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Atualidade

Coronavírus e os animais: respostas às questões mais importantes

A pandemia do coronavírus nos fez temer não apenas por nós e por nossos entes queridos, mas também por nossos amados animais de estimação. Como cuidar deles?


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Foto de Torsten Dettlaff no Pexels

O coronavírus em cães e gatos é muito raro (ou raramente relatado). Sabe-se que um cão na Carolina do Norte e dois gatos que vivem no estado de Nova York tiveram uma infecção por COVID-19 com certeza. Vale a pena saber como conhecer os sintomas do coronavírus em animais, como protegê-los contra a infecção e o que fazer quando a infecção ocorrer.

Quais são os sintomas do coronavírus em animais?

Até o momento, dados do CDC, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, confirmaram a infecção por coronavírus num pequeno número de cães e gatos. Isso pode ser porque o COVID-19 é muito leve.

Todos os quadrúpedes diagnosticados eram assintomáticos ou apresentavam doenças leves, que, no entanto, podiam ser tratadas em casa após uma visita ao veterinário. Também não há nenhum caso conhecido de animal morrer por causa do coronavírus. Os sintomas nos animais eram muito semelhantes aos dos humanos, mas eram menos intensos. Entre esses sintomas foram observados:

  • tosse
  • febre
  • sonolência e “preguiça” maior do que o normal
  • dificuldade em respirar e falta de ar
  • espirros
  • coriza
  • secreção dos olhos
  • vomitar
  • diarreia

O coronavírus pode ser transmitido de animais para humanos?

Os especialistas concordam: representamos uma ameaça maior uns aos outros do que os animais para nós. A pesquisa a esse respeito ainda está em andamento, mas os cientistas dizem que o risco de infecção em animais de estimação é muito baixo. Mesmo que um animal fique doente, isso não significa que irá transmitir a doença para seu tratador.

Como ressalta o Dr. Frank Esper, especialista em doenças infecciosas infantis do Hospital Infantil da Clínica Cleveland em Ohio, não são os animais que desempenham um papel importante na disseminação do coronavírus para os humanos. Como mencionado, é mais fácil ser infectado por outra pessoa.

Uma pessoa pode infectar um animal com coronavírus?

Nesse sentido, o risco de infecção também é pequeno, no entanto, como observa a Dra. Catherine Barnette, uma veterinária, três desses casos foram relatados apenas nos Estados Unidos – dois gatos e um cachorro contraíram a infecção dos seus donos. O risco é maior se o ser humano e o animal estiverem em contato próximo e o quadrúpede frequentemente for abraçado e beijado.

Como posso proteger o meu animal de estimação do coronavírus?

Os animais são protegidos contra o coronavírus da mesma forma que os humanos. Se nenhum dos membros da família apresentar sintomas da doença, não há necessidade de abordar o cão ou gato com maior cautela.

Se alguém da família ficar doente, isole o animal dessa pessoa e transfira os cuidados para outro membro da família. Se a pessoa mora sozinha, antes de cada adição de comida ou água na tigela, ela deve lavar bem as mãos, limitar o contato do toque com o animal e levá-lo para passear na coleira, não permitindo que outros animais e pessoas o alcancem.

Como lidar com um cão ou gato doente?

É imprescindível fazer consultas regulares ao veterinário, antes da primeira, vale dizer ao médico que você suspeita de COVID-19. Se mora em casa e está quente o suficiente lá fora e seu cão está hospedado lá, é melhor evitar trazê-lo para o apartamento quando não for necessário. Por outro lado, os gatos infectados precisam ficar dentro de casa, mesmo que já tenham corrido pelo quintal antes.

Use luvas e máscara ao manusear o seu cão: para caminhadas, troca de água e comida. Mas não as coloque no seu animal de estimação! Lave e desinfecte regularmente as suas mãos, mas em nenhuma circunstância deve usar detergentes em gatos ou cães – eles podem adoecer e até mesmo levar à morte. É importante saber que o vírus não se espalha pelo contato com a pele ou cabelo de um animal de estimação, ou pelo menos ainda não há evidências disso.

Quando um animal é considerado recuperado? Quando ele estiver assintomático por pelo menos 72 horas desde a interrupção do tratamento e uma das seguintes condições for satisfeita: pelo menos 14 dias se passaram desde o último teste COVID-19 positivo ou todas as amostras recolhidas durante a última visita ao veterinário foram negativas.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Reino Unido

Reino Unido: Reformas Profundas no Sistema Judicial, Investimento Público e Estratégias para a Retoma Económica

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O Reino Unido atravessa um dos períodos mais transformadores das últimas décadas, com um novo governo a liderar um ambicioso conjunto de reformas e investimentos públicos. A intenção é clara: reconstruir a economia, enfrentar os desafios sociais e ambientais e reposicionar o país num cenário global em rápida mudança.

Com a liderança de Keir Starmer e a chanceler Rachel Reeves à frente das finanças, o Reino Unido está a apostar numa estratégia que une rigor fiscal, crescimento sustentável e justiça social. As reformas judiciais, a criação de uma empresa nacional de energia, as novas regras de imigração e os planos para a habitação e infraestruturas traçam o esboço de um novo capítulo político e económico.

