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Curso de E-learning sobre a Intervenção Farmacêutica na Diarreia Associada a Antibióticos

No Dia Europeu dos Antibióticos a Biocodex aposta na formação


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Foto de Karolina Grabowska no Pexels

A Biocodex e o Instituto Pharmcare associam-se ao Dia Europeu dos Antibióticos, que se assinala a 18 de novembro, com o lançamento de um novo curso de e-learning sobre a Intervenção Farmacêutica na Diarreia Associada a Antibióticos (DAA). O objetivo é transmitir os conhecimentos necessários para fundamentar a intervenção do farmacêutico nas pessoas com DAA e nas pessoas com risco de DAA, assim como identificar as situações que necessitem de encaminhamento ao médico.

Os antibióticos são medicamentos amplamente prescritos e necessários para combater as infeções bacterianas, mas que provocam alterações no equilíbrio e diversidade da microbiota intestinal – disbiose – e, como consequência, podem desencadear diarreia.

A disbiose ocorre em 100% das pessoas quando tomam antibióticos e aprevalência da DAA nos adultos é de 1 em cada 3 pessoas1. Uma das consequências deste efeito secundário é o abandono da terapêutica antimicrobiana. No entanto, vários estudos demonstram que certas estirpes de probióticos recuperam a microbiota intestinal alterada e ajudam a prevenir e a tratar a diarreia.

“O curso de Intervenção Farmacêutica na Diarreia Associada aos Antibióticos tem a missão de dar a conhecer os probióticos que têm este efeito protetor. Ou seja, pretende fazer uma atualização de conhecimentos sobre este problema de saúde “evitável”, a sua prevenção e o seu tratamento, nomeadamente fazendo uma atualização sobre os probióticos que contam com evidência clínica nesta indicação”, explica a Dra. Paula Iglésias, Farmacêutica Comunitária e responsável pelo conteúdo formativo.

Acrescenta ainda que “o farmacêutico pode desempenhar quatro funções muito importantes: identificar os doentes com risco elevado de desenvolver DAA, recomendar um probiótico adequado em função da prescrição de um antibiótico, alertar os utentes para a importância desta associação e fomentar a adesão à antibioterapia prevenindo os efeitos secundários associados à sua toma”.

Sublinha ainda que a diarreia associada a antibióticos pode ser definida como fezes líquidas ou pastosas três ou mais vezes em 24h, que pode surgir desde o início do tratamento com antibiótico até dois meses após a toma1.

“Os antibióticos de largo espectro podem afetar aproximadamente 30%2 das bactérias da microbiota intestinal, causando uma rápida e significativa alteração na riqueza taxonómica, na diversidade e na estabilidade. Daí que seja fundamental dotar os farmacêuticos de conhecimentos diferenciados para que saibam quando e como intervir”, justifica.

“Esta formação tem, por isso, um papel muito importante no aumento da adesão ao tratamento com antibiótico; na diminuição da resistência aos antibióticos e dos seus efeitos adversos; além de, promover o equilíbrio da microbiota intestinal e prevenir doenças intestinais e extra-intestinais a longo prazo causadas pelo desequilíbrio da microbiota”, afirma a Dra. Paula Iglésias.

A formação é creditada pela Ordem dos Farmacêuticos com 0,3 CDP e encontra-se disponível em www.mybiocodex.pt, uma plataforma que conta já com mais de 1000 profissionais registados, exclusiva para Farmacêuticos e Técnicos de Farmácia. Pode aceder a todos os conteúdos de forma gratuita, mediante registo na plataforma. Consulte mais informação sobre os e-learnings da Biocodex em: www.mybiocodex.pt

Referências: 

1. McFarland LV. Antibiotic-associated diarrhea: epidemiology, trends and treatment. Future Microbiol. 2008 Oct;3(5):563-78.

2. Panda S, et al. Short-term effect of antibiotics on human gut microbiota. PLoS One 2014; 9: e95476

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ZAORCH na Academia Almadense: Um Olhar Sobre Almada

“Almada Revelada: O Olhar ZAORCH”, realizada na Academia Almadense, ficam as imagens, os gestos e a certeza de que a arte continua a ser uma forma poderosa de ver — e rever — o mundo.

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Entre 21 de março e 22 de abril de 2025, o átrio principal da Academia tornou-se mais do que um espaço de passagem: transformou-se num convite à contemplação. A mostra acolheu mais de 2.000 visitantes, num percurso visual e simbólico que devolveu à cidade o que nela muitas vezes escapa à pressa — o quotidiano com alma, o instante com presença, o invisível com corpo.

