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Reino Unido

Ela deu à luz gémeos com dois dias de intervalo. “O meu filho precisava de reanimação, é um milagre ele ter sobrevivido”

Os gémeos Dylan e Oscar Reilly, de Manchester, nasceram de uma maneira bastante incomum – com dois dias de intervalo, as águas rebentaram às 24 semanas de gestação. Dylan e Oscar têm agora 19 meses.


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Reprodução - Instagram

Uma polícia de 32 anos de Manchester, tornou-se mãe em janeiro de 2019. No entanto, houve complicações significativas com o parto. Joanne Reilly, com o seu parceiro Anthony, 44, deu à luz Dylan a 10 de janeiro. O menino era um bebé prematuro, pesava muito pouco e precisou de quase 30 minutos de reanimação.

“Estávamos com medo, não sabíamos o que estava a acontecer. Temíamos por a sua saúde. O fato de ele ter conseguido sobreviver e estar totalmente saudável é um milagre” – diz a mulher.

O medo de Joanne era agravado pelo fato de que o seu segundo filho não estava com pressa de nascer. “Os médicos disseram-me para apenas deitar e esperar o parto. As horas se passaram e nada aconteceu. Tive medo de que houvesse complicações e o meu filho não nascesse saudável”, desabafa a mãe.

Os médicos acreditavam que o bebé ainda no útero poderia manter-se com vida no seu próprio saco amniótico. Oscar acabou por nascer a 12 de janeiro, dois dias depois, e sem qualquer complicação de saúde.

“Além disso, não pude visitar Dylan, que lutava pela saúde o tempo todo, ela admitiu. Felizmente, Oscar nasceu em 12 de janeiro. Ele era muito mais pesado do que o seu irmão gémeo e não houve complicações no nascimento.

Os meus filhos passaram quase três meses na UTI. Só depois disso, os meninos puderam ser colocados num berço. Agora somos uma família feliz e amorosa. Os meninos são completamente saudáveis ​​e muito ligados um com o outro. Quando pego um dos berços, o outro chora imediatamente e exige a presença do meu irmão”, acrescentou Joanne Reilly.

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Reino Unido

Reino Unido: Reformas Profundas no Sistema Judicial, Investimento Público e Estratégias para a Retoma Económica

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O Reino Unido atravessa um dos períodos mais transformadores das últimas décadas, com um novo governo a liderar um ambicioso conjunto de reformas e investimentos públicos. A intenção é clara: reconstruir a economia, enfrentar os desafios sociais e ambientais e reposicionar o país num cenário global em rápida mudança.

Com a liderança de Keir Starmer e a chanceler Rachel Reeves à frente das finanças, o Reino Unido está a apostar numa estratégia que une rigor fiscal, crescimento sustentável e justiça social. As reformas judiciais, a criação de uma empresa nacional de energia, as novas regras de imigração e os planos para a habitação e infraestruturas traçam o esboço de um novo capítulo político e económico.

Investimento Público como Motor da Retoma

Rachel Reeves anunciou um pacote de investimento público no valor de 113 mil milhões de libras, com aplicação em sectores estratégicos como transportes, energia, habitação e investigação científica. Este plano inclui a construção da linha ferroviária East West Rail, a continuidade da central nuclear Sizewell C e a modernização de hospitais e escolas em todo o território britânico.

Ao contrário das políticas de austeridade implementadas após a crise financeira de 2008, esta abordagem pretende gerar crescimento económico sustentado, criar postos de trabalho qualificados e atrair investimento privado. Trata-se de uma mudança de paradigma que procura equilibrar prudência orçamental com investimento estratégico.

Reforma da Justiça: Nova Visão para um Sistema Esgotado

O sistema prisional britânico encontra-se em sobrecarga, com níveis de reincidência elevados e pouca eficácia na reinserção social. A nova Secretária da Justiça, Shabana Mahmood, anunciou um plano ousado que inclui:
• Substituição de penas curtas de prisão por penas comunitárias com acompanhamento psicológico e social;
• Introdução de castração química para agressores sexuais reincidentes;
• Investimento em serviços de reintegração e monitorização de infractores.

Estas medidas, embora polémicas, visam combater a reincidência e dar primazia à reabilitação em detrimento da punição isolada, numa lógica de justiça restaurativa.

Economia: Sinais de Crescimento, mas com Obstáculos

As previsões económicas actuais apontam para um crescimento anual de cerca de 1,0%, ligeiramente acima do inicialmente projectado. Esta melhoria deve-se ao desempenho positivo no primeiro trimestre e ao aumento do investimento público.

Contudo, a inflação mantém-se teimosamente acima da meta de 2% fixada pelo Banco de Inglaterra, situando-se nos 3,3% em Abril. Esta taxa poderá limitar a capacidade de o banco central reduzir os juros, impactando o crédito e o poder de compra das famílias britânicas.

