Cultura

Primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa foi assinalado esta semana

Data foi instituída no ano passado pela Unesco.


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Foto de Lisa Fotios no Pexels

Na passada terça-feira, dia 5 de maio, a Terra celebrou, pela primeira vez, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data foi ratificada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no ano passado e só passou a valer em 2020.

O dia foi instituído pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com o objetivo de ressaltar o quão importante é nos dias atuais este que é o quinto idioma mais falado no mundo e o mais falado no hemisfério Sul, com 280 milhões de falantes.

Em Portugal, vários artistas celebraram a data nas redes sociais. Sobre o dia, a fadista Carminho escreveu:

«Hoje celebra-se o primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa, oficializado pela UNESCO. Um momento único que une culturas tão diversas numa mesma língua que tem a riqueza de traduzir essa pluralidade de forma tão universal! Falada por mais de 260 Milhões de pessoas por todo o mundo e unindo tantos povos, a língua portuguesa é sem dúvida expressão de tradição, diversidade, futuro e união. Que este dia se festeje por todos nós como uma só nação. A nação da Língua Portuguesa». 

O ator Ricardo de Sá partilhou um texto de José Luís Peixoto, um dos maiores nomes da literatura contemporânea portuguesa. E explicou:

«Partilhei este texto porque de certa maneira aborda uma palavra bem portuguesa. “Saudade”. A conclusão do sujeito poético também me fascina, apesar de tudo ter mudado, a base emocional do eu-lírico, permanece na mesma. É assim que me sinto depois do mundo ter mudado tanto. E agora que leste tudo até aqui, que achas deste meu mustache em homenagem ao D’artagnan?»

Lê a seguir o texto de José Luíz Peixoto.

«Na hora de pôr a mesa, éramos cinco: o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs e eu. depois, a minha irmã mais velha casou-se. depois, a minha irmã mais nova casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje, na hora de pôr a mesa, somos cinco, menos a minha irmã mais velha que está na casa dela, menos a minha irmã mais nova que está na casa dela, menos o meu pai, menos a minha mãe viúva. Cada um deles é um lugar vazio nesta mesa onde como sozinho. mas irão estar sempre aqui. na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco. enquanto um de nós estiver vivo, seremos sempre cinco.»

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