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Segurança nas redes: Paulo Pires é vítima de hackers no Instagram

Ator falou sobre a importância da autenticação em dois factores.


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Reprodução - Instagram // Paulo Pires

As redes sociais nunca pareceram tão inseguras como antes. Mesmo com todos os mecanismos de criptografia e identificação pessoal por meio da confirmação de bloqueios do telemóvel (Google), envio de SMS e de emails, ainda assim há muitos problemas de segurança atuais.

E não são apenas anónimos que são vítimas de hackers. O ator Paulo Pires teve a sua conta do Instagram roubada por criminosos da internet recentemente e, assim que recuperou o controlo da sua página oficial, gravou um vídeo a contar o ocorrido aos fãs.

Foram três dias sem acesso à conta na rede social que também foram marcados por muita tensão e ainda a tentativa de extorsão por parte das pessoas que piratearam a conta da estrela da série White Lines da Netflix.

No vídeo gravado pelo artista, ele disse o seguinte:

“Bom, quero dizer através deste vídeo que estou de volta ao Instagram. Na sexta-feira passada [dia 5], perdi o controlo da minha página, do meu perfil. Percebi depois que os meus amigos estavam a receber mensagens que não eram enviadas por mim.”

“Não sabia o que estava a acontecer. Sabia que não tinha qualquer controlo sobre a minha página. No sábado [dia 6], recebi uma chamada por WhatsApp de alguém que disse ser um hacker. Eu desliguei. Depois, passei a receber mensagens a perguntar se eu queria a minha conta.” 

“Era alguém a chantagear-me. Não respondi. Confesso que foi difícil, mas não o fiz. Fui à Polícia Judiciária e reportei a situação ao Instagram e, hoje, segunda-feira [dia 8], estou finalmente em posse novamente da minha página.” 

“Quero pedir imensa desculpa a quem recebeu mensagem através do meu perfil. Quero alertar para uma situação que é muito importante, que é a autenticação de dois factores. Que é algo que cria uma maior segurança à sua página.”

O que é a autenticação de dois factores e como ativá-la no Instagram?

A autenticação de dois factores trata-se de um mecanismo disponibilizado pelo Google, WhatsApp, Instagram e outras redes sociais com o objetivo de prover, como Paulo Pires já disse, maior segurança aos seus usuários na internet.

Quando este mecanismo é ativado (no Instagram, é possível fazê-lo na seção Segurança do app), a rede social exige que novos logins, para que sejam efetuados, informem códigos que são enviados para o seu número de telefone pessoal.

Outros casos midiáticos que trouxeram à tona a autenticação de dois factores

Para além do caso de Paulo Pires, também houve grande repercussão na imprensa um caso parecido que ocorreu no Brasil com Sérgio Moro, quando ainda atuava como juiz na Operação Lava-Jato, que levou pela primeira vez à prisão um presidente do país, que foi Luís Inácio Lula da Silva, devido a um esquema milionário de lavagem de dinheiro.

Hackers conseguiram acesso à conta do Telegram do ex-juiz, e logo depois das mensagens terem sido exibidas na imprensa a própria empresa responsável pelo aplicativo afirmou que, provavelmente, o motivo terá sido a falta deste mecanismo de segurança.

“Não há evidência de qualquer invasão. É mais provável que tenha sido malware ou alguém que não esteja usando uma senha de verificação em duas etapas”, disse o Telegram na ocasião na sua conta no Twitter.

Na época, foram reveladas mensagens entre ele e outra pessoa envolvida no processo, e nestas mensagens o juiz fazia comentários depreciativos a respeito do ex-presidente Lula e sobre a forma como estava a fazer a sua defesa no processo judicial.

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