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Atualidade

Conheça as 10 Mulheres mais Poderosas de Portugal

Lista foi divulgada este mês pela Forbes.


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Reprodução - Instagram // Cristina Ferreira

A Forbes divulgou mais uma vez a sua lista anual com as mulheres mais poderosas do país. Entre elas, a mais conhecida do grande público (e também a mais nova de todas) é Cristina Ferreira, que desde o início de 2019 tornou-se a apresentadora mais vista das manhãs na TV portuguesa.

Além de apresentar-se pela manhã, a comunicadora comanda outra atração nas tardes da SIC – o «Prémio de Sonho», uma espécie de game show no qual os vencedores recebem uma prenda previamente escolhida pelos mesmos.

No campo dos negócios pessoais, a figura pública é dona da Revista Cristina, uma publicação mensal criada em março de 2015 e que recebeu, em 2018, o Prémio Arco-Íris da Associação ILGA Portugal pelo reconhecimento do seu trabalho contra a homofobia.

A principal estrela da estação de Paço d’Arcos tem, ainda, um blogue pessoal (intitulado Daily Cristina), no qual conta pormenores do seu dia a dia e, na área da moda, é proprietária duma loja de roupa na Malveira, a Casiraghi Forever.

A companheira das manhãs do apresentador Cláudio Ramos também lançou, a convite da empresa LR Health and Beauty, a sua própria linha de calçado em 2014 e, no mesmo ano e em 2016, lançou dois perfumes femininos, ambas esgotadas em poucos dias.

Autora de três livros – um sobre receitas, outro autobiográfico e o terceiro sobre conversação em inglês, a contratada da SIC foi casada apenas uma vez com António Casinhas, quem conhecia desde os 17 anos, e dele teve o seu único filho, Tiago, de 11 anos.

Ela, que já foi considerada em 2011 como a mulher mais sexy de Portugal pelo Correio da Manhã, é uma minoria na liderança das empresas segundo informações da Forbes – e tudo por ser mulher.

Entre as 100 maiores empresas nacionais, contam-se apenas cinco figuras femininas portuguesas que estão a gerir grandes negócios – e isso porque, há um ano, eram apenas quatro. A mais poderosa de todas é Paula Amorim, dona dum império de 4 mil milhões de euros que se estende da energia à moda, e também com negócios em nome individual.

A seguir, confere a lista publicada pela revista norte-americana com as 10 mulheres mais poderosas do país.

1º – Paula Amorim, 48 anos, Presidente-executiva da Amorim Investimentos e Participações SGPS
2º – Cláudia Azevedo, 49 anos, Presidente-executiva da Sonae
3º – Manuela Medeiros, 67 anos, Fundadora e presidente-executiva da Parfois
4º – Leonor Beleza, 70 anos, Presidente da Fundação Champalimaud
5º – Isabel Mota, 68 anos, Presidente da Fundação Gulbenkian
6º – Maria Cândida Rocha e Silva, 73 anos, Fundadora e presidente do Banco Carregosa
7º – Cristina Ferreira, 42 anos, Apresentadora de televisão
8º – Patrícia Bensaude, 81 anos, Presidente do grupo Bensaude
9º – Isabel Vaz, 53 anos, Presidente-executiva da Luz Saúde
10º – Ana Rebelo de Mendonça, 50 anos, Accionista da Promendo

Reprodução – Instagram // Cristina Ferreira

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

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Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

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Reino Unido

Reino Unido: Reformas Profundas no Sistema Judicial, Investimento Público e Estratégias para a Retoma Económica

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O Reino Unido atravessa um dos períodos mais transformadores das últimas décadas, com um novo governo a liderar um ambicioso conjunto de reformas e investimentos públicos. A intenção é clara: reconstruir a economia, enfrentar os desafios sociais e ambientais e reposicionar o país num cenário global em rápida mudança.

Com a liderança de Keir Starmer e a chanceler Rachel Reeves à frente das finanças, o Reino Unido está a apostar numa estratégia que une rigor fiscal, crescimento sustentável e justiça social. As reformas judiciais, a criação de uma empresa nacional de energia, as novas regras de imigração e os planos para a habitação e infraestruturas traçam o esboço de um novo capítulo político e económico.

Investimento Público como Motor da Retoma

Rachel Reeves anunciou um pacote de investimento público no valor de 113 mil milhões de libras, com aplicação em sectores estratégicos como transportes, energia, habitação e investigação científica. Este plano inclui a construção da linha ferroviária East West Rail, a continuidade da central nuclear Sizewell C e a modernização de hospitais e escolas em todo o território britânico.

