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Atualidade

Insolação – sintomas e primeiros socorros

A insolação é um tipo de insolação que também pode ocorrer quando não estamos expostos à luz solar direta. Como a insolação se manifesta? Como evitá-la?


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No verão, muitas vezes corremos o risco de insolação, esquecendo os princípios básicos de relaxar e se exercitar ao ar livre em altas temperaturas. Por muitos anos, ondas de calor ocorreram em Portugal, o que representa uma séria ameaça para nós.

Bebés e crianças pequenas, mulheres grávidas, idosos e doentes crónicos são particularmente vulneráveis ​​à insolação. Em bebés e crianças, o corpo superaquece muito mais rápido como resultado de ficar em alta temperatura, porque os seus mecanismos termorreguladores não são totalmente eficazes.

A insolação é uma ameaça à saúde e à vida, levando, entre outros, a à hiperemia das meninges e distúrbios relacionados no funcionamento do corpo.

O sol também pode queimar a pele do sol, o que aumenta o risco de desenvolver cancro/câncer de pele. Por esse motivo, não apenas as pessoas em risco devem ser protegidas contra os efeitos adversos do sol.

Insolação (choque térmico)

A insolação ocorre quando entramos em contato direto com a radiação solar quando estamos ao ar livre, por exemplo, descansando em locais excessivamente ensolarados.

Está associado ao impacto direto no corpo humano tanto da alta temperatura quanto da  radiação UV, o que leva a danos não protegidos por roupas ou cremes especiais com alto filtro da pele.

A exposição local à luz solar leva não apenas a um aumento da temperatura corporal, especialmente de uma cabeça desprotegida, mas também causa queimaduras dolorosas na pele, que se manifestam inicialmente por vermelhidão e queimação.

Importante! Cada queimadura solar aumenta significativamente o risco de desenvolver um melanoma de pele muito perigoso, que é classificado como uma das doenças malignas mais difíceis no tratamento. Igualmente perigosa é a insolação, que pode levar a graves perturbações no funcionamento do corpo e causar a morte como resultado, entre outros, parada cardíaca e insuficiência respiratória.

Os riscos de insolação são semelhantes. Em caso de insolação, o corpo pode superaquecer sem ser exposto à luz solar excessiva em ambientes fechados ou em veículos. Todos os anos, há casos trágicos de insolação, o que leva a uma ameaça à vida ou à morte de bebés e crianças deixados em carros quentes. A temperatura no carro pode subir até 60 graus Celsius.

Para bebés e crianças pequenas, essa alta temperatura pode levar à insolação em minutos! Também podemos experimentar uma insolação ao ficar numa casa, apartamento ou outra instalação superaquecida com alta temperatura. As pessoas que trabalham em, por exemplo, galpões de produção de aço estão particularmente expostas à ocorrência de insolação,

Os sintomas de insolação são semelhantes, no entanto, a insolação não está associada a queimaduras na pele que ocorrem quando expostas à luz solar direta.

Quando observa sintomas de superaquecimento em ou nos seus entes queridos, precisa agir da maneira certa. Já aos primeiros sintomas, vale a pena consultar um médico, pois pode ser necessário, por exemplo, iniciar a hidratação intravenosa do corpo.

A insolação quanto pode levar a complicações sérias. Prevenir é definitivamente melhor do que remediar, por isso vale a pena aprender as regras de uso seguro dos encantos do verão mais quente.

A duração de uma insolação pode variar, se o corpo superaquecer ligeiramente, os sintomas persistem por várias horas, mas o superaquecimento e a desidratação graves podem fazer com que uma insolação dure vários dias. Sintomas graves de insolação são uma indicação de hospitalização.

Insolação em crianças – fatores de risco

O organismo das crianças é extremamente sensível às mudanças de temperatura. Não é preciso calor africano para um bebé ou criança superaquecer e desenvolver uma insolação ou insolação.

