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Atualidade

Coronavírus: Como podemos manter os olhos saudáveis ​​enquanto usamos a máscara?

COVID-19 chamou a nossa atenção para problemas completamente novos. Considerou a “distância social” um ano atrás? Quando se trata de cuidados com a pele, a coisa mais comum que ouve falar é acne sob uma máscara. E como cuidar dos olhos ao usar máscara?


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Foto de Maksim Goncharenok no Pexels

Embora a acne sob a máscara tenha ganhado imensa popularidade na Internet e através do teletransporte, a nossa nova maneira de usar uma máscara abriu a porta para todos os tipos de problemas de pele. Tem uma que ninguém fala: como a máscara atinge a delicada pele ao redor dos olhos.

Como cirurgiã plástica facial e de olhos, a Dra. Chaneve Jeanniton viu muitas maneiras diferentes em que o uso de máscara pode afetar a área sob os olhos e ela regularmente recebe perguntas sobre o que está a acontecer. Para poupá-lo de uma pesquisa exaustiva na internet sobre esse tópico, o especialista esclareceu algumas das confusões mais comuns. E sim: existem máscaras que são melhores para os olhos do que outras. Continue a ler para descobrir qual.

Existe algum efeito permanente da evaporação do ar em direção aos olhos através das lacunas entre a máscara e a pele?

Curiosamente, o fluxo de ar redirecionado acelera a evaporação das lágrimas, de modo que o olho é incapaz de manter o seu nível normal de hidratação.

Quando o ar expirado em direção ao olho, o olho seco pode ser causado ou agravado, especialmente se você usar lentes de contato. Os sintomas da síndrome do olho seco incluem irritação, visão turva, sensação de areia nos olhos ou aumento de lacrimejamento. Embora o aumento do lacrimejamento possa parecer paradoxal, é essencialmente a resposta reflexa do olho compensar a secura.

Mas pode remediar isso com gotas hidratantes de venda livre. Jeanniton sempre avisa seus pacientes que, na hora de escolher o colírio, quanto mais básico, melhor. Evite aqueles que falam sobre redução de olhos vermelhos. Essas preparações geralmente contêm aditivos que aumentam a irritação ao longo do tempo.

Felizmente, o risco de lesões oculares permanentes ou da pele delicada das pálpebras é baixo. É mais uma questão de desconforto do que de dano permanente.

Se a máscara for muito ‘alta’, ela pode danificar a delicada pele sob os olhos?

A pele das pálpebras é a pele mais fina do rosto e, portanto, a mais delicada. Quando a máscara é levantada muito alto, pode esfregar a pele delicada das pálpebras e causar irritação. Isso é especialmente comum com máscaras de grau médico com um ajuste justo.

Pessoalmente, Jeanniton descobriu que quanto mais ela tenta falar na máscara, seja médica ou não, mais provavelmente ela estará a lidar com a aproximação da máscara. Reações faciais comuns, como sorrir, também movem a máscara em direção aos olhos, causando desconforto.

Como as máscaras e a comunicação são essenciais para nós, aqui estão algumas estratégias para lidar com essas questões. Primeiro, usar máscaras de nariz de arame moldado é bom. Embora esta seja apenas uma pequena modificação, o impacto é significativo para manter a máscara no lugar. Além disso, é recomendado proteger a pele da pálpebra inferior com um creme hidratante para reduzir o atrito em caso de movimentação da máscara.

Um creme hidratante para os olhos bem composto, deve procurar ingredientes como ácido hialurónico, esqualano e ceramidas para essa finalidade. Considere a aplicação do produto aproximadamente 15 minutos antes de aplicar a máscara para permitir a absorção adequada.

Quando os olhos são a única parte exposta do rosto, há maior risco de irritação solar?

Não há risco maior em comparação ao normal, mas você ainda precisa proteger com cuidado as áreas expostas ao sol. Pode ser tentador abrir mão do protetor solar, já que metade do rosto está coberto. Mas, como cirurgiã plástica facial e de olhos, Jeanniton cuidou de muitos pacientes que desenvolveram cancro de pele das pálpebras relacionado à exposição à radiação ultravioleta.

