SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES SOCIAIS

Corpo

Dermatite Atópica em Portugal representa um custo anual de 1.018 milhões de euros dos quais 800 milhões são suportados pelos doentes

Dia Mundial da Dermatite Atópica (DA), assinalado a 14 de setembro;


Publicado

-

Reprodução - Wikipédia
  • Estudo mostra que, em média, cada doente gasta 1.818 Euros por ano na gestão da sua doença.
  • A despesa suportada pelo SNS no tratamento destes doentes é de 218 milhões de euros.
  • Adicionalmente, a DA tem um impacto na economia de 1.477 Milhões de Euros por absentismo e perda de produtividade dos doentes e seus cuidadores.
  • Os doentes gastam em média 44 minutos diários para tratar a sua doença.
  • Metade dos doentes com DA grave refere que passa mais de 14 noites mal dormidas por mês.
  • Mais de um terço dos doentes refere sentir vergonha, ansiedade e frustração associados à sua doença.
  • Diagnóstico da DA demora em média 2 anos e pode chegar a demorar 6 anos.
  • Cerca de 70% dos inquiridos recorreram ao sistema de saúde privado devido à DA, onde se realizaram mais de metade das consultas.

Estima-se que a Dermatite Atópica custe todos os anos cerca de mil milhões de Euros aos doentes e ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este valor está relacionado com produtos e serviços de saúde (urgências, consultas e medicamentos) bem como deslocações e tratamentos complementares. Grande parte do valor é totalmente suportado pelos doentes (800 Milhões de Euros).

O impacto desta doença inflamatória crónica da pele na sociedade portuguesa inclui ainda custos indiretos relacionados com absentismo laboral e perda de produtividade num valor estimado de 1.477 milhões de euros.

No dia em que se assinala o Dia Mundial da Dermatite Atópica são libertadas as principais conclusões do primeiro estudo sobre o impacto social e económico da DA em Portugal.

Este estudo foi realizado pela NOVA Information Management School (NOVA IMS) da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) e com Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP), com apoio da Sanofi. O estudo analisa o impacto desta doença nas diferentes dimensões da qualidade de vida, o impacto económico da doença e o impacto das variáveis mediadoras como absentismo, presenteísmo e produtividade.

A Dermatite Atópica mostrou ter um elevado impacto para as pessoas com DA. Estas gastam, em média, 1.818 Euros por ano na gestão da sua doença. No que diz respeito apenas aos custos com medicamentos, um doente com DA ligeira gasta em média 530 Euros e um doente com a forma mais grave quase que quadruplica os seus gastos para 2.054 Euros.

Relativamente aos efeitos do absentismo ou perda de produtividade, por parte de doentes e cuidadores, a DA representa uma perda de 1.477 mil milhões de Euros, todos os anos.

“Os resultados do estudo hoje apresentado demonstraram a existência de um impacto muito significativo nos vários níveis da qualidade de vida do doente com DA, mas também na economia nacional. Por outro lado, torna-se evidente que o investimento nesta doença inflamatória crónica por parte do estado e dos doentes, tem um significativo retorno positivo para a sociedade, que se traduz em qualidade de vida do doente, e numa importante mitigação do seu impacto económico” avança Pedro Simões Coelho, coordenador do estudo da NOVA IMS.

Para além do impacto económico, o estudo revelou um enorme impacto social e na qualidade de vida dos doentes e seus cuidadores.

O estudo mostrou que as pessoas que vivem com DA demoram, em média, 44 minutos por dia a tratar da sua doença. Este tempo dedicado ao tratamento e alívio dos sintomas cresce na DA moderada para 63 minutos e na DA grave para 81 minutos por dia, o que significa que nos casos mais graves os doentes dedicam sempre mais de uma hora à gestão da DA.

Metade das pessoas com DA grave refere que passa mais de 14 noites mal dormidas por mês. No geral, 34% de todos os inquiridos refere ter dificuldades em dormir, o que ilustra o impacto que a doença tem na vida de quem sofre de DA. Os doentes com DA estariam dispostos a abdicar de 21% do seu rendimento anual para conseguirem eliminar a doença e todos os sintomas associados.

