contrário, pode ser uma experiência plena e segura, desde que acompanhada de forma adequada. As tecnologias da medicina reprodutiva, aliadas a hábitos saudáveis e a um planeamento responsável, permitem às mulheres viver esta fase com mais tranquilidade e saúde.

Cada caso é único. Por isso, a orientação médica é indispensável — desde o planeamento até ao pós-parto. Seja através da consulta com um ginecologista, obstetra ou especialista em fertilidade, o mais importante é tomar decisões informadas e conscientes.

Ler Mais

Bebés e Crianças

Importância do Desenvolvimento da Criatividade na Infância

Publicado

-

Por

A criatividade é a capacidade de ter diferentes tipos de soluções para um problema, como a capacidade de pensar em ideias novas e inovadoras que servem para mudar o curso de como as coisas são feitas. Todos nós nascemos com este presente, mas é na infância que se descobre que a terra mais fértil é cultivada.

A criatividade é incorporada em uma ideia original que pode ter diferentes formas e pode ser aplicada a diferentes áreas da vida de um indivíduo. Hoje tem um grande valor para a nossa sociedade, por isso é importante promover o seu desenvolvimento desde cedo na criança.

Constitui um estímulo valioso para a inteligência, porque, dentro de um processo criativo, o indivíduo deve analisar, associar, relacionar objetos, elementos e situações, e nele existem múltiplas conexões sensoriais que tornam o nosso cérebro mais apto a enfrentar os desafios que mais tarde terá que enfrentar.

Desenvolvimento cerebral

O desenvolvimento da criatividade tem a ver com o desenvolvimento do próprio cérebro e com as múltiplas conexões formadas nos primeiros anos de vida. Estas conexões dependem em parte da genética e em parte das experiências que a criança tem nos primeiros anos de vida.

O cérebro é um órgão maleável, suscetível a manipulações que permitem alterar a sua configuração e aumentar a sua capacidade de resposta em qualquer idade. No entanto, é na infância que o cérebro tem maior capacidade de desenvolvimento, por isso será a idade perfeita para estimulá-lo.

O desenvolvimento da criatividade na infância

A infância é a idade ideal para o desenvolvimento da criatividade, porque a criança é muito mais receptiva a estímulos e possui uma grande capacidade de imaginação que ainda não é limitada pelo conhecimento ou racionalidade imposta pela sociedade.

A criança é, por natureza, um ser criativo, embora esta criatividade tenha poucas manifestações se não se desenvolver num clima adequado, com condições favoráveis ​​à criação.

Como aumentar a criatividade da criança?

A educação deve estar ao serviço da criatividade muito mais cedo do que o conhecimento, razão pela qual estratégias para o seu desenvolvimento devem ser aplicadas e um ambiente livre deve ser promovido, onde a criança possa aprender a ser mais aberta, mais flexível, mais imaginativa e, assim, o poder de criar ideias inovadoras.

O jogo

Brincar com os nossos filhos e/ou alunos pode ajudar muito quando se trata de aumentar a criatividade, promover o uso da imaginação e não limitá-lo pelo que acreditamos ser certo.

As artes

Desenho e música são excelentes atividades para o desenvolvimento da sensibilidade e como resultado da própria criatividade.

Liberdade de Expressão

A criatividade manifesta-se através da comunicação: não devemos criticar as ideias das crianças, nem os seus pontos de vista; pelo contrário, devemos incentivá-las a ter as suas próprias ideias sobre as coisas para  compartilhá-las.

Se queremos que os nossos filhos e alunos sejam adultos capazes de enfrentar situações e responder a elas efetivamente; e se queremos que eles tenham ideias originais que mudam o mundo, precisamos começar a cultivar a semente da criatividade o mais rápido possível.

Ler Mais

DESTAQUES