Além disso, as mudanças aceleradas no envelhecimento ao redor dos olhos causadas pelos danos do sol são condições comuns e podem ser facilmente evitadas. Portanto, lembre-se de fazer um esforço extra para proteger a sua pele com FPS todos os dias. A maioria dos protetores solares pode ser aplicada com segurança nas pálpebras e ao redor delas (sem entrar em contato com os olhos, é claro).

No entanto, seja exigente quanto ao tipo de creme que você usa, pois essa área é delicada e sensível. Receitas minerais à base de zinco ou dióxido de titânio são a melhor escolha para pessoas com pele sensível e não irritam os seus olhos quando suar. Também existem cosméticos especialmente concebidos para a área dos olhos que contêm filtros.

Embora seja importante aplicar protetor solar ao redor dos olhos todos os dias, ele não precisa ser a sua única linha de defesa – chapéus de abas largas e óculos de sol com proteção UV ajudam a proteger o seu rosto, protegendo os seus olhos do sol.

Como deve mudar os seus hábitos de beleza agora que os seus olhos são a única parte do rosto exposta?

As maiores mudanças que precisam ser feitas são nas áreas cobertas pela máscara, não naquelas que permanecem expostas. São comuns relatos de irritação da máscara e acne causados ​​pelo atrito mecânico do tecido contra o rosto.

Como todos sabemos, as máscaras criam um ambiente quente e húmido na nossa pele que pode nos expor a problemas de congestão sanguínea, acne e até erupções inflamatórias. Esses tempos exigem cuidados simplificados e otimizados.

Pense em produtos de limpeza suaves e um pouco de hidratação. Evite esfoliantes ásperos, esfoliantes fortes e cremes espessos. Priorize ingredientes como ácido hialurónico, aloe vera e niacinamida para acalmar a pele irritada.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Reino Unido

Reino Unido: Reformas Profundas no Sistema Judicial, Investimento Público e Estratégias para a Retoma Económica

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O Reino Unido atravessa um dos períodos mais transformadores das últimas décadas, com um novo governo a liderar um ambicioso conjunto de reformas e investimentos públicos. A intenção é clara: reconstruir a economia, enfrentar os desafios sociais e ambientais e reposicionar o país num cenário global em rápida mudança.

Com a liderança de Keir Starmer e a chanceler Rachel Reeves à frente das finanças, o Reino Unido está a apostar numa estratégia que une rigor fiscal, crescimento sustentável e justiça social. As reformas judiciais, a criação de uma empresa nacional de energia, as novas regras de imigração e os planos para a habitação e infraestruturas traçam o esboço de um novo capítulo político e económico.

Investimento Público como Motor da Retoma

Rachel Reeves anunciou um pacote de investimento público no valor de 113 mil milhões de libras, com aplicação em sectores estratégicos como transportes, energia, habitação e investigação científica. Este plano inclui a construção da linha ferroviária East West Rail, a continuidade da central nuclear Sizewell C e a modernização de hospitais e escolas em todo o território britânico.

Ao contrário das políticas de austeridade implementadas após a crise financeira de 2008, esta abordagem pretende gerar crescimento económico sustentado, criar postos de trabalho qualificados e atrair investimento privado. Trata-se de uma mudança de paradigma que procura equilibrar prudência orçamental com investimento estratégico.

Reforma da Justiça: Nova Visão para um Sistema Esgotado

O sistema prisional britânico encontra-se em sobrecarga, com níveis de reincidência elevados e pouca eficácia na reinserção social. A nova Secretária da Justiça, Shabana Mahmood, anunciou um plano ousado que inclui:
• Substituição de penas curtas de prisão por penas comunitárias com acompanhamento psicológico e social;
• Introdução de castração química para agressores sexuais reincidentes;
• Investimento em serviços de reintegração e monitorização de infractores.

