SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES SOCIAIS

Estudos e Pesquisas

Cientistas questionam o impacto do fechamento das escolas

Países como Portugal e o Reino Unido fecharam escolas para impedir a disseminação do coronavírus devem-se perguntar a difícil questão de saber se essa é a política correta, dizem alguns pesquisadores.


Publicado

-

Foto de Pixabay no Pexels

A equipa de pesquisadores do University College London diz que manter os estudantes isolados tem pouco efeito sobre o  coronavírus, mesmo com outras medidas de proteção. Eles basearam as suas suposições em pesquisas anteriores em outro vírus.

O que mostra a pesquisa?

Um estudo publicado no  The Lancet Child and Adolescent Health analisou 16 outros estudos – alguns baseados na disseminação do coronavírus e outros baseados na influenza sazonal e no surto de SARS em 2003. Aqui está o que os resultados sugerem:

  • Embora o fechamento de escolas ajude durante surtos de gripe, o mesmo pode não se aplicar ao coronavírus
  • Dados de surtos de SARS (na China continental, Hong Kong e Cingapura) sugerem que o fechamento da escola não reduziu significativamente os níveis de epidemia
  • Estudos recentes de modelagem do COVID-19 prevêem que o fechamento da escola evitaria apenas 2 a 4% de mortes, muito menos que outros métodos que afastam a sociedade.

Mas outros especialistas dizem que o fechamento da escola desempenha um papel importante. Embora as crianças possam apanhar coronavírus, elas raramente apresentam sintomas graves. No entanto, elas ainda podem espalhar a infecção, razão pela qual muitos países fecharam as escolas.

Quão confiáveis ​​são os resultados?

Um dos autores do estudo, prof. Russell Viner disse: “Os dados sobre os benefícios do fechamento da escola devido a um surto de coronavírus são limitados, mas sabemos que o seu impacto provavelmente será pequeno. Além disso, os custos de fechamento de escolas em países individuais são altos – a educação das crianças é negligenciada, a sua saúde mental sofre e as finanças da família estão em risco”.

Ele alega que os políticos devem avaliar novamente os possíveis danos o mais rápido possível e reabrir as escolas – não necessariamente esperar até setembro, se isso puder ser feito mais cedo.

O que os outros especialistas pensam?

Robert Dingwall, professor de sociologia da Universidade de Nottingham Trent, disse: “Este é um estudo importante que confirma o que muitos de nós suspeitamos, ou seja, que os benefícios de saúde do fechamento da escola não eram proporcionais aos custos sociais e económicos impostos às crianças e as suas famílias”.

A Dra. Samantha Brooks, do King’s College London, disse: “A descoberta de que o fechamento da escola tem pouco efeito sobre a disseminação do COVID-19 é de grande importância, especialmente em combinação com sugestões sensatas de regresso gradual à educação normal”.

Estudos e Pesquisas

Vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular, revela estudo de Harvard

Publicado

-

Um estudo recente conduzido por investigadores do Brigham and Women’s Hospital, afiliado à Universidade de Harvard, sugere que a suplementação diária com vitamina D3 pode abrandar o processo de envelhecimento a nível celular. Os participantes que tomaram 2.000 UI de vitamina D3 diariamente durante quatro anos apresentaram menos danos no ADN e mostraram marcadores biológicos indicando que eram quase três anos mais jovens em comparação com aqueles que tomaram um placebo. 

O Papel dos Telómeros no Envelhecimento

Os telómeros são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o material genético durante a divisão celular. Com o tempo, os telómeros encurtam-se, o que está associado ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardiovasculares. O estudo observou que a suplementação com vitamina D3 reduziu o encurtamento dos telómeros, sugerindo um efeito protetor contra o envelhecimento celular.

Benefícios Anti-inflamatórios da Vitamina D3

Além de retardar o envelhecimento celular, a vitamina D3 demonstrou possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação crónica de baixo grau é um fator contribuinte para várias doenças relacionadas com a idade. Ao reduzir a inflamação, a vitamina D3 pode desempenhar um papel na prevenção de doenças como a artrite reumatoide e certas doenças autoimunes.

Precauções e Considerações

Embora os resultados sejam promissores, os investigadores alertam que a suplementação excessiva de vitamina D3 pode ter efeitos adversos. É essencial que a suplementação seja feita sob orientação médica, especialmente porque doses elevadas podem levar a hipercalcemia, uma condição caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Implicações para a Saúde Pública

Este estudo destaca a importância da vitamina D3 não apenas na saúde óssea, mas também no envelhecimento saudável. Com o envelhecimento da população global, intervenções simples e acessíveis, como a suplementação com vitamina D3, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos.

Conclusão

A descoberta de que a vitamina D3 pode retardar o envelhecimento celular abre novas possibilidades na promoção de um envelhecimento saudável. No entanto, é crucial que futuras pesquisas confirmem estes achados e determinem as doses ideais para diferentes populações. Enquanto isso, manter níveis adequados de vitamina D3 através de exposição solar moderada, dieta equilibrada e, quando necessário, suplementação sob orientação médica, continua a ser uma estratégia recomendada para a saúde geral.

Ler Mais

Estudos e Pesquisas

Descoberta Revolucionária: Novo Mecanismo do Sistema Imunitário Pode Levar a Antibióticos Naturais

Publicado

-

Por

Recentemente, uma equipa de cientistas fez uma descoberta que pode revolucionar a medicina: um novo mecanismo no sistema imunitário que transforma proteínas recicladas em substâncias químicas capazes de destruir bactérias. Este avanço abre caminho para o desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos naturais, oferecendo esperança no combate às infeções resistentes.

O Papel do Proteassoma no Sistema Imunitário

O proteassoma é uma estrutura presente em todas as células do organismo, conhecida pela sua função de reciclar proteínas antigas, decompondo-as em fragmentos menores para reutilização. No entanto, investigações recentes revelaram que, ao detetar uma infeção bacteriana, o proteassoma altera a sua função. Em vez de apenas reciclar proteínas, ele transforma-as em substâncias químicas que atacam e destroem a camada externa das bactérias, funcionando como um mecanismo de defesa natural do corpo.

Implicações para o Desenvolvimento de Novos Antibióticos

A descoberta deste “modo secreto” do sistema imunitário é de grande relevância, especialmente num momento em que a resistência das bactérias aos antibióticos tradicionais está a aumentar. Compreender e potenciar este mecanismo natural pode permitir a criação de novos tratamentos antibacterianos que utilizam as próprias defesas do organismo, reduzindo a necessidade de antibióticos sintéticos e minimizando os efeitos secundários associados.

Perspetivas Futuras e Desafios

Embora a descoberta seja promissora, os especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer antes de se conseguirem tratamentos clínicos eficazes baseados neste mecanismo. São necessárias mais investigações para compreender completamente como o proteassoma identifica e responde às infeções bacterianas e como essa resposta pode ser modulada ou amplificada para fins terapêuticos.

Conclusão

A identificação deste novo mecanismo do sistema imunitário representa um avanço significativo na compreensão das defesas naturais do corpo contra infeções bacterianas. Embora ainda existam desafios a superar, esta descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias antibacterianas inovadoras, alinhadas com os processos biológicos naturais do organismo.

Ler Mais

DESTAQUES