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ZAORCH homenageia o Parque da Paz no Dia Europeu dos Parques Naturais


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No coração urbano de Almada, existe um lugar onde a arte e a natureza dialogam em silêncio. Ali, entre trilhos verdes, espelhos de água e sombras de árvores antigas, o Parque da Paz tem acolhido — sem pedir nada em troca — os passos e as câmaras da ZAORCH, colectivo artístico que o escolheu como cenário natural para dezenas de criações audiovisuais.

Neste 24 de Maio, quando se assinala o Dia Europeu dos Parques Naturais, a ZAORCH presta uma homenagem simbólica a este espaço, celebrando a sua beleza, a sua diversidade ecológica e a sua importância cultural para a cidade.

“O Parque da Paz é mais do que um local bonito para filmar. Cada recanto tem uma luz diferente, um silêncio diferente, uma energia diferente. Dá-nos leveza na imagem, mas também na alma”, partilha Emily Silva, uma das integrantes da ZAORCH, responsável pelas filmagens no canal no YouTube da organização, que conta já com mais de 110 mil subscritores.

Inaugurado em 1996 e com cerca de 60 hectares de área verde, o Parque da Paz é considerado o maior parque urbano de Almada. A diversidade é evidente: patos, cisnes, tartarugas, pombos, sapos, peixes e uma ampla variedade de árvores e plantas criam um ecossistema rico, sustentado por lagos, prados e caminhos pedonais que atravessam o espaço como artérias de contemplação. O parque alberga ainda a EBIO – Estação da Biodiversidade –, um percurso interpretativo que convida à descoberta da fauna e flora locais.

Ana Joyce Lucas, também membro da ZAORCH e embaixadora do projecto Arte em Movimento, sublinha a importância do cuidado com estes espaços:

“Honrar os espaços naturais é uma forma de gratidão. Saber que neste parque existe tanta diversidade viva — e ainda assim conseguimos encontrar tranquilidade para criar — é quase poético. É um dos cartões-postais de Almada e um dos lugares mais inspiradores que já conheci.”

Ao longo dos últimos meses, o Parque da Paz tem servido de cenário para performances, entrevistas, ensaios e produções da ZAORCH. A escolha não é apenas estética — é também afectiva. Para muitos dos que ali filmam, há uma ligação emocional com o espaço, que se tornou extensão simbólica do próprio trabalho artístico.

“Depois de tantas produções registadas neste lugar, nada mais natural do que mobilizarmo-nos neste dia tão especial e humanista, que é o 24 de Maio”, explica Domenique Heidy, directora da ZAORCH.

“A arte precisa de chão fértil — e o Parque da Paz tem sido esse chão para nós. Cada árvore parece escutar as palavras que dizemos para a câmara. Cada lago reflecte mais do que a paisagem: reflecte a alma do que criamos. E se é verdade que a natureza transforma o ser humano, também é verdade que o ser humano precisa de aprender a proteger o que o transforma.”

Com uma linguagem visual forte e uma missão enraizada no serviço, a ZAORCH afirma-se como um movimento cultural multidisciplinar, que une arte, espiritualidade e responsabilidade social. Ao longo do último ano, promoveu exposições fotográficas, performances de dança, teatro e música, bem como acções de voluntariado e apoio comunitário, envolvendo pessoas de diferentes idades e origens. Com um olhar sensível sobre a cultura e o ser humano, a ZAORCH tem vindo a transformar espaços e histórias — dentro e fora dos palcos.

A homenagem deste ano assume a forma de um vídeo especial no canal no YouTube da organização, acompanhado de publicações nas redes sociais com bastidores, imagens inéditas e excertos de entrevistas feitas no próprio parque. É uma forma de agradecimento simbólico, mas também um convite a redescobrir este espaço tão central para Almada — e tão essencial para quem nele encontra inspiração.

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Sobre a ZAORCH:

A ZAORCH é um projecto artístico e humanista sediado em Almada, com atuação nacional. Produz conteúdos audiovisuais, formações, eventos e acções sociais que unem arte, espiritualidade e impacto comunitário. Em 2025, atingiu os 110 mil subscritores no YouTube e realizou uma exposição fotográfica na Academia Almadense, reforçando o seu papel cultural na Margem Sul.

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