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Atualidade

Coronavírus: Em quais países europeus o uso de máscaras é obrigatório?

Embora a pandemia tenha sido amplamente controlada na Europa, o número de novas infecções em partes do continente aumentou novamente nas últimas semanas. A maioria dos países já levantou as restrições mais restritivas – por exemplo, pode viajar livremente em quase toda a Europa – mas a obrigação de usar máscaras é mantida e a lista de locais onde ela se aplica é frequentemente ampliada.


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Foto de Anna Shvets no Pexels

OMS sublinha que a máscara só protege se for utilizada correctamente. Assim, o tecido deve cobrir desde o nariz até ao queixo e ajustar-se bem ao rosto. Deve permitir respirar sem restrições. Não se deve estar constantemente a mexer na máscara e, ao retiramos, não se pode tocar no rosto.

Reino Unido

Na Inglaterra, o uso de máscaras dentro de lojas e supermercados passou a ser obrigatório desde o dia 24 de julho, as máscaras devem ser usadas em lojas, bancos e correios, sendo necessário usá-las anteriormente no transporte público. O cidadão pode ser multado em até £100 se não cumprir esta regra. Regras semelhantes aplicam-se na Escócia. Na Irlanda do Norte, o seu rosto deve ser coberto em transporte público; no País de Gales, começou a ser obrigatório a partir de segunda-feira, 27 de julho. Na Irlanda, a obrigação de cobrir a boca e o nariz também é obrigatória. Atualmente, estabelecimentos devem manter distância de 1 metro entre os clientes e quem chega ao país é obrigado a se submeter a uma quarentena de 14 dias.

Portugal

Em Portugal, devemos cobrir o rosto ao usar o transporte público, bem como em alguns locais públicos, como museus e igrejas. Não é necessário fazer isso nas ruas e praias. O Governo decretou, em situação de desconfinamento, a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados, como lojas e transportes públicos. As máscaras sociais devem ser usadas nas seguintes situações: locais públicos, como lojas, trabalho, reuniões sociais ou de massa, locais fechados, como escolas ou locais de culto, pessoas que vivem em condições difíceis, tais como em campos de refugiados ou bairros de lata e nos transportes públicos. O não cumprimento da regulamentação pode resultar numa multa de 120 a 350 euros.

França

Em toda a França, o uso de máscaras é necessário no transporte público e em espaços públicos fechados, como lojas, mercados, escritórios e instituições culturais. Não fazer isso pode resultar em uma multa de 135 euros. Regulamentos adicionais também foram introduzidos pelas autoridades de alguns resorts turísticos à beira-mar na Occitânia e na Bretanha – as máscaras devem ser colocadas enquanto se anda nas ruas.

Espanha

Na Espanha, a pessoa deve cobrir a boca e o nariz em todos os espaços públicos confinados e abertos, como ruas e praças, onde é impossível manter uma distância de 1,5 metros de outras pessoas. Todas as regiões do país, exceto Madrid e Ilhas Canárias, introduziram leis ainda mais abrangentes que exigem o uso de máscaras em qualquer local público, independentemente do distanciamento social. Na Andaluzia e na Galiza, tem que cobrir o rosto, mesmo em praias ou piscinas, mas isso não é necessário se já estiver na água. Na Extremadura, as máscaras também são válidas em solários. A pessoa pode ser penalizado por desconsiderar as leis relacionadas à cobertura da boca e nariz. O seu valor depende da região e geralmente é de 100 euros.

Itália

As máscaras também devem ser usadas em todos os espaços públicos e meios de transporte fechados na Itália. Elas também devem ser usadas ​​ao ar livre quando é impossível manter uma distância segura dos outros. Como na Espanha, as autoridades locais podem introduzir restrições adicionais. Por exemplo, na ilha de Capri, é obrigatório usar máscaras nos finais de semana, quando está cheio de turistas nas ruas estreitas.

Grécia

Os turistas que viajam para a Grécia devem levar em conta a necessidade de usar máscaras no transporte público, incluindo balsas. A pessoa pode ser multado em 150 euros por não seguir esta disposição. As autoridades também recomendam cobrir o rosto em todos os espaços confinados acessíveis ao público. Regulamentos semelhantes aplicam-se no Chipre.

Turquia

O uso de máscaras em todos os locais públicos é obrigatório nas maiores cidades da Turquia e nas regiões turísticas deste país. Também inclui ruas, parques e praias. A violação desta disposição pode resultar numa multa de até 900 liras turcas, ou seja, quase 110 euros.

