A menopausa é uma etapa natural na vida de toda a mulher. Muitos de nós ouvimos pensamentos sobre a menopausa: perda de feminilidade.
– Nada poderia estar mais errado. Ainda somos mulheres e é apenas o próximo estágio das nossas vidas. Não perdendo a feminilidade, mas desfrutando-a em diferentes condições – acredita a psicóloga e sexóloga Bianca Oliveira de Mello.
Embora na maioria das vezes o associemos à perda de fertilidade, isso não é a coisa mais importante.
– Vale a pena entender que este é um processo que é acompanhado por vários sintomas em diferentes estágios e que não ocorre da noite para o dia. O trabalho ovariano pára por vários anos. O corpo dá-nos tempo para nos adaptarmos a outra etapa da vida – explica a especialista.
Muitas vezes, a menopausa é apresentada como um estado de rápidas mudanças incontroláveis: distúrbios de humor, afrontamentos, problemas para dormir, ganho de peso. No entanto, quase nenhuma mulher sente tudo de uma vez.
Os primeiros sintomas da menopausa
Um dos sintomas mais característicos são as ondas de calor, mas em graus variados, às vezes alternando com o suor frio. Pode levar de 30 segundos a vários minutos. Os episódios de afrontamento podem ocorrer de várias vezes ao dia a várias vezes por semana.
Uma pesquisa mostra que as mulheres que fumam, que estão acima do peso, propensas à depressão ou têm ataques de ansiedade sofrem ondas de calor por um longo tempo.
Algumas também podem sentir sonolência maior do que antes.
– Muitas vezes as mulheres dizem que antes precisavam de menos sono. E agora estamos a entrar no estágio em que precisamos de mais e temos que aceitá-lo. Vamos começar a saborear a cama e quarto. Não é hora de ir para a cama às 1 ou 2 da noite e pensar que essa é a normal e eu posso administrá-la. O organismo pede que nos cuidemos – explica Mello.
Isso aplica-se não apenas à questão do sono, mas também à dieta, pele e movimento. No entanto, existem diferenças individuais consideráveis nesses assuntos.
Da irritabilidade à depressão
Outra questão é a exasperação já conhecida. Acredita-se que as mulheres na menopausa enlouquecem – elas fazem confusão, são mal-humoradas ou choram. A menopausa é frequentemente comparada a um período turbulento da puberdade.
– A verdade, no entanto, é que geralmente não é uma grande irritação. Pelo contrário, tem a ver com a personalidade de uma determinada mulher – se ela sempre foi emocional, animada, enérgica, será assim agora – diz a psicóloga.
No entanto, vale a pena preparar-se para as mudanças de humor, porque a menopausa é um período de flutuações hormonais. Portanto, podemos ficar deprimidas ou irracionalmente tristes.
Se pararmos de lidar com isso, vale a pena procurar o médico que ativará a farmacoterapia apropriada. Isso é importante porque, no período da menopausa, a depressão é mais comum (até 2 a 5 vezes mais) e isso já é uma doença grave.
Mais e mais rugas
Acontece que uma mulher acha difícil aceitar a passagem do tempo. Vivemos num culto à beleza. Enquanto isso, durante a menopausa, as mudanças são cada vez mais visíveis, a pele começa a envelhecer, não é mais tão firme, aparecem mais e mais rugas. Obviamente, isso não acontece e, de repente, acordamos e temos rugas e menopausa.
– A pele é o único órgão que envelhece interna e externamente. Parece-nos que não temos influência sobre isso, porque a genética e a menopausa estão intimamente relacionadas aos traços familiares, mas esse não é exatamente o caso.
Diz-se que apenas de 3 a 10 por cento de todo o processo de envelhecimento é envelhecimento cronológico. A maioria deles é de envelhecimento extrínseco, mais frequentemente associada à radiação UV e à poluição ambiental – diz a dermatologista, Dra. Jaqueline Bonag Ferreira.
O que acontece na pele é um processo a longo prazo, por isso temos um impacto nela. Temos tempo para cuidar adequadamente da pele – escolhendo os cosméticos certos para os cuidados, mudando hábitos – vamos dormir mais, introduzimos uma dieta mais saudável – tudo isso pode levar a uma boa aparência e natural por um longo tempo.
– A maior diferença entre a pele jovem e mais velha são as rugas. Mas não é só isso: há alterações na epiderme, que se torna áspera, a pele fica mais fina e, assim, perde água mais facilmente. Vamos garantir que a pele de todas as idades mantenha as suas características, porque nos protege da perda excessiva de água e contra a invasão de bactérias e vírus. A pele antes, durante e após a menopausa precisa de mais ingredientes hidratantes e regeneradores, por isso vale a pena ajudá-la mais do que antes – aconselha a dermatologista.
Uma das melhores maneiras é dormir bem, porque à noite a pele luta contra as rugas mais intensamente do que durante o dia – produz cortisol e suas células regeneram-se e renovam-se. Enquanto durante o dia nos protege contra fatores externos: poluição ambiental ou radiação UV, à noite ativa os processos de regeneração e renovação da pele.
Como chegar lá
Lembre-se que a menopausa não é uma doença. Não vamos tratá-la como uma maldição. Vale a pena falar sobre o que nos preocupa, nos irrita, vamos prestar atenção ao que podemos fazer para facilitar. Vamos nos dar tempo para aceitar essa situação.
– É uma questão de autoestima. Saídas de mitos e padrões. Entendendo o que feminilidade significa para nós. Temos que nos encontrar, se fizermos, podemos administrar – argumenta a psicóloga.
Vivemos com pressa pela juventude, para que possamos abordar o tempo com facilidade, precisamos de autoestima e intuição, que lhe dirão como se basear na sua feminilidade agora, permitir que se divirta, porque existem prós e contras em todas as fases da vida.