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Estudos e Pesquisas

Costuma tomar antibióticos? Aumenta o risco de cancro do cólon, alertam os cientistas

Durante o congresso de cancro gastrointestinal deste ano, especialistas de todo o mundo apontaram para a limitação do uso de antibióticos em pessoas com menos de 50 anos de idade. O uso excessivo dessas drogas pode expor desnecessariamente os pacientes ao risco do cancro colorretal (cólon), de acordo com especialistas.


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Foto de Anna Shvets no Pexels

Cientistas estimam que nos anos 200-2015 houve até 65% de aumento no uso de antibióticos no mundo.

De acordo com os médicos, o uso muito frequente de antibióticos pode ser particularmente perigoso não só para pessoas com menos de 50 anos, especialmente para adolescentes e crianças.

O uso excessivo de antibióticos pode ser perigoso para jovens e crianças

Depois de analisar o banco de dados de resultados de pesquisa, 2 milhões de pacientes, incluindo cerca de 8000 com cancro de intestino grosso (cólon), o uso de antibióticos aumenta o risco dessa doença em todas as faixas etárias, mas em graus diferentes.

No caso de pessoas com menos de 50 anos, a possibilidade de desenvolver esse tipo de cancro aumenta em quase 50% (para comparação, no grupo de pessoas com mais de 50 anos de idade, houve um aumento de aproximadamente 9% no risco do cancro colorretal associado ao uso de antibióticos).

A Dra. Leslie Samuel, da Aberdeen Royal Infirmary, uma das principais autoras do estudo apresentado no World Gastrointestinal Cancer Congress (ESMO), explica que ainda não está totalmente esclarecido qual é a relação entre o uso de antibióticos e as mudanças no  microbioma que tornar o cólon mais suscetível ao cancro – especialmente em pessoas jovens.

Os médicos não devem abusar da prescrição de antibióticos para pacientes jovens

Dos aproximadamente 2 milhões de pacientes diagnosticados com cancro do cólon a cada ano, aqueles com idades entre 20 e 40 anos tendem a ter um prognóstico muito pior do que os pacientes um pouco mais velhos.

A própria detecção de alterações neoplásicas também é muito mais difícil do que em pacientes com mais de 50 anos, pois nos estágios iniciais, o cancro em jovens costuma se desenvolver de forma assintomática.

Embora ainda não esteja claro como os antibióticos podem contribuir para o aumento da incidência de cancro do cólon, os cientistas alertam que os médicos devem ter cuidado especial ao prescrever antibióticos para pessoas com menos de 50 anos (bem como adolescentes e crianças).

Tomar esses medicamentos com muita frequência pode expor desnecessariamente os jovens a um risco aumentado do cancro colorretal.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Estudos e Pesquisas

Descoberta Revolucionária: Novo Mecanismo do Sistema Imunitário Pode Levar a Antibióticos Naturais

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Recentemente, uma equipa de cientistas fez uma descoberta que pode revolucionar a medicina: um novo mecanismo no sistema imunitário que transforma proteínas recicladas em substâncias químicas capazes de destruir bactérias. Este avanço abre caminho para o desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos naturais, oferecendo esperança no combate às infeções resistentes.

O Papel do Proteassoma no Sistema Imunitário

O proteassoma é uma estrutura presente em todas as células do organismo, conhecida pela sua função de reciclar proteínas antigas, decompondo-as em fragmentos menores para reutilização. No entanto, investigações recentes revelaram que, ao detetar uma infeção bacteriana, o proteassoma altera a sua função. Em vez de apenas reciclar proteínas, ele transforma-as em substâncias químicas que atacam e destroem a camada externa das bactérias, funcionando como um mecanismo de defesa natural do corpo.

Implicações para o Desenvolvimento de Novos Antibióticos

A descoberta deste “modo secreto” do sistema imunitário é de grande relevância, especialmente num momento em que a resistência das bactérias aos antibióticos tradicionais está a aumentar. Compreender e potenciar este mecanismo natural pode permitir a criação de novos tratamentos antibacterianos que utilizam as próprias defesas do organismo, reduzindo a necessidade de antibióticos sintéticos e minimizando os efeitos secundários associados.

Perspetivas Futuras e Desafios

Embora a descoberta seja promissora, os especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer antes de se conseguirem tratamentos clínicos eficazes baseados neste mecanismo. São necessárias mais investigações para compreender completamente como o proteassoma identifica e responde às infeções bacterianas e como essa resposta pode ser modulada ou amplificada para fins terapêuticos.

Conclusão

A identificação deste novo mecanismo do sistema imunitário representa um avanço significativo na compreensão das defesas naturais do corpo contra infeções bacterianas. Embora ainda existam desafios a superar, esta descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias antibacterianas inovadoras, alinhadas com os processos biológicos naturais do organismo.

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