Alemanha

Embora os regulamentos para o uso de máscaras sejam decididos pelas autoridades de cada estado federal, regulamentos semelhantes se aplicam praticamente em toda a Alemanha. Eles exigem revestimentos faciais nos transportes públicos e nas lojas. Regras semelhantes devem ser levadas em consideração ao visitar a  Áustria.

Bélgica e Holanda

Existem restrições mais rigorosas na Bélgica, onde muitas autoridades da cidade anunciaram o requisito de usar máscaras em toda a cidade ou parte dela, por exemplo, no centro ou nas principais ruas comerciais. Tal regulamento foi ou será introduzido, entre outros em Bruxelas, Bruges ou Lovaina. Serão aplicadas penalidades de até 250 euros por quebra. Nos Países Baixos vizinhos, as máscaras devem ser usadas apenas em veículos de transporte público. O mesmo acontece no Luxemburgo, onde também devem ser utilizados em situações em que não podemos manter dois metros de distância dos outros.

República Checa

A exigência geral de usar máscaras foi abolida na  República Tcheca. No entanto, as exceções locais se aplicam. O rosto deve estar coberto, entre outros em locais públicos fechados na região da Morávia-Silésia. Além disso, a partir de sábado, será necessário fazê-lo durante eventos organizados nos prédios, nos quais participam mais de 100 pessoas. A partir de segunda-feira, as máscaras serão obrigatórias em todas as instalações médicas, farmácias e clínicas de Praga. Até agora, a obrigação de usar máscaras aplicava-se apenas a hospitais.

Eslováquia

Na Eslováquia, as máscaras devem ser colocadas em todas as salas fechadas nas quais entramos em contato com estranhos, também na comunicação de massa. A pessoa não precisa cobrir o rosto ao usar piscinas e banhos, mas é recomendável manter dois metros de distância. O não cumprimento destes regulamentos custa até 1.650 euros em multas.

Hungria

Usar máscaras no transporte público (inclusive, por exemplo, dentro de navios que navegam no lago Balaton) e em lojas é obrigatório na Hungria. Por violar os regulamentos relacionados à pandemia neste país a pessoa deve pagar de 5.000 a 500.000 HUF (entre 14.50 e 1 448,02 euros), mas a multa mais comum emitida pela polícia é de 25.000 HUF (72,40 euros).

Lituânia

Um dos poucos países europeus em que as máscaras não são obrigatórias é a Lituânia. No entanto, as autoridades deste país recomendam usá-los e também exigem a manutenção de uma distância de pelo menos um metro em espaços públicos. A maioria dos sites oficiais do governo afirmam que basta cobrir a boca e o nariz com uma máscara não médica. Alguns acrescentam que o uso de xale ou cachecol também é permitido. Esta obrigação está isenta, entre outros, de crianças mais jovens e pessoas que não devem usar a máscara por motivos de saúde.

Outros

Na Croácia, Ucrânia e Bulgária, as máscaras devem ser usadas em veículos de transporte público e em espaços públicos fechados, como lojas. Neste último país, pagaremos uma multa de 300 euros por ignorar os regulamentos.

No Montenegro, as máscaras devem ser usadas em espaços públicos, em ambientes internos e externos. Esta regra não se aplica a praias e parques nacionais.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Reino Unido

Reino Unido: Reformas Profundas no Sistema Judicial, Investimento Público e Estratégias para a Retoma Económica

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O Reino Unido atravessa um dos períodos mais transformadores das últimas décadas, com um novo governo a liderar um ambicioso conjunto de reformas e investimentos públicos. A intenção é clara: reconstruir a economia, enfrentar os desafios sociais e ambientais e reposicionar o país num cenário global em rápida mudança.

Com a liderança de Keir Starmer e a chanceler Rachel Reeves à frente das finanças, o Reino Unido está a apostar numa estratégia que une rigor fiscal, crescimento sustentável e justiça social. As reformas judiciais, a criação de uma empresa nacional de energia, as novas regras de imigração e os planos para a habitação e infraestruturas traçam o esboço de um novo capítulo político e económico.

Investimento Público como Motor da Retoma

Rachel Reeves anunciou um pacote de investimento público no valor de 113 mil milhões de libras, com aplicação em sectores estratégicos como transportes, energia, habitação e investigação científica. Este plano inclui a construção da linha ferroviária East West Rail, a continuidade da central nuclear Sizewell C e a modernização de hospitais e escolas em todo o território britânico.