Ao contrário das políticas de austeridade implementadas após a crise financeira de 2008, esta abordagem pretende gerar crescimento económico sustentado, criar postos de trabalho qualificados e atrair investimento privado. Trata-se de uma mudança de paradigma que procura equilibrar prudência orçamental com investimento estratégico.

Reforma da Justiça: Nova Visão para um Sistema Esgotado

O sistema prisional britânico encontra-se em sobrecarga, com níveis de reincidência elevados e pouca eficácia na reinserção social. A nova Secretária da Justiça, Shabana Mahmood, anunciou um plano ousado que inclui:
• Substituição de penas curtas de prisão por penas comunitárias com acompanhamento psicológico e social;
• Introdução de castração química para agressores sexuais reincidentes;
• Investimento em serviços de reintegração e monitorização de infractores.

Estas medidas, embora polémicas, visam combater a reincidência e dar primazia à reabilitação em detrimento da punição isolada, numa lógica de justiça restaurativa.

Economia: Sinais de Crescimento, mas com Obstáculos

As previsões económicas actuais apontam para um crescimento anual de cerca de 1,0%, ligeiramente acima do inicialmente projectado. Esta melhoria deve-se ao desempenho positivo no primeiro trimestre e ao aumento do investimento público.

Contudo, a inflação mantém-se teimosamente acima da meta de 2% fixada pelo Banco de Inglaterra, situando-se nos 3,3% em Abril. Esta taxa poderá limitar a capacidade de o banco central reduzir os juros, impactando o crédito e o poder de compra das famílias britânicas.

A dívida pública, por sua vez, permanece num nível elevado, o que obriga o governo a manter o equilíbrio entre incentivo económico e controlo orçamental.

Energia e Ambiente: Criação da “Great British Energy”

Uma das medidas mais simbólicas do novo governo foi a aprovação do Great British Energy Act, que permite a criação de uma empresa pública de energia, sediada na Escócia. O objectivo é impulsionar o desenvolvimento de energias renováveis — como solar, eólica e hidrogénio verde — e acelerar a transição energética rumo à neutralidade carbónica.

A empresa terá como missão:
• Reduzir a dependência energética externa;
• Promover projectos verdes de longo prazo;
• Tornar a energia mais acessível para as famílias.

Esta abordagem marca um retorno à intervenção estatal estratégica, numa altura em que a segurança energética se tornou central no debate político europeu.

Imigração: Política mais Rigorosa e Selecção Qualificada

Num outro eixo sensível, o governo implementou uma série de reformas às leis de imigração. Entre as principais mudanças estão:
• Aumento do tempo mínimo de residência para solicitar cidadania, agora fixado em 10 anos;
• Critérios mais exigentes para concessão de vistos de trabalho;
• Redução de vistos para sectores não prioritários, com ênfase na qualificação profissional dos candidatos.

Estas medidas visam controlar o número de imigrantes, combater abusos no sistema e garantir que a imigração responda às reais necessidades da economia nacional, especialmente em sectores estratégicos como saúde, tecnologia e engenharia.

Habitação e Infraestruturas: Resposta a uma Crise Prolongada

A crise habitacional, especialmente nas grandes cidades como Londres, Manchester e Glasgow, é outro dos pontos de actuação prioritária. O governo comprometeu-se com:
• A construção de milhares de novas habitações sociais;
• Incentivos fiscais para cooperativas habitacionais;
• Reabilitação de imóveis devolutos e de bairros sociais degradados.

No sector dos transportes, além das ferrovias, está prevista a modernização de estradas e a expansão de corredores para veículos eléctricos, com vista à redução das emissões de carbono e à melhoria da mobilidade urbana.

Reacção Pública e Desafios Políticos

Embora o novo programa governativo tenha sido, em geral, bem acolhido, há críticas por parte dos sectores conservadores que temem um retorno ao “Estado demasiado interventivo” e um possível aumento da carga fiscal futura. Os sindicatos, por outro lado, exigem medidas mais rápidas na valorização salarial dos trabalhadores do sector público e um plano claro para resolver a crise no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

A oposição parlamentar promete vigilância apertada às promessas do Executivo, enquanto os média britânicos acompanham com atenção o impacto real destas medidas na vida dos cidadãos.

Conclusão

O Reino Unido encontra-se numa encruzilhada histórica. As reformas em curso representam uma tentativa séria de reconstrução interna após anos marcados por crises políticas, económicas e sociais — agravadas pela pandemia, pelo Brexit e pela instabilidade global.

Resta saber se a ambição reformista conseguirá materializar-se em resultados concretos e duradouros. O que é certo é que o país está, finalmente, a tentar virar a página e traçar um novo rumo para o seu futuro colectivo — mais verde, mais justo e mais resiliente.

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