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Saúde Física e Mental

Anorexia – uma doença mortal que ainda é tabu; saiba mais

A anorexia ainda é subestimada, embora atenda a todas as características de uma doença mortal, causando um sério declínio na qualidade de vida, o desenvolvimento de comorbidades (por exemplo, insuficiência cardíaca) e muitas vezes a morte devido à fome. Ainda é um tabu que efetivamente impede as pessoas de procurar ajuda.


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Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

A anorexia nervosa ou anorexia, geralmente aparece durante a puberdade. Acredita-se amplamente que esse seja o efeito da influência destrutiva da imprensa, que promove uma figura esbelta como chave do sucesso na vida. Muitos adolescentes que são suscetíveis à influência de outras pessoas sofrem pressão social, causando-lhes fome.

Genes de ascendência culpados

– Fala-se muito sobre o mecanismo da civilização moderna, a percepção de uma pessoa, aceitação social e até erros educacionais – tudo isso provavelmente tem algum significado, mas há famílias nas quais não notamos deficiências educacionais que poderiam causar tais problemas. Temos dois pares de gémeos, agora mulheres adultas, ambas anoréxicas, o que prova que as questões genéticas são de grande importância para esta doença, acredita o prof. Martim Piotre, consultor na área de psiquiatria.

O meio ambiente já está se afastando das causas estritamente culturais da doença. Atualmente, estima-se que até metade dos pacientes com anorexia a tenham herdado dos seus ancestrais.

“Os especialistas associam isso à diferença sexual no funcionamento do sistema de serotonina e depois – ao nível de serotonina. A epigenética também deve ser incluída na discussão, ou seja, o impacto do meio ambiente e nosso comportamento nas alterações do genoma e sua transmissão adicional à prole”, explica.

Laços comprometidos perturbam a personalidade

As fases subliminares da vida, muito precoces, quando a criança ainda não está consciente, são importantes para o aparecimento de anorexia.

“Relacionamento com os pais e distúrbios primários do relacionamento, como chupar, abraçar, sensação de segurança – necessidades inatas e instintivas são importantes. No entanto, a perturbação desse vínculo não precisa estar associada, por exemplo, ao fato de os pais serem ineficientes, como geralmente se pensa. Muitas vezes, esses são distúrbios endócrinos, alguns stressores, drogas, toxinas que não conhecemos e que fazem com que o sistema nervoso central se desenvolva um pouco diferente” – comenta o psiquiatra.

“E eles afetam a personalidade e o comportamento da pessoa doente ao longo do tempo. “Você precisa entender que a anorexia não é apenas um distúrbio associado a peso corporal inadequado e consequências somáticas, mas essas são mudanças profundas na personalidade, que são de comportamento fixo e rígido. Não conheço uma pessoa com anorexia que não apresentaria transtornos de personalidade ao mesmo tempo”– diz o prof. Piotre.

Alguns acreditam que a  anorexia deve ser considerada um subtipo de esquizofrenia.

“Esta tese vem do fato de que a anorexia nada mais é do que um conteúdo incorreto de pensamento que nos faz perceber o corpo de uma maneira diferente, que não pode ser corrigida apesar de alguma evidência de falsidade. Uma pessoa que sofre de anorexia pensa que seu corpo é muito espesso, inadequado, que pesa demais, embora expoentes objetivos não confirmem isso. Essa percepção equivocada do eu não pode ser corrigida, embora a pessoa doente tenha um QI normal. A anorexia é um distúrbio profundo que começa nos estágios iniciais do desenvolvimento do sistema nervoso central”, explica o especialista.

A comida afeta a maneira de ser

Devido às condições psicológicas da anorexia, durante a terapia com uma pessoa doente, volta à infância, procurando situações que possam afetar a anorexia mais tarde. Frequentemente, são desaprovação, alienação parental e tentativa da criança de atrair atenção. É sabido que os eventos da infância moldam a nossa personalidade.

“Podemos distinguir o caráter neurótico, cheio de ansiedade, para o qual tudo é um ou outro. Eles sempre se comparam a alguém, frequentemente a outros anoréxicos. Além disso, as pessoas doentes são caracterizadas pelo perfeccionismo. O chamado estilo de comida pontual, ou seja, um plano muito estruturado e restritivo. O estilo pontual de comida é característico para os atletas – se lhes disser que para uma determinada refeição deve haver 30g de pão e 200g de banana, eles comerão exatamente isso. Para pacientes com anorexia, é meia maçã de manhã e meia maçã à noite. Eles seguem o seu plano, mesmo que o corpo todo grite para parar”– descreve a psicóloga e  nutricionista Luana Camanda Soares.

O oposto é o estilo comportamental dos alimentos, característico das pessoas que sofrem de bulimia. Nesse caso, lidamos com grande aleatoriedade e espontaneidade, e o que e quando atinge o prato é determinado pelo impulso e pelo apetite variável.