O diagnóstico desta doença é um processo muitas vezes lento, podendo demorar até 6 anos. Em média, o tempo entre os primeiros sintomas e a confirmação do diagnóstico é de dois anos.

Joana Camilo, presidente da ADERMAP comenta que “a Dermatite Atópica é uma doença crónica comum, com um impacto físico e psicológico contínuo e que pode ser violento na vida social, familiar, profissional e económica das pessoas. Falamos de, por exemplo, comichão e dor permanente e globalizada no corpo, que nos impede de dormir e tem repercussões a todos os níveis da nossa vida. Na maioria das pessoas, acresce ainda outras comorbilidades que fazem piorar ainda mais o nosso estado de saúde e agravar a qualidade de vida que nalguns casos é inexistente. É uma doença que tem de ser valorizada, pelos doentes, pelas famílias e pelo Estado. Este estudo demonstra que investir na melhoria da saúde das pessoas com DA pode representar ganhos para a economia do país e poupança para o SNS.”

No ano anterior ao estudo, 16% dos inquiridos recorreram ao serviço de urgência do SNS devido à DA, o que demonstra que estas pessoas não tinham a sua doença controlada.

Outra das conclusões do estudo foi a assimetria verificada entre os cuidados de saúde a nível público e privado. Cerca de 70% dos inquiridos recorreram ao sistema de saúde privado devido à DA. Para 86% dos doentes esta escolha foi justificada pelo menor tempo de espera para uma consulta, que para a especialidade de dermatologia, é oito vezes superior no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 “Os dados deste estudo evidenciam que estes doentes têm muito do seu acompanhamento no sector privado, o que revela uma fragilidade assistencial no apoio a estes doentes. A relevância do sistema de saúde privado para estes doentes, mostra que existem questões de equidade que necessitam de ser garantidas para um acesso à saúde justo para todos” reitera o presidente da SPDV, Miguel Peres Correia.

Sobre a DA

Dados da prevalência europeia indicam que existem cerca de 440.000 pessoas em Portugal com DA, das quais 46% apresentam formas mais graves da doença. Estima-se que existam cerca de 202.000 doentes com DA moderada a grave.1

A Dermatite Atópica é uma doença inflamatória crónica da pele. Os principais efeitos visíveis na pele são a vermelhidão, edema (inchaço), prurido (comichão), pele seca, fissuras, lesões descamativas, crostas e exsudação.3 Esta doença tem também vários efeitos a nível emocional, como sentimentos de impotência e frustração, ansiedade e depressão quando não é possível controlar a doença.4

  1. Epidemiology of atopic dermatitis in adults: results from an international survey. Allergy 2018; 1284-1293.
  2. Torres T, et al. Update on atopic dermatitis, Acta Med Port 2019 Sep;32(9):606–613; Simpson et al. 2018, Association of Inadequately Controlled Disease and Disease Severity With Patient-Reported Disease Burden in Adults With Atopic Dermatitis.
  3. Psychosomatic factors in pruritus 

Corpo

Problemas com a pele? saiba mais sobre o assunto

Publicado

-

Por

Foto de Anna Shvets por pexels.

A nutrição é de grande importância para a aparência e a condição geral da pele. O ditado “você é o que você come” absolutamente funciona. A dieta pode ter um efeito positivo na pele: fortalecimento, brilho e hidratação. No entanto, também pode enfraquecer e destruir – diz em conversa com a nutricionista e psicóloga Marianda Susano, especialista da ZARLLOR magazine, no programa da radiopublic.

Atualmente, mais e mais novos métodos de cuidados com a pele estão a surgir. No entanto, independentemente de estarmos a combater acne, rugas ou vasos visíveis, devemos lidar com isso com muito cuidado. Os cosméticos aplicados externamente nem sempre são suficientes para restaurar o brilho e a aparência saudável. A especialista explica que a base é uma dieta que atende às necessidades individuais da pele.

