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Saúde e Bem-Estar

Magnésio: os alimentos contêm mais esse mineral e a importância para o nosso corpo

O Ministério da Saúde recomenda a ingestão diária de 260 mg de cloreto de magnésio para adultos.


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Foto de fauxels no Pexels

O magnésio é um mineral encontrado em diversos alimentos como sementes, amendoim e leite, e desempenha várias funções no organismo, como regular o funcionamento dos nervos e dos músculos e ajudar no controlo do açúcar no sangue.

O magnésio é essencial para o metabolismo de proteínas e lipídios, na produção de energia celular e também na construção de ADN/DNA.

Emparelhado com o cálcio, contribui para a saúde das células musculares e nervosas, mas também para o desenvolvimento do tecido ósseo, a produção das hormonas e a regulação da tensão arterial.

O magnésio é um bom antidepressivo e equilibra a psique, acalmar os nervos e sedutora da mente. Pode ser útil em todos os casos em que sentimos a necessidade de acalmar a agressão e enfrentar os dias com um espírito mais positivo e construtivo. Também pode ajudar nos casos de hipocondria, a ansiedade e o medo injustificados.

As propriedades do magnésio são essenciais e é importante descobrir quais os alimentos que são ricos em magnésio e integrá-los corretamente na nossa dieta diária. Para garantir a necessidade certa de magnésio, existem pelo menos 10 alimentos a serem usados, aqui estão eles.

Alimentos mais ricos em magnésio

Ervilhas, feijões, grãos integrais, amêndoas, avelãs, nozes, brotos de feijão, figos, cacau amargo, sementes de abóbora e farinha de soja.

Receitas rápidas para consumir alimentos ricos em potássio

  • Salada enriquecida: como já previmos, uma salada reforçada com sementes de abóbora, brotos de feijão e legumes ajuda-nos a tomar mais potássio, sem esforço.
  • Salada de cereais e leguminosas: além de ser uma excelente fonte de proteína vegetal, essa combinação é virtuosa se houver falta de potássio.
  • Smoothie: um smoothie da manhã ou da tarde feito com leite de soja, figos, tâmaras e cacau é uma panacéia realmente saborosa, rica em magnésio.
  • Doces estratégicos: prepare uma sobremesa leve com farinha de soja, cacau amargo, figos e tâmaras. Além de ser delicioso, é uma verdadeira fonte de magnésio.
  • Lanches inteligentes: figos secos, chocolate e tâmaras são bons, dão energia e são muito fáceis de transportar.

Leguminosas e magnésio

Os grãos são leguminosas e são um excelente alimento para prevenir a deficiência de magnésio. Os feijões frescos contêm mais do que os feijões secos e uma das mais ricas variedades de magnésio é a dos  canelones. Mesmo as ervilhas trazem muito magnésio junto com muitos outros sais minerais e vitaminas. Uma sopa de legumes com muitos feijões e ervilhas é ideal para não perder todo o magnésio que precisamos.

Cereais e magnésio

Massas de trigo integral e arroz integral são uma boa fonte de magnésio, mas é importante enfatizar que esses alimentos devem ser integrais: o refino elimina farelo e germe, reduzindo a dose de magnésio em cerca de 80%. Uma salada fria ou quente de cereais misturados com legumes é uma excelente ideia para uma refeição leve e altamente nutritiva.

Frutas e magnésio

Entre as mais ricas frutas de magnésio, encontramos figos e tâmaras. Os figos secos trazem uma quantidade considerável de magnésio, cerca de 68 miligramas por 100 gramas. Mesmo as frutas – tâmaras secas são uma excelente fonte de magnésio. Elas podem ser provados de várias maneiras: puro como uma sobremesa leve e rápida, ou adicionado em bolos, saladas de frutas e biscoitos, também como substituto do açúcar.

Cacau e magnésio

O cacau é uma fonte de ferro para considerar, igualmente adicionado ao café para melhorar o sabor e dar o magnésio valioso. Além disso, também é rico em ferro e ajuda em caso de fadiga e desconcentração. Podemos, portanto, tratar-nos do chocolate, desde que não seja adoçado e tenha uma alta porcentagem de cacau amargo.

Soja e magnésio

Brotos de feijão e farelo de soja são alimentos importantes para manter o seu nível de magnésio sob controlo. Em especial, os brotos de feijão contêm muito magnésio e são fáceis de cultivar em casa; basta ter sementes e um broto.

