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Atualidade

5 maneiras naturais de fortalecer a sua imunidade no outono. O que vale a pena lembrar

O outono começa e com ela as constipações e infecções muito mais frequentes do que na primavera e no verão. Em vez de nos enchermos de muitos suplementos que somos convencidos a comprar por meio de anúncios subsequentes, é melhor nos concentrarmos numa simples mudança de hábitos, graças à qual o nosso corpo pode se proteger melhor contra microorganismos patogénicos.


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Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

Foi no dia 22 de setembro, às 21h21, que começou o outono no calendário, embora o início da mudança meteorológica das estações tenha ocorrido no início do mês – 1º de setembro, assim os dias se tornarão mais curtos e as noites mais longas.

Ao contrário das aparências, não é tão difícil – basta implementar algumas maneiras simples de tornar o nosso corpo menos suscetível a patógenos e incluir produtos saudáveis ​​na dieta que melhoram naturalmente o humor.

Frequentemente, esses métodos são muito mais eficazes do que se entupir de uma quantidade excessiva de produtos químicos.

Pouco antes da próxima, quarta onda da pandemia COVID-19 (além dos cuidados especiais para o cumprimento das normas de higiene pessoal e manutenção do distanciamento social, bem como da necessária vacinação contra a SARS-CoV-2), vale lembrar, algumas regras graças às quais podemos melhorar o nosso sistema imunológico.

Métodos naturais para fortalecer a imunidade (não só) no outono

Silagem – probióticos naturais

Cientistas da Universidade de Stanford puderam recentemente confirmar o que nossas avós sabem há séculos – produtos em conserva podem ter um efeito extremamente positivo no nosso sistema imunológico e, após 10 semanas de uma dieta rica em silagem.

O nosso microbioma muda de tal forma que a concentração de interleucinas pró-inflamatórias responsáveis, entre outras para a diabetes tipo 2, artrite reumatóide e até mesmo o stress crónico.

Não apenas o nosso sistema imunológico se fortalecerá, mas também graças aos alimentos numa conserva pode ficar menos stressado – especialmente a aura tipicamente sombria do outono.

Atividade física – um antidepressivo natural

Não importa quanto esforço físico intenso façamos – até mesmo uma caminhada simples e tranquila ao ar livre pode ser benéfica para a nossa saúde. O importante é se mover e não ficar passivo o dia todo.

Cientistas dinamarqueses da Universidade de Aalborg conseguiram provar que mesmo uma pequena dose de atividade física durante o dia – caminhada, ciclismo ou corrida leve – talvez em pelo menos 10% reduzem o risco de infecções bacterianas em comparação com pessoas que levam um estilo de vida sedentário.

Mas isso não é tudo – o exercício causa a liberação de “hormonas da felicidade”, ou seja, endorfinas, graças às quais a pessoa pode efetivamente melhorar o seu humor e evitar que a clássica “depressão de outono” seja um aborrecimento.

Sêmolas e especiarias que aquecem o corpo

Se quisermos que o nosso corpo seja resistente aos ataques de microrganismos patogénicos, é importante lembrar de estar o mais quente possível por dentro durante o frio do outono.

Grumos são perfeitos para este propósito – especialmente milho ou trigo sarraceno, que atuam como uma fornalha natural que aquece os nossos órgãos internos.

Também é uma boa ideia aumentar a quantidade de cebolas, pimentões, alho e especiarias que funcionam de forma semelhante, o que evita perfeitamente o resfriamento excessivo – não apenas no outono.

Vitamina C e triptofano para melhorar o seu humor

A deficiência de triptofano promove inflamação e diminui o nível dessas bactérias intestinais que afetam a nossa imunidade e protegem contra o desenvolvimento de muitas doenças – argumentam pesquisadores do Augusta Medical Center no “International Journal of Molecular Sciences“.

Presente, entre outros o triptofano em sementes de abóbora, carne, vegetais de folhas verdes, ovos, leite ou cacau  também pode retardar a taxa de envelhecimento do corpo e ter um efeito positivo no nosso humor, o que é especialmente importante no outono, quando fica sombrio e frio.

Também vale a pena certificar-se de que o que comemos contém o máximo possível de fontes naturais de vitamina C, cuja deficiência aumenta a suscetibilidade a infecções.

A quantidade certa de sono afeta a imunidade de todo o corpo

Quando escurece do lado de fora da janela e o acesso à luz solar natural torna-se limitado, a concentração de melatonina no nosso corpo aumenta, o que nos deixa sonolentos com mais frequência e sentimos mais vontade de beliscar doces e lanches de alto teor calórico que rapidamente encontram energia deficiência.

Cientistas de Ohio, no Jornal da Academia de Nutrição e Dietética, conseguiram provar que dormir menos de 7 horas por dia pode nos fazer comer menos bem durante o dia  e comer com mais frequência alimentos não saudáveis.

Quanto menos dormimos, pior é para o nosso sistema imunológico, o que significa que estamos expostos a ataques de microrganismos patogénicos, aos quais fica mais exposto o sistema imunológico enfraquecido e insuficientemente descansado.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Reino Unido

Reino Unido: Reformas Profundas no Sistema Judicial, Investimento Público e Estratégias para a Retoma Económica

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O Reino Unido atravessa um dos períodos mais transformadores das últimas décadas, com um novo governo a liderar um ambicioso conjunto de reformas e investimentos públicos. A intenção é clara: reconstruir a economia, enfrentar os desafios sociais e ambientais e reposicionar o país num cenário global em rápida mudança.