Segundo os especialistas, isso traduz-se numa maneira de ser, por exemplo, enquanto um “compartimento” provavelmente chegar atrasado para a reunião ou tentar alterar a data, uma pessoa pontual aparecerá pontualmente ou com antecedência.

“Um simples elemento da terapia pode ser uma mudança deliberada no tempo de visita. É uma maneira de mostrar a uma pessoa doente que mudar de plano não precisa ser algo ruim e dizer a ela: “Veja, nada aconteceu” – aconselha Piotre.

Terapia difícil

Um elemento sólido de anorexia e personalidade é modelado especificamente.

– E a personalidade após um período inicial da adolescência é imutável. Portanto, o esboço da autopercepção: sou inadequado, grande demais, se parecesse diferente, seria mais aceito. Uma pessoa viciada, mesmo quando ela não bebe mais ou não joga, o centro de recompensa é sensibilizado de maneira diferente do que nas pessoas que nunca tiveram esses problemas. Nesse sentido, acredita-se que a  anorexia seja incurável – explica o especialista.

– No entanto, é necessária uma interação abrangente, cooperação familiar e consistência. Também vale a pena considerar que a terapia de uma pessoa com anorexia pode levar a expectativa de ajudarmos essa pessoa num ano é ilusória – alerta o psiquiatra.

Também precisa saber que  pacientes anoréticos não são, na maioria dos casos, cooperativos.

– No momento da colisão com as expectativas dos terapeutas ou psiquiatras, eles frequentemente mudam o terapeuta, passam de um para o outro em busca de aceitação. A aceitação, que é um pouco narcisista, porque se trata apenas de poder continuar a perder peso ou manter um baixo peso corporal – explica o prof. Martim Piotre.

O problema é que muitos pacientes nunca iniciam a terapia, arriscando as suas vidas não apenas como resultado da fome, mas também do suicídio, que afeta até 1 em cada 5 casos da doença. A anorexia é frequentemente associada à depressão. Este é o resultado do tabu que acompanha a anorexia, que impede que os doentes procurem ajuda profissional.

“Felizmente, há cada vez mais grupos de apoio de base, grupos de apoio, muitas vezes operando gratuitamente e com total anonimato. Eles não substituem a psicoterapia e a estreita cooperação com um nutricionista, mas para uma pessoa doente, eles são um grande passo em frente”– acredita o professor.

Como reconhecer anorexia

Os principais sintomas da anorexia são:
  • perda de peso,
  • frequência cardíaca e temperatura mais baixas,
  • deterioração do cabelo, pele e unhas,
  • diminuição da imunidade,
  • açúcar reduzido (ou hipoglicemia) e lipídios (incluindo colesterol).

Sintomas fisiológicos, resultados laboratoriais deteriorados não são os únicos sinais de anorexia.

A anorexia pode ser acompanhada por psiquiatria, como:
  • humor deprimido,
  • sensação de falta de sentido na vida,
  • pensamentos suicidas,
  • tensão,
  • ansiedade,
  • irritabilidade,
  • distúrbio do sono.

Cuidado! Peso e IMC abaixo de 18 pontos não precisam ser um indicador, porque a anorexia também se aplica a pessoas obesas, especialmente após cirurgia bariátrica, por exemplo, redução do tamanho do estômago. Além disso, pessoas com anorexia podem ter episódios bulímicos periodicamente.

Saúde Física e Mental

A Importância da Conexão Social para o Bem-Estar: Como os Relacionamentos Impactam a Nossa Saúde Mental e Física

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Vivemos numa era de hiperconectividade digital, mas, paradoxalmente, muitas pessoas sentem-se mais isoladas do que nunca. A conexão social desempenha um papel fundamental na nossa qualidade de vida, afetando diretamente o nosso bem-estar físico e mental. Estudos demonstram que relações interpessoais saudáveis reduzem o stress, aumentam a longevidade e melhoram a saúde emocional.

Neste artigo, vamos explorar como a conexão social influencia o nosso bem-estar e quais estratégias podem ser adotadas para fortalecer os laços interpessoais, seja no ambiente pessoal ou profissional.

O Que é a Conexão Social?

A conexão social refere-se ao sentimento de pertença e proximidade com outras pessoas. Este conceito vai além da interação casual e inclui vínculos emocionais profundos e significativos com familiares, amigos, colegas e até mesmo comunidades online.

A falta de conexão social pode levar a sentimentos de solidão, ansiedade e depressão. Por outro lado, ter um círculo social sólido está associado a uma vida mais longa e saudável. O ser humano é, por natureza, um ser social, e a necessidade de interação faz parte da nossa biologia.

Benefícios da Conexão Social para o Bem-Estar

1. Melhoria da Saúde Mental

A solidão e o isolamento social estão diretamente ligados a problemas de saúde mental, como a depressão e a ansiedade. A interação com outras pessoas ajuda a libertar neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, que promovem sensações de felicidade e bem-estar.