Costuma-se dizer que a pele pode estar seca ou oleosa, mas na verdade todas as peles são iguais – no entanto, têm tendências diferentes. Se alguém na adolescência tem uma tendência à secreção excessiva ou poros dilatados, esse problema também será enfrentado no futuro. Alguns têm pele fina, então precisam fortalecê-la e protegê-la contra a desidratação. Outros têm pele áspera e podem fortalecer o processo de auto peeling através da dieta. Essas são condições genéticas – explica a especialista.

Quais produtos devem ser incluídos na dieta?

Alguns produtos alimentares têm um efeito particularmente benéfico sobre a condição da pele, razão pela qual não devem faltar na dieta diária. Para planear adequadamente a sua nutrição, determine a condição da sua pele. O diagnóstico preciso do problema ajuda a complementar o menu corretamente.

Devemos verificar o que a nossa pele precisa. Se alguém tem pele seca, deve comer óleos vegetais, abacate ou peixe do mar. Eles farão com que o envelope de gordura da célula seja preenchido e não permitirão que a água evapore. Por outro lado, se alguém tem pele grossa, deve ingerir muita vitamina A e beta-caroteno, que é tudo verde e laranja. Isso faz com que a pele se estimule ao auto peeling – diz Susano.

A especialista observa que as vitaminas não apenas têm um efeito benéfico sobre a pele, mas também ajudam o funcionamento de todo o corpo. Elas atingem a pele no final e em pequenas quantidades. Portanto, elas devem ser constantemente complementadas e não levar a deficiências prejudiciais.

Se comermos o produto certo, ele pode funcionar como um bom cosmético. Por exemplo, quando há uma grande quantidade de cenoura na nossa dieta, ela tem um efeito de descamação na pele e, ao mesmo tempo, apoia a visão. Por sua vez, a vitamina C ajuda a proteger o corpo contra os radicais livres encontrados na poluição atmosférica e participa da produção de colágeno. Se o nosso menu não possuir produtos que forneçam vitamina C ao corpo, ele terá problemas para distribuí-lo. Como consequência, pouquíssima pele chegará a ela – arremata a especialista.

Ler Mais

Beleza

Dez regras de ouro contra a celulite

Publicado

-

Por

Cuidar da estética também é importante afinal com a autoestima lá embaixo isso pode afetar várias áreas da nossa vida. O artigo de hoje vamos dar dez dicas para combater a celulite. Para obter resultado satisfatório é preciso persistência e vontade de mudar alguns hábitos.

Dez regras de ouro contra a celulite
  1. Beba cerca de 2 litros e água por dia (em média 8 copos) para eliminar toxinas e hidratar o corpo.
  2. Coma alimentos diuréticos para eliminar líquidos e inclua na alimentação laxantes naturais para favorecer a eliminação de gorduras.
  3. Caminhe, nade, dance, suba escadas… Mexa-se!
  4. Opte por produtos integrais, pois são ricos em fibras, o que favorece o trânsito intestinal; evite as farinha refinadas.
  5. No duche, faça massagens circulares com água fria desde os tornozelos até às nádegas, para estimular a circulação sanguínea e eliminar a gordura acumulada.
  6. Evite as bebidas gasosas açucaradas e reduza o consumo de bebidas com cafeína.
  7. Reduza o consumo de sal, pois favorece a retenção de líquidos. Tempere os seus pratos com ervas aromáticas e evite o condimentos artificiais.
  8. Evite as gorduras saturadas dos produtos fumados e dos pastéis. As gorduras contribuem para a acumulação de toxinas e engordam imenso. Utilize pouca gordura nos seu cozinhados e opte pelo azeite.
  9. As calças muito justas e os sapatos altos dificultam a circulação sanguínea, favorecendo a acumulação de gordura.
  10. Evite o uso do cigarro e o consumo de álcool pois entre outros malefícios, fazem com que as toxinas se acumulem.

Ler Mais

DESTAQUES