Os fatores de risco incluem, em primeiro lugar, a exposição ao sol das 11h às 15h, roupas inadequadas, ficar em carro sem ar-condicionado e aquecido, ficar em quartos abafados e aquecidos em uma casa ou apartamento.

Vale a pena saber que uma insolação pode ocorrer em muito pouco tempo – quanto mais jovem a criança, mais fácil é superaquecer o corpo, o que pode colocar em risco a saúde e a vida.

Bebés e crianças pequenas correm o risco de superaquecer a cabeça devido à fina cobertura do crânio. A alta temperatura, que afeta a cabeça da criança, leva à congestão das meninges e ao aparecimento de sintomas que indicam superaquecimento do corpo.

Insolação adulta – fatores de risco

Os adultos também não devem ficar em pleno sol das 11:00 às 15:00. Isso se aplica tanto a pessoas saudáveis ​​quanto a pessoas com doenças crónicas que são particularmente propensas a superaquecimento rápido e desidratação do corpo de idosos, que muitas vezes não sentem calor devido à distúrbios circulatórios.

No caso dos adultos, o fator de risco é principalmente o banho de sol irracional, trabalhar ao sol, conduzir um carro no calor e praticar desportos à tarde.

Vale saber que idosos não devem sair de casa no calor, pois mesmo uma curta caminhada até a loja pode acabar por desmaiar. Outros fatores de risco incluem diuréticos e ervas que a pessoa está a tomar, o que pode causar sintomas de desidratação mais cedo. Vale lembrar que a transpiração profunda em clima quente aumenta adicionalmente o risco de desidratação.

Como se proteger da insolação?

A melhor proteção contra a insolação é ficar em uma casa ou apartamento fresco à tarde. Se isso não for possível, precisa proteger a sua cabeça quando estiver fora e também aumentar a quantidade de líquidos que bebe. Não devemos sair de casa sem chapéu no verão! Também é necessário ajustar as roupas à temperatura predominante.

Quando dentro de casa ou em veículos, é melhor usar o ar condicionado. Quando não temos ar condicionado, podemos baixar a temperatura do corpo com compressas frias na testa, pescoço, pulsos e tornozelos.

A temperatura corporal elevada é uma ameaça à saúde, mas o choque térmico que pode ocorrer quando, por exemplo, quando aquecidos, entramos em água fria ou decidimos tomar um banho frio, é igualmente prejudicial. Para evitar o risco de superaquecimento do corpo, arrefeça o rosto e a pele do corpo, por exemplo, com spray de água termal.

Sintomas de insolação

Os sintomas da insolação dependem de quanto o seu corpo superaquece. Inicialmente, o superaquecimento do corpo causa uma sensação de fadiga severa e sonolência acompanhada de sudorese profusa. Como resultado do aumento da temperatura corporal, existem também:

  • dores de cabeça,
  • tontura,
  • náuseas e vomito
  • fraqueza geral
  • ritmo cardíaco lento,
  • relaxamento muscular,
  • distúrbios da consciência,
  • perda de consciência.

A condição do paciente pode deteriorar-se rapidamente. O superaquecimento do corpo pode levar à parada cardíaca. Como resultado da insolação e da desidratação progressiva do corpo, a transpiração profusa cessa mais cedo. A pele fica fria, seca e pálida. Uma pessoa que tem uma insolação agravada também experimenta ansiedade geral.

Em bebés e crianças, o superaquecimento do corpo pode se manifestar inicialmente como aumento da ansiedade que se transforma em apatia após um curto período de tempo.

A criança fica fraca, não tem forças para chorar, começa a adormecer, o que os pais e cuidadores muitas vezes ignoram, considerando os sintomas de uma criança pequena como sintomas de fadiga causada por estar ao ar livre.

Vamos lembrar! Deixar uma criança num carro estacionado por alguns minutos pode levar à insolação. Se virmos uma criança deixada no veículo, precisamos reagir rapidamente, independentemente das consequências relacionadas, por exemplo, à necessidade de quebrar a janela do carro.