2. Redução do Stress e da Ansiedade

O suporte social pode atuar como um amortecedor contra os efeitos negativos do stress. Ter alguém com quem conversar ou partilhar preocupações ajuda a reduzir a carga emocional e a enfrentar desafios de forma mais equilibrada.

3. Impacto Positivo na Saúde Física

Estudos apontam que pessoas com fortes conexões sociais têm menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, pressão arterial elevada e até mesmo doenças crónicas, como a diabetes. A interação social também está associada a um sistema imunitário mais forte.

4. Aumento da Longevidade

Pesquisas indicam que indivíduos que mantêm laços sociais sólidos tendem a viver mais. A sensação de pertença e apoio reduz comportamentos de risco e melhora a adesão a hábitos saudáveis.

5. Desenvolvimento Pessoal e Profissional

Os relacionamentos interpessoais são fundamentais para o crescimento pessoal e profissional. No ambiente de trabalho, por exemplo, redes de apoio promovem a aprendizagem, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de competências interpessoais essenciais para o sucesso.

Como Fortalecer a Conexão Social?

Agora que compreendemos a importância das relações sociais, é essencial adotar práticas que fortaleçam esses laços. Aqui estão algumas estratégias eficazes:

1. Cultive Relações Autênticas

Procure conexões genuínas e significativas. Em vez de manter relações superficiais, invista tempo e energia em amizades e interações que acrescentem valor à sua vida.

2. Pratique a Escuta Ativa

Ouvir verdadeiramente o que o outro tem a dizer fortalece os relacionamentos. Demonstre interesse genuíno e empatia durante as conversas.

3. Participe em Grupos e Comunidades

Fazer parte de grupos sociais, sejam eles presenciais ou virtuais, é uma ótima maneira de fortalecer laços e conhecer novas pessoas. Clubes, associações e redes sociais são excelentes pontos de partida.

4. Desconecte-se do Mundo Digital e Conecte-se no Mundo Real

Apesar da importância da tecnologia, o contacto presencial continua a ser insubstituível. Priorize encontros presenciais e atividades que promovam a interação face a face.

5. Ajude e Apoie os Outros

Ajudar alguém fortalece laços e promove uma sensação de propósito e pertença. O voluntariado, por exemplo, é uma excelente forma de se conectar com outras pessoas de maneira significativa.

6. Priorize a Qualidade das Conexões

Ter muitas conexões superficiais pode ser menos benéfico do que ter poucas, mas significativas. Priorize relacionamentos que realmente tragam bem-estar e apoio mútuo.

Conclusão

A conexão social é um dos pilares essenciais para um bem-estar pleno. Num mundo onde a solidão e o isolamento se tornaram grandes desafios, fortalecer os laços interpessoais deve ser uma prioridade. Ao investir tempo e energia nas nossas relações, garantimos uma vida mais equilibrada, feliz e saudável.

Seja no ambiente pessoal ou profissional, cultivar relações genuínas traz benefícios imensuráveis para a saúde mental e física. Portanto, valorize as conexões sociais e fortaleça os seus laços interpessoais para viver uma vida mais plena e gratificante.

Gostou deste artigo? Partilhe com alguém que precisa de fortalecer as suas conexões sociais e contribuir para o bem-estar coletivo!

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Saúde Física e Mental

5 benefícios de andar de bicicleta

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Foto de Elina Sazonova por pexels.

Se deseja começar o ano a cuidar da sua saúde e também quer entrar em forma, há algo que pode ajudá-lo a alcançá-la. Queremos dizer andar de bicicleta pelo menos 40 minutos por dia. Sem dúvida, isso mudará a sua vida.

Gostaria de conhecer os benefícios que este exercício traz para a sua vida?

Força mental

Uma excelente maneira de se livrar do stress e das tensões que causam dores de cabeça e dores no corpo em geral é andar de bicicleta por pelo menos 40 minutos por dia. Especialmente se estiver ao ar livre.

Melhora a saúde lombar

Graças à postura que adotamos ao andar de bicicleta, podemos fortalecer certos músculos, como na coluna, que nos impedirão de sofrer hérnias no futuro.

Queimar calorias

Sabia que pedalar 40 minutos a 1 hora de bicicleta pode perder até 500 calorias, além de se libertar de stress ocasional e colesterol mortal?

Reforçar os joelhos

Outra das grandes vantagens que a bicicleta tem é que ela reforça muito os joelhos, porque é um exercício de baixo impacto. Além de não magoá-lo, dá-lhe força no corpo.

Boa economia

O transporte diário que usamos retira uma parte valiosa das nossas finanças, portanto, andar de bicicleta é uma solução para economizar e nos ajudar no orçamento mensal.

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