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Estudos e Pesquisas

A medicina tradicional chinesa à base de ervas cura o COVID-19?

Os pesquisadores, liderados por David Lee, do Laboratório de Pesquisa Bio-Orgânica e Natural do McLean Hospital, Harvard Medical School em Belmont, resumiram a experiência do uso de medicamentos fitoterápicos tradicionais chineses para tratar COVID-19. O seu estudo, intitulado “A medicina tradicional chinesa à base de ervas na vanguarda na luta contra o COVID-19: experiência clínica e ciência”, será publicado em janeiro de 2021 na revista Phytomedici.


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Foto de Karolina Grabowska no Pexels

Este estudo foi uma revisão sistemática de vários medicamentos fitoterápicos chineses tradicionais (TCMs) que foram usados ​​em Wuhan por a sua eficácia no tratamento de COVID-19. Atualmente, os pacientes internados em hospitais (com exceção dos hospitais de medicina chinesa) são tratados principalmente com a medicina ocidental como tratamento de primeira linha.

Regras para o uso da medicina chinesa

Os medicamentos ocidentais usados ​​incluem antibióticos e analgésicos. Atualmente, mais de 100 preparações de TCM à base de plantas estão disponíveis para uso em infecções relacionadas a pandemias. Os autores escrevem: “TCM agora é creditado com uma luta bem-sucedida contra COVID-19 na China.”

O antigo texto médico chinês de Huangdi Neijing explica que os 12 meridianos percorrem o corpo humano e ajudam a equilibrar o sistema imunológico e a garantir uma boa saúde. A linha meridiana do pulmão conecta-se funcionalmente ao intestino grosso e controla o fluido corporal (água).

Os pesquisadores escreveram: “Eliminar o catarro e relaxar o intestino com laxantes são tratamentos comuns para doenças pulmonares. Portanto, manter o canal liso e aberto é uma função importante da linha meridiana do pulmão. ‘O tratamento para COVID-19 envolve essencialmente “remover a umidade tóxica do trato respiratório superior e melhorar a obstrução intestinal”.

Eles acrescentaram que o método de tratamento da MTC tenta manter o sistema pulmonar em equilíbrio e restaurar o equilíbrio dos pulmões e do cólon por meio da acupuntura e da fitoterapia.

Tratamento COVID-19 com TCM

O TCM tem sido usado como tratamento de primeira linha para a doença COVID-19 desde o surgimento do SARS-CoV-2. Por exemplo, a decocção Qingfei Paidu foi usada durante o teste de três dias, levando a mais de 90 por cento de eficácia.

A equipa de pesquisa escreveu: “O governo chinês anunciou que o TCM é uma das opções de tratamento recomendadas para o tratamento de COVID-19 na terceira versão da diretriz de tratamento COVID-19, publicada em 23 de janeiro de 2020.”

Duas fórmulas de TCM usadas nas fases iniciais da infecção

Decocção de Maxing shi gan (MXSG) – 4 ervas, incluindo Ephedra sinensis, Sêmen armeniacae amarum, Glycyrrhiza, Gypsum fibrosum, têm sido usadas “no tratamento de febre pulmonar, tosse e asma”.

Decocção de Gancao ganjiang (GCGJ) – 2 ervas, incluindo Radix glycyrrhizae e Rhizoma zingiberis. “Usado para dor epigástrica, vómito ácido, dores intestinais, drenagem abdominal, dores no peito e nas costas, tontura, asma, dor abdominal menstrual, etc.”

Ainda outros compostos foram usados ​​durante as fases de infecção e recuperação.

Conclusões e efeitos

Esta revisão da literatura sobre o uso de TCM em pacientes com COVID-19 mostrou que esses remédios fitoterápicos podem ter efeitos antivirais diretos. Essas preparações aliviam dois sintomas significativos de COVID-19, congestão pulmonar e diarreia.

Os autores escrevem: “Há uma boa razão para aprendermos com a sabedoria antiga e a experiência clínica acumulada, combinada com ciência e tecnologia de ponta para combater a devastadora pandemia de COVID-19 agora e novos coronavírus que virão.”

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Descoberta Revolucionária: Novo Mecanismo do Sistema Imunitário Pode Levar a Antibióticos Naturais

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Recentemente, uma equipa de cientistas fez uma descoberta que pode revolucionar a medicina: um novo mecanismo no sistema imunitário que transforma proteínas recicladas em substâncias químicas capazes de destruir bactérias. Este avanço abre caminho para o desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos naturais, oferecendo esperança no combate às infeções resistentes.

O Papel do Proteassoma no Sistema Imunitário

O proteassoma é uma estrutura presente em todas as células do organismo, conhecida pela sua função de reciclar proteínas antigas, decompondo-as em fragmentos menores para reutilização. No entanto, investigações recentes revelaram que, ao detetar uma infeção bacteriana, o proteassoma altera a sua função. Em vez de apenas reciclar proteínas, ele transforma-as em substâncias químicas que atacam e destroem a camada externa das bactérias, funcionando como um mecanismo de defesa natural do corpo.

Implicações para o Desenvolvimento de Novos Antibióticos

A descoberta deste “modo secreto” do sistema imunitário é de grande relevância, especialmente num momento em que a resistência das bactérias aos antibióticos tradicionais está a aumentar. Compreender e potenciar este mecanismo natural pode permitir a criação de novos tratamentos antibacterianos que utilizam as próprias defesas do organismo, reduzindo a necessidade de antibióticos sintéticos e minimizando os efeitos secundários associados.

Perspetivas Futuras e Desafios

Embora a descoberta seja promissora, os especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer antes de se conseguirem tratamentos clínicos eficazes baseados neste mecanismo. São necessárias mais investigações para compreender completamente como o proteassoma identifica e responde às infeções bacterianas e como essa resposta pode ser modulada ou amplificada para fins terapêuticos.

Conclusão

A identificação deste novo mecanismo do sistema imunitário representa um avanço significativo na compreensão das defesas naturais do corpo contra infeções bacterianas. Embora ainda existam desafios a superar, esta descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias antibacterianas inovadoras, alinhadas com os processos biológicos naturais do organismo.

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