Investimento Público como Motor da Retoma

Rachel Reeves anunciou um pacote de investimento público no valor de 113 mil milhões de libras, com aplicação em sectores estratégicos como transportes, energia, habitação e investigação científica. Este plano inclui a construção da linha ferroviária East West Rail, a continuidade da central nuclear Sizewell C e a modernização de hospitais e escolas em todo o território britânico.

Ao contrário das políticas de austeridade implementadas após a crise financeira de 2008, esta abordagem pretende gerar crescimento económico sustentado, criar postos de trabalho qualificados e atrair investimento privado. Trata-se de uma mudança de paradigma que procura equilibrar prudência orçamental com investimento estratégico.

Reforma da Justiça: Nova Visão para um Sistema Esgotado

O sistema prisional britânico encontra-se em sobrecarga, com níveis de reincidência elevados e pouca eficácia na reinserção social. A nova Secretária da Justiça, Shabana Mahmood, anunciou um plano ousado que inclui:
• Substituição de penas curtas de prisão por penas comunitárias com acompanhamento psicológico e social;
• Introdução de castração química para agressores sexuais reincidentes;
• Investimento em serviços de reintegração e monitorização de infractores.

Estas medidas, embora polémicas, visam combater a reincidência e dar primazia à reabilitação em detrimento da punição isolada, numa lógica de justiça restaurativa.

Economia: Sinais de Crescimento, mas com Obstáculos

As previsões económicas actuais apontam para um crescimento anual de cerca de 1,0%, ligeiramente acima do inicialmente projectado. Esta melhoria deve-se ao desempenho positivo no primeiro trimestre e ao aumento do investimento público.

Contudo, a inflação mantém-se teimosamente acima da meta de 2% fixada pelo Banco de Inglaterra, situando-se nos 3,3% em Abril. Esta taxa poderá limitar a capacidade de o banco central reduzir os juros, impactando o crédito e o poder de compra das famílias britânicas.

A dívida pública, por sua vez, permanece num nível elevado, o que obriga o governo a manter o equilíbrio entre incentivo económico e controlo orçamental.

Energia e Ambiente: Criação da “Great British Energy”

Uma das medidas mais simbólicas do novo governo foi a aprovação do Great British Energy Act, que permite a criação de uma empresa pública de energia, sediada na Escócia. O objectivo é impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis — como solar, eólica e hidrogénio verde — e acelerar a transição energética rumo à neutralidade carbónica.

A empresa terá como missão:
• Reduzir a dependência energética externa;
• Promover projectos verdes de longo prazo;
• Tornar a energia mais acessível para as famílias.

Esta abordagem marca um retorno à intervenção estatal estratégica, numa altura em que a segurança energética se tornou central no debate político europeu.

Imigração: Política mais Rigorosa e Selecção Qualificada

Num outro eixo sensível, o governo implementou uma série de reformas às leis de imigração. Entre as principais mudanças estão:
• Aumento do tempo mínimo de residência para solicitar cidadania, agora fixado em 10 anos;
• Critérios mais exigentes para concessão de vistos de trabalho;
• Redução de vistos para sectores não prioritários, com ênfase na qualificação profissional dos candidatos.

Estas medidas visam controlar o número de imigrantes, combater abusos no sistema e garantir que a imigração responda às reais necessidades da economia nacional, especialmente em sectores estratégicos como saúde, tecnologia e engenharia.

Habitação e Infraestruturas: Resposta a uma Crise Prolongada

A crise habitacional, especialmente nas grandes cidades como Londres, Manchester e Glasgow, é outro dos pontos de actuação prioritária. O governo comprometeu-se com:
• A construção de milhares de novas habitações sociais;
• Incentivos fiscais para cooperativas habitacionais;
• Reabilitação de imóveis devolutos e de bairros sociais degradados.

No sector dos transportes, além das ferrovias, está prevista a modernização de estradas e a expansão de corredores para veículos eléctricos, com vista à redução das emissões de carbono e à melhoria da mobilidade urbana.

Reacção Pública e Desafios Políticos

Embora o novo programa governativo tenha sido, em geral, bem acolhido, há críticas por parte dos sectores conservadores que temem um retorno ao “Estado demasiado interventivo” e um possível aumento da carga fiscal futura. Os sindicatos, por outro lado, exigem medidas mais rápidas na valorização salarial dos trabalhadores do sector público e um plano claro para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A oposição parlamentar promete vigilância apertada às promessas do Executivo, enquanto os média britânicos acompanham com atenção o impacto real destas medidas na vida dos cidadãos.

Conclusão

O Reino Unido encontra-se numa encruzilhada histórica. As reformas em curso representam uma tentativa séria de reconstrução interna após anos marcados por crises políticas, económicas e sociais — agravadas pela pandemia, pelo Brexit e pela instabilidade global.

Resta saber se a ambição reformista conseguirá materializar-se em resultados concretos e duradouros. O que é certo é que o país está, finalmente, a tentar virar a página e traçar um novo rumo para o seu futuro colectivo — mais verde, mais justo e mais resiliente.

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