Salada e magnésio

Uma maneira realmente fácil de reunir diferentes alimentos ricos em magnésio é preparar a salada clássica com os seus ingredientes favoritos para adicionar brotos de feijão, sementes de abóbora e endro, mas também tâmaras e figos secos. Confortável para transportar para o trabalho, leve e pouco exigente do ponto de vista digestivo. Você tenta?

As propriedades do magnésio

O magnésio é importante para a boa saúde do sistema nervoso e é essencial para obter o seu preenchimento de energia através do metabolismo dos lipídios, carboidratos e proteínas.

Em particular, o magnésio relaxa e acalma os nervos, reduzindo a secreção de adrenalina. Por esse motivo, é um remédio eficaz para aliviar cãibras e relaxar a tensão, mesmo no caso de dores de cabeça, taquicardia e intestinos irritáveis.

O magnésio produz energia, portanto, lembre-se de introduzir particularmente em períodos de fadiga e stress. Combinado com uma dieta variada e equilibrada, nos fará superar os períodos mais exigentes, sem a necessidade de recorrer a outros suplementos, às vezes menos seguros. Pode também encontrar combinado, na forma de suplemento, com uma mistura de vitaminas e minerais, como o potássio.

Por último, mas não menos importante, o magnésio é útil para consolidar a formação e o crescimento ósseo. É por isso que é importante tomá-lo mesmo em tenra idade para evitar doenças futuras relacionadas à deficiência desse mineral.

Exigência diária de magnésio

A ingestão diária recomendada de magnésio é de aproximadamente 6 mg/kg de peso corporal. Mulheres grávidas e crianças necessitam de uma dose mais alta de 10 a 15 mg. Devemos considerar que a necessidade de magnésio é variável, pois é influenciada pela quantidade de proteína, fósforo, cálcio e vitamina D presente na nossa dieta. No caso de um alto nível de colesterol no sangue, a necessidade aumenta proporcionalmente.

Deficiência de magnésio: quais são os sintomas?

Cãibras e espasmos musculares: estes são os sintomas mais evidentes que ocorrem quando o tecido muscular tende a endurecer, causando contrações musculares.

Depressão e ansiedade: podemos atribuir essas manifestações a outras causas, mas o magnésio demonstrou ter um impacto importante na saúde mental. A apatia também pode ser um sintoma de deficiência de potássio, associada a ansiedade e depressão.

Problemas hormonais: quanto mais baixos os níveis de magnésio, maiores os valores de progesterona e estrogénio. Não é incomum que mulheres com deficiência de potássio sofram cãibras musculares e sintomas pré-menstruais mais pronunciados e dolorosos.

Distúrbios do sono: os problemas do sono relacionados à deficiência de magnésio também são um sintoma do enrijecimento do corpo. O magnésio ajuda a relaxar o corpo e a mente, melhorando a qualidade do sono.

Maternidade

Maternidade após os 40 anos: benefícios, desafios e cuidados essenciais para uma gravidez saudável

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A maternidade depois dos 40 anos deixou de ser uma excepção para se tornar uma escolha cada vez mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Seja por motivos profissionais, pessoais ou simplesmente por um novo casamento, o adiamento da gravidez já não é visto com o mesmo espanto de décadas atrás.

Com os avanços da medicina reprodutiva e os cuidados de saúde pré-natal cada vez mais especializados, é possível viver esta etapa com segurança, desde que haja acompanhamento adequado. Neste artigo, analisamos os principais benefícios e desafios de engravidar após os 40 anos, com base em estudos científicos recentes. Apresentamos ainda sugestões de suplementos e exames recomendados — lembrando sempre que cada mulher deve consultar o seu médico para uma avaliação individualizada.

Vantagens da maternidade tardia

Engravidar depois dos 40 pode oferecer vantagens que vão muito além do biológico.

1. Maior maturidade emocional e estabilidade financeira

As mulheres que optam por ser mães mais tarde costumam ter maior equilíbrio emocional, experiência de vida e estabilidade financeira — factores que contribuem para um ambiente familiar mais estruturado e seguro.

2. Decisão consciente e planeada

Muitas destas gestações resultam de decisões ponderadas, feitas com tempo e responsabilidade. Esta maturidade favorece o cumprimento rigoroso do pré-natal e uma dedicação mais intensa à maternidade.

