Diogo Morgado regresso ontem, dia 17 de março, a Portugal. O ator também é diretor de cinema e estava a rodar um projeto em Massachusetts e em Boston, nos Estados Unidos. Com a pandemia do coronavírus, o projeto foi cancelado e o artista finalmente pode regressar ao país.
No entanto, por sua própria opção ele decidiu não voltar de imediato à sua casa, mas manter-se noutro local, isolado, em quarentena, para o caso de ter adquirido o vírus e, assim, não corra o risco de transmiti-lo aos seus familiares.
A recordar que o ator de 39 anos de idade é casado com Cátia Oliveira, de quem tem dois filhos: Santiago, nascido em 2009, e Afonso, nascido em 2016. Nas redes sociais, Diogo Morgado gravou um vídeo a falar sobre o seu estado de saúde.
Lê abaixo alguns trechos.
«Olá a todos, eu espero que este vídeo vos encontre bem, dentro do possível. Eu já há bastante tempo que queria ter feito qualquer tipo de comunicação, post, um vídeo, qualquer coisa, acerca desta calamidade que atravessamos todos juntos, mas infelizmente não o fiz porque estava numa situação em que não poderia fazer.»
«Eu estava a rodar um projeto nos Estados Unidos, em Massachusetts, em Boston, e obviamente que não me sentia confortável a estar a fazer um post a apelar às pessoas que ficassem em casa, quando eu próprio não podia fazer, estava tão longe. E ainda por mais numa situação em que estava obrigado a trabalhar e estar, assim, numa situação de risco, de exposição, minha equipa é de mais de 100 pessoas, num dos estados que, no fundo, neste momento é o epicentro do maior número de casos nos Estados Unidos.»
«E, portanto, felizmente, o projeto onde eu estava a trabalhar foi suspenso, e eu agradeço muito por isso, e então todas as pessoas puderam regressar a casa nesta altura até que todo este período acalme, e que tudo corra bem.»
«Assim sendo, já posso com mais conforto da minha parte dizer que está tudo bem comigo, que espero sinceramente que isto seja uma oportunidade de conseguirmos ser mais altruístas, perceber que isto é um vírus que, essencialmente, a proteção e a prevenção visa cuidarmos dos outros.»
«Eu, por exemplo, neste momento, finalmente regressei a Portugal, e não fui imediatamente pra casa. Estou neste momento isolado, em quarentena, decidi fazê-lo, porque com o meu movimento desde Boston até Portugal, passei por aeroporto, transportes públicos, etc. e tudo, são situações e zonas que, eventualmente, posso ter adquirido o vírus e, assim sendo, prefiro isolar-me durante alguns dias pra saber se tenho algum sintoma associado ao vírus e, se não tiver, então, regresso a casa.»
«Queria mandar aqui um grande abraço de solidariedade a todos os que atravessam esta fase. Queria também essencialmente saudar não só todos os profissionais da área médica, que neste momento atravessam uma grande batalha por todos nós, e que estão obviamente expostos, mas também todos os outros profissionais que infelizmente não puderam suspender a sua atividade como eu pude, desde os transportes, mercadorias, companhias aéreas, bombeiros, polícias, neste momento que estão numa situação em que estão a fazer serviço público pra além do que é normal e, portanto, estão no fundo a permitir que o país ainda continue a avançar no meio desta tempestade.»
«Um grande abraço, força, e isto vai passar. Mas vai passar com inteligência. (…) Nós vamos ter calma e vamos ser solidários e vamos lutar com isto com a cabeça e com a inteligência.»