A exposição reuniu fotografias tiradas por integrantes da ZAORCH, coletivo artístico e humanista com crescente impacto na Margem Sul. As imagens, captadas com sensibilidade e proximidade, não procuravam o espetacular: revelavam o comum sob nova luz. Ruas, reflexos, gestos urbanos, sombras na calçada e o céu sobre prédios anónimos tornaram-se matéria poética, transformando Almada em espelho — de quem a vê, de quem a vive e de quem a deseja mais consciente.

Mas não foi só pelas fotografias que o público se deixou tocar. Duas vitrines imponentes exibiram figurinos, acessórios e adereços usados em performances anteriores da ZAORCH, formando um percurso complementar entre o que se vê e o que se representa. As peças, dispostas com curadoria cuidada, funcionaram como vestígios visuais de histórias já vividas em palco, agora reencenadas no silêncio do vidro e da memória.

Vitrine central com figurinos e adereços emblemáticos da ZAORCH, incluindo a escultura artesanal de asas, símbolo da identidade espiritual e estética do coletivo.

A disposição da exposição convidava a caminhar sem pressa. Entre uma imagem e outra, entre tecidos, coroas e partituras visuais, emergia um fio condutor: a arte como forma de ver melhor.

A exposição não apenas revelou o talento visual dos membros da ZAORCH, como também ofereceu uma experiência imersiva ao público. Entre ruas, céus e sombras, cada imagem era um convite para ver além — para descobrir o que os olhos distraídos muitas vezes ignoram.

Vista parcial da exposição “Almada Revelada: O Olhar ZAORCH”, onde fotografias e cenografia se fundem para propor novas formas de olhar o quotidiano.

O gesto fotográfico, aliado à instalação estética dos elementos cénicos, criava uma atmosfera imersiva, onde o público era mais do que observador — era parte da cidade revelada.

Durante a inauguração, o cuidado com a experiência sensorial foi evidente. Para além da estética visual, os convidados foram recebidos com entradas delicadas — doces, salgados e bebidas em miniatura — cuidadosamente preparadas, compondo um ambiente que despertava o paladar com a mesma intenção com que se despertava o olhar. Ao fundo, músicas autorais da ZAORCH preenchiam o espaço com identidade e emoção, criando uma paisagem sonora que envolvia.

Vista parcial da exposição “Almada Revelada: O Olhar ZAORCH”, onde fotografias e cenografia se fundem para propor novas formas de olhar o quotidiano.

Cada visitante era acolhido com um abraço, um sorriso e uma palavra de gratidão, num gesto simples que lembrava o essencial: nesta exposição, ninguém passava despercebido.

Houve ainda momentos de partilha e surpresa: foram realizados sorteios entre os presentes, e um dos destaques foi a entrega de exemplares de “A Arte da Disciplina”, a mais recente obra lançada pela Editora ZAORCH, cuja abordagem une criatividade, propósito e prática diária.

Ao contactar Domenique Heidy, diretora da ZAORCH, perguntei-lhe qual era o verdadeiro propósito por trás da mostra — e o que mais a tinha marcado durante aquele mês de partilhas.

“Queríamos que as pessoas sentissem. Que parassem. Que vissem. E foi exatamente isso que aconteceu. Muitas vinham apenas ver fotografias, mas saíam emocionadas, tocadas. Recebemos mensagens inesperadas, testemunhos de quem se reconheceu nas imagens e até quem voltou mais de uma vez para ‘olhar de novo’.”

E quando lhe pedi para resumir a essência daquela experiência, Domenique respondeu com a mesma intenção que atravessou todo o projeto:

“Há exposições que mostram. E há outras que revelam. Esta fez as duas coisas. E ainda nos devolveu algo essencial: a capacidade de olhar com intenção.”

Uma mostra reveladora: entre luzes, imagens e gestos de afeto, a arte da ZAORCH encontrou eco em cada olhar presente.

A Academia Almadense, parceira e anfitriã desta iniciativa, foi o espaço ideal para acolher este projeto. Ao abrir as suas portas à ZAORCH, reafirmou o seu papel como centro de dinamização cultural em Almada, oferecendo não só espaço físico, mas visibilidade, legitimidade e apoio institucional a uma geração de criadores que atua nas margens — geográficas e sociais.

A exposição “Almada Revelada” foi também um reflexo da missão contínua da ZAORCH: usar a arte como ferramenta de leitura do mundo. A organização, liderada por uma equipa multidisciplinar, tem vindo a destacar-se pelo seu compromisso com projetos que unem estética, participação e impacto. Em cada detalhe exposto, da fotografia ao figurino, via-se mais do que técnica — via-se escuta.