3. Potencial impacto na saúde cerebral

Um estudo da University of Southern California (2016), publicado no Journal of the American Geriatrics Society, sugere que mulheres que engravidam após os 40 podem apresentar melhor desempenho cognitivo em idades mais avançadas, o que indica possíveis benefícios neurológicos associados à maternidade tardia.

Desafios e riscos associados à gravidez depois dos 40

Apesar das vantagens emocionais e sociais, a gravidez após os 40 anos apresenta riscos que não devem ser desvalorizados.

1. Redução da fertilidade

Com o passar dos anos, a reserva ovárica diminui e os óvulos disponíveis também envelhecem, tornando a concepção mais difícil. É comum a necessidade de recorrer a tratamentos de fertilidade ou doação de óvulos.

2. Maior risco de alterações genéticas

Estudos apontam um aumento do risco de anomalias cromossómicas, como a trissomia 21 (síndrome de Down), sobretudo a partir dos 42 anos. Por isso, é fundamental incluir exames genéticos no pré-natal.

3. Complicações gestacionais mais frequentes

A gravidez tardia está associada a maiores taxas de hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e descolamento da placenta. Além disso, aumenta a probabilidade de parto prematuro ou cesariana.

4. Risco cardiovascular

O envelhecimento natural do sistema cardiovascular pode dificultar a adaptação às exigências da gravidez, sendo essencial avaliar o coração antes e durante a gestação.

Exames recomendados para mulheres com mais de 40 anos

O acompanhamento médico personalizado é essencial para reduzir os riscos. Entre os exames habitualmente recomendados estão:
• Avaliação hormonal (AMH, FSH e LH): Indicadores da reserva ovárica e da viabilidade da ovulação.
• Ecografia transvaginal: Avalia o útero, endométrio e contagem dos folículos antrais.
• Histerossalpingografia: Verifica a permeabilidade das trompas de Falópio.
• Teste NIPT (Non-Invasive Prenatal Test): Detecta alterações genéticas fetais através do sangue materno.
• Avaliação da tensão arterial, glicemia e função renal: Monitoriza factores de risco cardiovascular.
• Ecocardiograma (em alguns casos): Para mulheres com histórico de doenças cardíacas.

Nota importante: A indicação destes exames depende da avaliação médica individual. Nunca substitua a orientação do seu ginecologista ou obstetra.

Suplementos importantes para a gravidez após os 40

A alimentação equilibrada é essencial em qualquer idade, mas em casos de gravidez tardia, os suplementos podem ter um papel ainda mais relevante.

1. Ácido fólico (vitamina B9)

Ajuda a prevenir malformações do tubo neural e deve ser iniciado pelo menos 1 mês antes da concepção. A dose habitual é de 400 a 600 mcg/dia, podendo ser ajustada pelo médico.

2. Vitamina D3

Auxilia na absorção de cálcio, fortalece o sistema imunitário e contribui para o desenvolvimento ósseo do bebé. É comum a necessidade de suplementação, sobretudo em mulheres com pouca exposição solar.

3. Ómega-3 (DHA)

Fundamental para o desenvolvimento cerebral e visual do feto. O suplemento deve ser de origem segura e purificada.

4. Colina

Nutriente essencial na formação do sistema nervoso central do bebé. Muitos suplementos para grávidas não contêm colina, pelo que poderá ser necessário adicionar à rotina.

5. Ferro e iodo

Importantes para o transporte de oxigénio e para a saúde da tiroide, respectivamente. A dosagem deve ser definida após exames laboratoriais.

Recomendação: Nunca inicie suplementos por conta própria. Uma consulta médica é indispensável para avaliar carências específicas, ajustar dosagens e evitar interacções medicamentosas.

Cuidados adicionais durante a gravidez tardia

Além dos exames e suplementos, há hábitos e medidas que ajudam a garantir uma gestação segura e tranquila:
• Consultas regulares com obstetra de alto risco
• Controlo rigoroso da pressão arterial e da glicemia
• Prática de actividade física moderada e segura (como caminhadas ou pilates para grávidas)
• Hidratação adequada e alimentação anti-inflamatória
• Evitar tabaco, álcool e exposição a substâncias químicas
• Apoio psicológico ou grupos de partilha para lidar com o stress ou ansiedade gestacional

O impacto psicológico e social da maternidade depois dos 40

A decisão de ser mãe numa fase mais madura também pode provocar questões emocionais:
• Pressão externa: Comentários sobre a “idade ideal” ou estigmas sociais ainda são comuns.
• Inseguranças naturais: Algumas mulheres preocupam-se com a energia necessária para cuidar de um bebé ou com o envelhecimento ao lado da criança.
• Relação com a carreira: Conciliar maternidade com responsabilidades profissionais pode exigir ajustes.