Além disso, os idosos não devem ficar dentro de um carro estacionado, mesmo que seja à sombra, pois a temperatura no interior do veículo é sempre muito superior à temperatura no exterior do carro.

Insolação – primeiros socorros

Os sintomas de insolação sempre requerem atenção médica. Se a condição do paciente piorar, uma ambulância deve ser chamada imediatamente.

Antes da chegada da ambulância, o paciente deve ser colocado em local fresco e arejado e a temperatura corporal deve ser reduzida com compressas frias. Não jogue água fria em uma pessoa que sofreu um derrame.

Se ficar inconsciente e sofrer uma parada cardíaca, inicie a RCP imediatamente!

Insolação: quais os sintomas e o que fazer?

Segundo o Sistema Nacional de Saúde, a insolação é uma situação que ocorre em consequência da exposição prolongada ao calor, mas em que os mecanismos habituais que o organismo tem para arrefecer o corpo falham, constituindo uma emergência médica.

Os sinais e sintomas de uma insolação são os seguintes:

  • Dores de cabeça intensa
  • A vítima sente-se muito quente, mas não consegue transpirar
  • Pele muito seca e quente
  • Temperatura corporal acima dos 40ºC
  • A respiração pode estar rápida e o pulso parecerá forte
  • A vítima fica confusa e pode perder rapidamente a consciência

Como atuar perante uma insolação:

  • Ligue imediatamente 112;
  • Leve a vítima para um local fresco, sente-a ou deite-a e dispa-a.
  • Refresque a vítima, passando água à temperatura ambiente por todo o corpo. Para tal utilize, por exemplo, uma toalha, chuveiro, esponja.
  • Verifique a temperatura, procurando que esta desça, pelo menos, para os 38,0ºC
  • A administração de medicamentos para reduzir a temperatura, numa fase inicial não funciona, porque o organismo perdeu a capacidade de perder calor pelos mecanismos habituais;
  • Monitorize o estado da vítima até as equipas de emergência chegarem. Se a temperatura voltar a subir volte a fazer o mesmo processo de arrefecimento.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Reino Unido

Reino Unido: Reformas Profundas no Sistema Judicial, Investimento Público e Estratégias para a Retoma Económica

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O Reino Unido atravessa um dos períodos mais transformadores das últimas décadas, com um novo governo a liderar um ambicioso conjunto de reformas e investimentos públicos. A intenção é clara: reconstruir a economia, enfrentar os desafios sociais e ambientais e reposicionar o país num cenário global em rápida mudança.

Com a liderança de Keir Starmer e a chanceler Rachel Reeves à frente das finanças, o Reino Unido está a apostar numa estratégia que une rigor fiscal, crescimento sustentável e justiça social. As reformas judiciais, a criação de uma empresa nacional de energia, as novas regras de imigração e os planos para a habitação e infraestruturas traçam o esboço de um novo capítulo político e económico.

Investimento Público como Motor da Retoma

Rachel Reeves anunciou um pacote de investimento público no valor de 113 mil milhões de libras, com aplicação em sectores estratégicos como transportes, energia, habitação e investigação científica. Este plano inclui a construção da linha ferroviária East West Rail, a continuidade da central nuclear Sizewell C e a modernização de hospitais e escolas em todo o território britânico.

Ao contrário das políticas de austeridade implementadas após a crise financeira de 2008, esta abordagem pretende gerar crescimento económico sustentado, criar postos de trabalho qualificados e atrair investimento privado. Trata-se de uma mudança de paradigma que procura equilibrar prudência orçamental com investimento estratégico.

Reforma da Justiça: Nova Visão para um Sistema Esgotado

O sistema prisional britânico encontra-se em sobrecarga, com níveis de reincidência elevados e pouca eficácia na reinserção social. A nova Secretária da Justiça, Shabana Mahmood, anunciou um plano ousado que inclui:
• Substituição de penas curtas de prisão por penas comunitárias com acompanhamento psicológico e social;
• Introdução de castração química para agressores sexuais reincidentes;
• Investimento em serviços de reintegração e monitorização de infractores.