“Queríamos provocar os cinco sentidos de forma subtil, mas presente. A visão, o paladar, a audição, o toque humano — tudo estava pensado. O visitante não entrou apenas numa exposição. Entrou num espaço onde a arte também podia ser sentida, não só observada.” — Domenique Heidy

E talvez tenha sido essa a maior conquista da inauguração: concluir o dia com os cinco sentidos despertos — e com o sexto, aquele da presença, a ecoar por mais tempo do que se imagina.

Entre trajes, harpas e silêncios partilhados, a exposição encerrou com a mesma delicadeza com que foi concebida — despertando sentidos e revelando presenças.

Ao fechar-se a exposição, permanecia aberta uma janela para o invisível: para o que não se vê nas fachadas, mas pulsa nos bastidores da arte, da fé e da cidade. A mostra “Almada Revelada: O Olhar ZAORCH” não se limitou a apresentar imagens, mas instaurou uma nova forma de ver — de dentro para fora, de cima para o chão, da alma para a estrutura urbana.

Mais do que fotografias, figurinos ou vitrines, revelou-se um percurso — sensível, coletivo e vivo. Um olhar artístico que documenta, mas também interpreta. Que homenageia Almada, mas ao mesmo tempo a transforma numa linguagem visual própria.

A exposição encerrou com mais do que imagens fixas. Levou consigo memórias em movimento — de quem passou, contemplou, sorriu, refletiu. E deixou no espaço algo mais difícil de medir: a presença de uma arte que sabe ser humana sem deixar de ser divina.

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10 Eventos Culturais Imperdíveis na Grande Lisboa e Margem Sul em Março de 2025

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A Grande Lisboa e a Margem Sul oferecem uma programação cultural diversificada durante o mês de março de 2025. De exposições de arte a festivais de música e teatro, há opções para todos os gostos. Abaixo, destacamos dez eventos imperdíveis que ocorrerão na região, com informações detalhadas sobre datas, locais e acessibilidade.

1. Exposição “31 Mulheres: Uma Exposição de Peggy Guggenheim” – 1 a 31 de março

O Museu de Arte Contemporânea – Centro Cultural de Belém (MAC/CCB) apresenta a exposição “31 Mulheres”, organizada por Peggy Guggenheim. Esta mostra reúne obras de 31 artistas femininas que marcaram o século XX, oferecendo uma perspetiva única sobre a contribuição das mulheres na arte moderna e contemporânea.

• Datas: 1 a 31 de março de 2025

• Local: MAC/CCB

• Endereço: Praça do Império, 1449-003 Lisboa

• Horário: Terça a domingo, das 10h00 às 18h30

• Entrada: 12€ (7€ para residentes em Portugal); entrada gratuita aos domingos até às 14h00 para residentes em Portugal

2. Festival RTP da Canção 2025 – Final a 8 de março

A final do Festival RTP da Canção 2025 ocorrerá nos estúdios da RTP em Lisboa. Este evento anual seleciona o representante de Portugal no Festival Eurovisão da Canção, apresentando uma variedade de artistas e estilos musicais que refletem a diversidade da música portuguesa.

• Data: 8 de março de 2025

• Local: Estúdios da RTP

• Endereço: Avenida Marechal Gomes da Costa 37, 1849-030 Lisboa

• Horário: 21h00

• Entrada: Informações sobre bilhetes disponíveis no site oficial da RTP

3. Exposição Fotográfica “Almada Revelada: O Olhar ZAORCH” – 21 de março

A ZAORCH promove a exposição fotográfica “Almada Revelada: O Olhar ZAORCH”, que oferece uma perspetiva artística sobre a cidade de Almada e a sua identidade. A mostra reúne fotografias que exploram a relação entre arte, espaço urbano e espiritualidade, incluindo performances ao vivo que ligam imagem e expressão artística.

• Data: 21 de março de 2025

• Hora: 20h00

• Local: Academia Almadense

• Endereço: Rua Capitão Leitão, nº 64, 2800-068 Almada

• Entrada: Gratuita

• Mais informações: zaorch.com

4. 25.º Festival Al-Mutamid – 14 de março

O Festival Al-Mutamid celebra a herança andaluza através de espetáculos musicais que evocam a época de Al-Andalus. Nesta edição, o grupo Ahlamu Zahar apresenta melodias que transportam o público para o período cultural e artístico de Al-Andalus.