Ao contrário das políticas de austeridade implementadas após a crise financeira de 2008, esta abordagem pretende gerar crescimento económico sustentado, criar postos de trabalho qualificados e atrair investimento privado. Trata-se de uma mudança de paradigma que procura equilibrar prudência orçamental com investimento estratégico.

Reforma da Justiça: Nova Visão para um Sistema Esgotado

O sistema prisional britânico encontra-se em sobrecarga, com níveis de reincidência elevados e pouca eficácia na reinserção social. A nova Secretária da Justiça, Shabana Mahmood, anunciou um plano ousado que inclui:
• Substituição de penas curtas de prisão por penas comunitárias com acompanhamento psicológico e social;
• Introdução de castração química para agressores sexuais reincidentes;
• Investimento em serviços de reintegração e monitorização de infractores.

Estas medidas, embora polémicas, visam combater a reincidência e dar primazia à reabilitação em detrimento da punição isolada, numa lógica de justiça restaurativa.

Economia: Sinais de Crescimento, mas com Obstáculos

As previsões económicas actuais apontam para um crescimento anual de cerca de 1,0%, ligeiramente acima do inicialmente projectado. Esta melhoria deve-se ao desempenho positivo no primeiro trimestre e ao aumento do investimento público.

Contudo, a inflação mantém-se teimosamente acima da meta de 2% fixada pelo Banco de Inglaterra, situando-se nos 3,3% em Abril. Esta taxa poderá limitar a capacidade de o banco central reduzir os juros, impactando o crédito e o poder de compra das famílias britânicas.

A dívida pública, por sua vez, permanece num nível elevado, o que obriga o governo a manter o equilíbrio entre incentivo económico e controlo orçamental.

Energia e Ambiente: Criação da “Great British Energy”

Uma das medidas mais simbólicas do novo governo foi a aprovação do Great British Energy Act, que permite a criação de uma empresa pública de energia, sediada na Escócia. O objectivo é impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis — como solar, eólica e hidrogénio verde — e acelerar a transição energética rumo à neutralidade carbónica.

A empresa terá como missão:
• Reduzir a dependência energética externa;
• Promover projectos verdes de longo prazo;
• Tornar a energia mais acessível para as famílias.

Esta abordagem marca um retorno à intervenção estatal estratégica, numa altura em que a segurança energética se tornou central no debate político europeu.

Imigração: Política mais Rigorosa e Selecção Qualificada

Num outro eixo sensível, o governo implementou uma série de reformas às leis de imigração. Entre as principais mudanças estão:
• Aumento do tempo mínimo de residência para solicitar cidadania, agora fixado em 10 anos;
• Critérios mais exigentes para concessão de vistos de trabalho;
• Redução de vistos para sectores não prioritários, com ênfase na qualificação profissional dos candidatos.

Estas medidas visam controlar o número de imigrantes, combater abusos no sistema e garantir que a imigração responda às reais necessidades da economia nacional, especialmente em sectores estratégicos como saúde, tecnologia e engenharia.

Habitação e Infraestruturas: Resposta a uma Crise Prolongada

A crise habitacional, especialmente nas grandes cidades como Londres, Manchester e Glasgow, é outro dos pontos de actuação prioritária. O governo comprometeu-se com:
• A construção de milhares de novas habitações sociais;
• Incentivos fiscais para cooperativas habitacionais;
• Reabilitação de imóveis devolutos e de bairros sociais degradados.

No sector dos transportes, além das ferrovias, está prevista a modernização de estradas e a expansão de corredores para veículos eléctricos, com vista à redução das emissões de carbono e à melhoria da mobilidade urbana.

Reacção Pública e Desafios Políticos

Embora o novo programa governativo tenha sido, em geral, bem acolhido, há críticas por parte dos sectores conservadores que temem um retorno ao “Estado demasiado interventivo” e um possível aumento da carga fiscal futura. Os sindicatos, por outro lado, exigem medidas mais rápidas na valorização salarial dos trabalhadores do sector público e um plano claro para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A oposição parlamentar promete vigilância apertada às promessas do Executivo, enquanto os média britânicos acompanham com atenção o impacto real destas medidas na vida dos cidadãos.

Conclusão

O Reino Unido encontra-se numa encruzilhada histórica. As reformas em curso representam uma tentativa séria de reconstrução interna após anos marcados por crises políticas, económicas e sociais — agravadas pela pandemia, pelo Brexit e pela instabilidade global.

Resta saber se a ambição reformista conseguirá materializar-se em resultados concretos e duradouros. O que é certo é que o país está, finalmente, a tentar virar a página e traçar um novo rumo para o seu futuro colectivo — mais verde, mais justo e mais resiliente.

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