Estas medidas, embora polémicas, visam combater a reincidência e dar primazia à reabilitação em detrimento da punição isolada, numa lógica de justiça restaurativa.

Economia: Sinais de Crescimento, mas com Obstáculos

As previsões económicas actuais apontam para um crescimento anual de cerca de 1,0%, ligeiramente acima do inicialmente projectado. Esta melhoria deve-se ao desempenho positivo no primeiro trimestre e ao aumento do investimento público.

Contudo, a inflação mantém-se teimosamente acima da meta de 2% fixada pelo Banco de Inglaterra, situando-se nos 3,3% em Abril. Esta taxa poderá limitar a capacidade de o banco central reduzir os juros, impactando o crédito e o poder de compra das famílias britânicas.

A dívida pública, por sua vez, permanece num nível elevado, o que obriga o governo a manter o equilíbrio entre incentivo económico e controlo orçamental.

Energia e Ambiente: Criação da “Great British Energy”

Uma das medidas mais simbólicas do novo governo foi a aprovação do Great British Energy Act, que permite a criação de uma empresa pública de energia, sediada na Escócia. O objectivo é impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis — como solar, eólica e hidrogénio verde — e acelerar a transição energética rumo à neutralidade carbónica.

A empresa terá como missão:
• Reduzir a dependência energética externa;
• Promover projectos verdes de longo prazo;
• Tornar a energia mais acessível para as famílias.

Esta abordagem marca um retorno à intervenção estatal estratégica, numa altura em que a segurança energética se tornou central no debate político europeu.

Imigração: Política mais Rigorosa e Selecção Qualificada

Num outro eixo sensível, o governo implementou uma série de reformas às leis de imigração. Entre as principais mudanças estão:
• Aumento do tempo mínimo de residência para solicitar cidadania, agora fixado em 10 anos;
• Critérios mais exigentes para concessão de vistos de trabalho;
• Redução de vistos para sectores não prioritários, com ênfase na qualificação profissional dos candidatos.

Estas medidas visam controlar o número de imigrantes, combater abusos no sistema e garantir que a imigração responda às reais necessidades da economia nacional, especialmente em sectores estratégicos como saúde, tecnologia e engenharia.

Habitação e Infraestruturas: Resposta a uma Crise Prolongada

A crise habitacional, especialmente nas grandes cidades como Londres, Manchester e Glasgow, é outro dos pontos de actuação prioritária. O governo comprometeu-se com:
• A construção de milhares de novas habitações sociais;
• Incentivos fiscais para cooperativas habitacionais;
• Reabilitação de imóveis devolutos e de bairros sociais degradados.

No sector dos transportes, além das ferrovias, está prevista a modernização de estradas e a expansão de corredores para veículos eléctricos, com vista à redução das emissões de carbono e à melhoria da mobilidade urbana.

Reacção Pública e Desafios Políticos

Embora o novo programa governativo tenha sido, em geral, bem acolhido, há críticas por parte dos sectores conservadores que temem um retorno ao “Estado demasiado interventivo” e um possível aumento da carga fiscal futura. Os sindicatos, por outro lado, exigem medidas mais rápidas na valorização salarial dos trabalhadores do sector público e um plano claro para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A oposição parlamentar promete vigilância apertada às promessas do Executivo, enquanto os média britânicos acompanham com atenção o impacto real destas medidas na vida dos cidadãos.

Conclusão

O Reino Unido encontra-se numa encruzilhada histórica. As reformas em curso representam uma tentativa séria de reconstrução interna após anos marcados por crises políticas, económicas e sociais — agravadas pela pandemia, pelo Brexit e pela instabilidade global.

Resta saber se a ambição reformista conseguirá materializar-se em resultados concretos e duradouros. O que é certo é que o país está, finalmente, a tentar virar a página e traçar um novo rumo para o seu futuro colectivo — mais verde, mais justo e mais resiliente.

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