• Data: 14 de março de 2025

• Hora: 21h00

• Local: Auditório Fernando Lopes-Graça

• Endereço: Praça da Liberdade, 2805-311 Almada

• Entrada: 10€

5. III Ciclo de Concertos de Primavera – 15 de março

A Orquestra d’Almada apresenta-se sob a direção do maestro Luís Filipe Catarino, oferecendo um concerto que celebra a chegada da primavera com um repertório clássico.

• Data: 15 de março de 2025

• Hora: 17h00

• Local: Auditório Fernando Lopes-Graça

• Endereço: Praça da Liberdade, 2805-311 Almada

• Entrada: 6€

6. “Noite Incerta” de Payal Kapadia – 11 de março

O Cinema Nimas apresenta uma sessão especial do filme “Noite Incerta”, da realizadora indiana Payal Kapadia. Este documentário combina realidade e ficção para retratar a vida de estudantes em protesto na Índia contemporânea.

• Data: 11 de março de 2025

• Hora: 21h30

• Local: Cinema Nimas

• Endereço: Avenida 5 de Outubro 42B, 1050-057 Lisboa

• Entrada: Informações sobre bilhetes disponíveis no site oficial do Cinema Nimas.

7. The Choir of Man – 12 a 16 de março

O Teatro Tivoli BBVA recebe o espetáculo “The Choir of Man”, uma combinação de música ao vivo, dança e teatro que celebra a cultura dos pubs britânicos. Conhecido pela energia contagiante e interação com o público, este espetáculo é uma experiência única.

• Datas: 12 a 16 de março de 2025

• Local: Teatro Tivoli BBVA

• Endereço: Avenida da Liberdade 182A, 1250-146 Lisboa

• Horários: Variados; consultar programação no site oficial do teatro

• Entrada: A partir de 25€, com opções de bilhetes premium disponíveis.

• Mais informações: Consultar a programação no site oficial do teatro.

8. MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa (20 a 30 de março)

O Festival MONSTRA regressa a Lisboa para mais uma edição, celebrando o melhor do cinema de animação internacional. Este evento inclui exibições de curtas e longas-metragens, masterclasses, workshops e encontros com animadores de renome mundial. Uma oportunidade única para os amantes da animação conhecerem novas narrativas visuais e explorarem técnicas inovadoras.

• Datas: 20 a 30 de março de 2025

• Local: Vários espaços culturais em Lisboa, incluindo Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa

• Horários: Sessões diárias entre as 14h00 e as 23h00

• Entrada: Variável por sessão (pacotes e bilhetes individuais disponíveis)

• Mais informações: monstrafestival.com

9. ARCO Lisboa – Exposição de Arte Contemporânea (27 a 30 de março)

A ARCO Lisboa, uma das feiras mais importantes de arte contemporânea, volta à capital portuguesa para apresentar galerias de todo o mundo. Com foco em artistas emergentes e consagrados, a exposição oferece uma visão do mercado global de arte e tendências contemporâneas. Além das exposições, há debates e apresentações sobre o cenário artístico atual.

• Datas: 27 a 30 de março de 2025

• Local: Cordoaria Nacional, Lisboa

• Horários: 12h00 às 20h00

• Entrada: A partir de 15€ (entrada gratuita para menores de 12 anos)

• Mais informações: ifema.es/arcolisboa

10. Festival da Primavera na Quinta da Regaleira (29 e 30 de março)

O Festival da Primavera celebra a chegada da nova estação com um evento mágico na Quinta da Regaleira, em Sintra. Durante dois dias, o espaço histórico será palco de espetáculos musicais, performances teatrais, exposições de arte e visitas guiadas especiais. Um evento que mistura cultura, história e natureza num dos locais mais emblemáticos de Portugal.

• Datas: 29 e 30 de março de 2025

• Local: Quinta da Regaleira, Sintra

• Horários: 10h00 às 22h00

• Entrada: Gratuita para atividades ao ar livre; espetáculos pagos (preços a anunciar)

• Mais informações: cultursintra.pt


Conclusão

O mês de março de 2025 será marcado por uma agenda cultural rica e diversificada na Grande Lisboa e Margem Sul. Desde exposições de arte e festivais de cinema a concertos e eventos históricos, há opções para todos os gostos e idades. Com eventos gratuitos e pagos, tanto em Lisboa como na Margem Sul, este é o momento ideal para explorar a vibrante cena cultural da região.

Seja para admirar a fotografia artística da ZAORCH, imergir na animação do MONSTRA, ou sentir a energia do Festival Al-Mutamid, há sempre um evento à sua medida. Não perca a oportunidade de viver experiências culturais inesquecíveis!

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