A dívida pública, por sua vez, permanece num nível elevado, o que obriga o governo a manter o equilíbrio entre incentivo económico e controlo orçamental.

Energia e Ambiente: Criação da “Great British Energy”

Uma das medidas mais simbólicas do novo governo foi a aprovação do Great British Energy Act, que permite a criação de uma empresa pública de energia, sediada na Escócia. O objectivo é impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis — como solar, eólica e hidrogénio verde — e acelerar a transição energética rumo à neutralidade carbónica.

A empresa terá como missão:
• Reduzir a dependência energética externa;
• Promover projectos verdes de longo prazo;
• Tornar a energia mais acessível para as famílias.

Esta abordagem marca um retorno à intervenção estatal estratégica, numa altura em que a segurança energética se tornou central no debate político europeu.

Imigração: Política mais Rigorosa e Selecção Qualificada

Num outro eixo sensível, o governo implementou uma série de reformas às leis de imigração. Entre as principais mudanças estão:
• Aumento do tempo mínimo de residência para solicitar cidadania, agora fixado em 10 anos;
• Critérios mais exigentes para concessão de vistos de trabalho;
• Redução de vistos para sectores não prioritários, com ênfase na qualificação profissional dos candidatos.

Estas medidas visam controlar o número de imigrantes, combater abusos no sistema e garantir que a imigração responda às reais necessidades da economia nacional, especialmente em sectores estratégicos como saúde, tecnologia e engenharia.

Habitação e Infraestruturas: Resposta a uma Crise Prolongada

A crise habitacional, especialmente nas grandes cidades como Londres, Manchester e Glasgow, é outro dos pontos de actuação prioritária. O governo comprometeu-se com:
• A construção de milhares de novas habitações sociais;
• Incentivos fiscais para cooperativas habitacionais;
• Reabilitação de imóveis devolutos e de bairros sociais degradados.

No sector dos transportes, além das ferrovias, está prevista a modernização de estradas e a expansão de corredores para veículos eléctricos, com vista à redução das emissões de carbono e à melhoria da mobilidade urbana.

Reacção Pública e Desafios Políticos

Embora o novo programa governativo tenha sido, em geral, bem acolhido, há críticas por parte dos sectores conservadores que temem um retorno ao “Estado demasiado interventivo” e um possível aumento da carga fiscal futura. Os sindicatos, por outro lado, exigem medidas mais rápidas na valorização salarial dos trabalhadores do sector público e um plano claro para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A oposição parlamentar promete vigilância apertada às promessas do Executivo, enquanto os média britânicos acompanham com atenção o impacto real destas medidas na vida dos cidadãos.

Conclusão

O Reino Unido encontra-se numa encruzilhada histórica. As reformas em curso representam uma tentativa séria de reconstrução interna após anos marcados por crises políticas, económicas e sociais — agravadas pela pandemia, pelo Brexit e pela instabilidade global.

Resta saber se a ambição reformista conseguirá materializar-se em resultados concretos e duradouros. O que é certo é que o país está, finalmente, a tentar virar a página e traçar um novo rumo para o seu futuro colectivo — mais verde, mais justo e mais resiliente.

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Reino Unido

Este caso mostra que COVID-19 pode causar perda auditiva repentina

De acordo com um novo relatório, um homem no Reino Unido sofreu perda de audição repentina e permanente num ouvido após sofrer de COVID-19.

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Foto de Ksenia Chernaya no Pexels

Em um novo relatório, publicado em 13 de outubro na revista BMJ Case Reports, os autores descrevem o caso de um homem de 45 anos com asma que desenvolveu perda auditiva súbita durante o tratamento com COVID-19.

Os seus médicos agora estão a alertar os outros para prestarem atenção a essas complicações raras, mas graves, que já foram relatadas em vários outros pacientes com coronavírus.

Perda auditiva repentina com COVID-19

É importante identificar precocemente a perda súbita de audição, pois a condição pode ser potencialmente revertida com o tratamento imediato com esteróides. No entanto, o relatório descobriu que, para o paciente do Reino Unido, o tratamento melhorou apenas parcialmente a sua audição.

O homem não tinha problemas auditivos antes e era saudável antes do diagnóstico. Depois de passar por um exame físico e ressonância magnética, os médicos não conseguiram encontrar a causa da perda auditiva. Isso levou os médicos à hipótese de que a perda auditiva do paciente estava relacionada ao COVID-19.

Por que as pessoas doentes perdem a audição?

De acordo com o Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação, a perda auditiva súbita (surdez) é uma perda auditiva inesperada e inexplicável que ocorre imediatamente ou em alguns dias e geralmente afeta apenas um ouvido.

A condição não é incomum – há 160 casos para cada 100.000 pessoas a cada ano. Os médicos não conseguem identificar a causa da perda auditiva súbita na maioria dos pacientes, mas a condição está associada a infecções virais, incluindo infecções de gripe e herpes labial.

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