Estas medidas, embora polémicas, visam combater a reincidência e dar primazia à reabilitação em detrimento da punição isolada, numa lógica de justiça restaurativa.

Economia: Sinais de Crescimento, mas com Obstáculos

As previsões económicas actuais apontam para um crescimento anual de cerca de 1,0%, ligeiramente acima do inicialmente projectado. Esta melhoria deve-se ao desempenho positivo no primeiro trimestre e ao aumento do investimento público.

Contudo, a inflação mantém-se teimosamente acima da meta de 2% fixada pelo Banco de Inglaterra, situando-se nos 3,3% em Abril. Esta taxa poderá limitar a capacidade de o banco central reduzir os juros, impactando o crédito e o poder de compra das famílias britânicas.

A dívida pública, por sua vez, permanece num nível elevado, o que obriga o governo a manter o equilíbrio entre incentivo económico e controlo orçamental.

Energia e Ambiente: Criação da “Great British Energy”

Uma das medidas mais simbólicas do novo governo foi a aprovação do Great British Energy Act, que permite a criação de uma empresa pública de energia, sediada na Escócia. O objectivo é impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis — como solar, eólica e hidrogénio verde — e acelerar a transição energética rumo à neutralidade carbónica.

A empresa terá como missão:
• Reduzir a dependência energética externa;
• Promover projectos verdes de longo prazo;
• Tornar a energia mais acessível para as famílias.

Esta abordagem marca um retorno à intervenção estatal estratégica, numa altura em que a segurança energética se tornou central no debate político europeu.

Imigração: Política mais Rigorosa e Selecção Qualificada

Num outro eixo sensível, o governo implementou uma série de reformas às leis de imigração. Entre as principais mudanças estão:
• Aumento do tempo mínimo de residência para solicitar cidadania, agora fixado em 10 anos;
• Critérios mais exigentes para concessão de vistos de trabalho;
• Redução de vistos para sectores não prioritários, com ênfase na qualificação profissional dos candidatos.

Estas medidas visam controlar o número de imigrantes, combater abusos no sistema e garantir que a imigração responda às reais necessidades da economia nacional, especialmente em sectores estratégicos como saúde, tecnologia e engenharia.

Habitação e Infraestruturas: Resposta a uma Crise Prolongada

A crise habitacional, especialmente nas grandes cidades como Londres, Manchester e Glasgow, é outro dos pontos de actuação prioritária. O governo comprometeu-se com:
• A construção de milhares de novas habitações sociais;
• Incentivos fiscais para cooperativas habitacionais;
• Reabilitação de imóveis devolutos e de bairros sociais degradados.

No sector dos transportes, além das ferrovias, está prevista a modernização de estradas e a expansão de corredores para veículos eléctricos, com vista à redução das emissões de carbono e à melhoria da mobilidade urbana.

Reacção Pública e Desafios Políticos

Embora o novo programa governativo tenha sido, em geral, bem acolhido, há críticas por parte dos sectores conservadores que temem um retorno ao “Estado demasiado interventivo” e um possível aumento da carga fiscal futura. Os sindicatos, por outro lado, exigem medidas mais rápidas na valorização salarial dos trabalhadores do sector público e um plano claro para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A oposição parlamentar promete vigilância apertada às promessas do Executivo, enquanto os média britânicos acompanham com atenção o impacto real destas medidas na vida dos cidadãos.

Conclusão

O Reino Unido encontra-se numa encruzilhada histórica. As reformas em curso representam uma tentativa séria de reconstrução interna após anos marcados por crises políticas, económicas e sociais — agravadas pela pandemia, pelo Brexit e pela instabilidade global.

Resta saber se a ambição reformista conseguirá materializar-se em resultados concretos e duradouros. O que é certo é que o país está, finalmente, a tentar virar a página e traçar um novo rumo para o seu futuro colectivo — mais verde, mais justo e mais resiliente.

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