Por outro lado, muitas mães relatam uma vivência da gravidez e da maternidade mais consciente, gratificante e serena nesta fase da vida.

Conclusão

A maternidade depois dos 40 anos não é uma missão impossível — pelo contrário, pode ser uma experiência plena e segura, desde que acompanhada de forma adequada. As tecnologias da medicina reprodutiva, aliadas a hábitos saudáveis e a um planeamento responsável, permitem às mulheres viver esta fase com mais tranquilidade e saúde.

Cada caso é único. Por isso, a orientação médica é indispensável — desde o planeamento até ao pós-parto. Seja através da consulta com um ginecologista, obstetra ou especialista em fertilidade, o mais importante é tomar decisões informadas e conscientes.

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Bebés e Crianças

Importância do Desenvolvimento da Criatividade na Infância

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A criatividade é a capacidade de ter diferentes tipos de soluções para um problema, como a capacidade de pensar em ideias novas e inovadoras que servem para mudar o curso de como as coisas são feitas. Todos nós nascemos com este presente, mas é na infância que se descobre que a terra mais fértil é cultivada.

A criatividade é incorporada em uma ideia original que pode ter diferentes formas e pode ser aplicada a diferentes áreas da vida de um indivíduo. Hoje tem um grande valor para a nossa sociedade, por isso é importante promover o seu desenvolvimento desde cedo na criança.

Constitui um estímulo valioso para a inteligência, porque, dentro de um processo criativo, o indivíduo deve analisar, associar, relacionar objetos, elementos e situações, e nele existem múltiplas conexões sensoriais que tornam o nosso cérebro mais apto a enfrentar os desafios que mais tarde terá que enfrentar.

Desenvolvimento cerebral

O desenvolvimento da criatividade tem a ver com o desenvolvimento do próprio cérebro e com as múltiplas conexões formadas nos primeiros anos de vida. Estas conexões dependem em parte da genética e em parte das experiências que a criança tem nos primeiros anos de vida.

O cérebro é um órgão maleável, suscetível a manipulações que permitem alterar a sua configuração e aumentar a sua capacidade de resposta em qualquer idade. No entanto, é na infância que o cérebro tem maior capacidade de desenvolvimento, por isso será a idade perfeita para estimulá-lo.

O desenvolvimento da criatividade na infância

A infância é a idade ideal para o desenvolvimento da criatividade, porque a criança é muito mais receptiva a estímulos e possui uma grande capacidade de imaginação que ainda não é limitada pelo conhecimento ou racionalidade imposta pela sociedade.

A criança é, por natureza, um ser criativo, embora esta criatividade tenha poucas manifestações se não se desenvolver num clima adequado, com condições favoráveis ​​à criação.

Como aumentar a criatividade da criança?

A educação deve estar ao serviço da criatividade muito mais cedo do que o conhecimento, razão pela qual estratégias para o seu desenvolvimento devem ser aplicadas e um ambiente livre deve ser promovido, onde a criança possa aprender a ser mais aberta, mais flexível, mais imaginativa e, assim, o poder de criar ideias inovadoras.

O jogo

Brincar com os nossos filhos e/ou alunos pode ajudar muito quando se trata de aumentar a criatividade, promover o uso da imaginação e não limitá-lo pelo que acreditamos ser certo.

As artes

Desenho e música são excelentes atividades para o desenvolvimento da sensibilidade e como resultado da própria criatividade.

Liberdade de Expressão

A criatividade manifesta-se através da comunicação: não devemos criticar as ideias das crianças, nem os seus pontos de vista; pelo contrário, devemos incentivá-las a ter as suas próprias ideias sobre as coisas para  compartilhá-las.

Se queremos que os nossos filhos e alunos sejam adultos capazes de enfrentar situações e responder a elas efetivamente; e se queremos que eles tenham ideias originais que mudam o mundo, precisamos começar a cultivar a semente da criatividade o mais rápido possível.

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