Com a liderança de Keir Starmer e a chanceler Rachel Reeves à frente das finanças, o Reino Unido está a apostar numa estratégia que une rigor fiscal, crescimento sustentável e justiça social. As reformas judiciais, a criação de uma empresa nacional de energia, as novas regras de imigração e os planos para a habitação e infraestruturas traçam o esboço de um novo capítulo político e económico.

Investimento Público como Motor da Retoma

Rachel Reeves anunciou um pacote de investimento público no valor de 113 mil milhões de libras, com aplicação em sectores estratégicos como transportes, energia, habitação e investigação científica. Este plano inclui a construção da linha ferroviária East West Rail, a continuidade da central nuclear Sizewell C e a modernização de hospitais e escolas em todo o território britânico.

Ao contrário das políticas de austeridade implementadas após a crise financeira de 2008, esta abordagem pretende gerar crescimento económico sustentado, criar postos de trabalho qualificados e atrair investimento privado. Trata-se de uma mudança de paradigma que procura equilibrar prudência orçamental com investimento estratégico.

Reforma da Justiça: Nova Visão para um Sistema Esgotado

O sistema prisional britânico encontra-se em sobrecarga, com níveis de reincidência elevados e pouca eficácia na reinserção social. A nova Secretária da Justiça, Shabana Mahmood, anunciou um plano ousado que inclui:
• Substituição de penas curtas de prisão por penas comunitárias com acompanhamento psicológico e social;
• Introdução de castração química para agressores sexuais reincidentes;
• Investimento em serviços de reintegração e monitorização de infractores.

Estas medidas, embora polémicas, visam combater a reincidência e dar primazia à reabilitação em detrimento da punição isolada, numa lógica de justiça restaurativa.

Economia: Sinais de Crescimento, mas com Obstáculos

As previsões económicas actuais apontam para um crescimento anual de cerca de 1,0%, ligeiramente acima do inicialmente projectado. Esta melhoria deve-se ao desempenho positivo no primeiro trimestre e ao aumento do investimento público.

Contudo, a inflação mantém-se teimosamente acima da meta de 2% fixada pelo Banco de Inglaterra, situando-se nos 3,3% em Abril. Esta taxa poderá limitar a capacidade de o banco central reduzir os juros, impactando o crédito e o poder de compra das famílias britânicas.

A dívida pública, por sua vez, permanece num nível elevado, o que obriga o governo a manter o equilíbrio entre incentivo económico e controlo orçamental.

Energia e Ambiente: Criação da “Great British Energy”

Uma das medidas mais simbólicas do novo governo foi a aprovação do Great British Energy Act, que permite a criação de uma empresa pública de energia, sediada na Escócia. O objectivo é impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis — como solar, eólica e hidrogénio verde — e acelerar a transição energética rumo à neutralidade carbónica.

A empresa terá como missão:
• Reduzir a dependência energética externa;
• Promover projectos verdes de longo prazo;
• Tornar a energia mais acessível para as famílias.

Esta abordagem marca um retorno à intervenção estatal estratégica, numa altura em que a segurança energética se tornou central no debate político europeu.

Imigração: Política mais Rigorosa e Selecção Qualificada

Num outro eixo sensível, o governo implementou uma série de reformas às leis de imigração. Entre as principais mudanças estão:
• Aumento do tempo mínimo de residência para solicitar cidadania, agora fixado em 10 anos;
• Critérios mais exigentes para concessão de vistos de trabalho;
• Redução de vistos para sectores não prioritários, com ênfase na qualificação profissional dos candidatos.

Estas medidas visam controlar o número de imigrantes, combater abusos no sistema e garantir que a imigração responda às reais necessidades da economia nacional, especialmente em sectores estratégicos como saúde, tecnologia e engenharia.

Habitação e Infraestruturas: Resposta a uma Crise Prolongada

A crise habitacional, especialmente nas grandes cidades como Londres, Manchester e Glasgow, é outro dos pontos de actuação prioritária. O governo comprometeu-se com:
• A construção de milhares de novas habitações sociais;
• Incentivos fiscais para cooperativas habitacionais;
• Reabilitação de imóveis devolutos e de bairros sociais degradados.

No sector dos transportes, além das ferrovias, está prevista a modernização de estradas e a expansão de corredores para veículos eléctricos, com vista à redução das emissões de carbono e à melhoria da mobilidade urbana.

Reacção Pública e Desafios Políticos

Embora o novo programa governativo tenha sido, em geral, bem acolhido, há críticas por parte dos sectores conservadores que temem um retorno ao “Estado demasiado interventivo” e um possível aumento da carga fiscal futura. Os sindicatos, por outro lado, exigem medidas mais rápidas na valorização salarial dos trabalhadores do sector público e um plano claro para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A oposição parlamentar promete vigilância apertada às promessas do Executivo, enquanto os média britânicos acompanham com atenção o impacto real destas medidas na vida dos cidadãos.

Conclusão

O Reino Unido encontra-se numa encruzilhada histórica. As reformas em curso representam uma tentativa séria de reconstrução interna após anos marcados por crises políticas, económicas e sociais — agravadas pela pandemia, pelo Brexit e pela instabilidade global.

Resta saber se a ambição reformista conseguirá materializar-se em resultados concretos e duradouros. O que é certo é que o país está, finalmente, a tentar virar a página e traçar um novo rumo para o seu futuro colectivo — mais verde, mais justo e mais resiliente.

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