Estudos e Pesquisas

Pesquisa inovadora: Cianobactérias e anémonas têm propriedades inibidoras de COVID-19


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Foto de Pia no Pexels

As cianobactérias e anómonas encontradas no mar das Caraíbas têm propriedades que inibem o desenvolvimento do COVID-19, de acordo com pesquisas de cientistas da Universidade de Porto Rico (UPR) e do Instituto Wistar, da Filadélfia (EUA).

Segundo Eduardo Caro, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UPR, testes realizados durante vários meses demonstraram que as cianobactérias e anémonas encontradas na costa de Porto Rico apresentam fortes propriedades antivirais e podem ser utilizadas no tratamento do COVID-19.

Caro referiu-se a pesquisas anteriores que confirmam as fortes propriedades das algas marinhas relacionadas ao tratamento de outras doenças, incluindo tumores.

“Um estudo realizado por cientistas dos EUA e de Porto Rico mostrou que as cianobactérias que vivem na costa desta ilha caribenha têm um alto potencial”, observou.

“As cianobactérias produzem substâncias naturais que inibem os processos típicos das doenças infecciosas (…), por isso procuramos soluções para combater o Covid-19 nestes organismos”, acrescentou Eduardo Caro.

O pesquisador porto-riquenho observou que, na primavera de 2021, uma equipa da UPR e do Instituto da Filadélfia pretende desenvolver um medicamento contra o COVID-19 baseado em organismos marinhos que vivem no Mar das Caraíbas, principalmente cianobactérias.

Ele acrescentou que a próxima etapa, que vai demorar muito mais, será a comercialização dessa preparação. “Estamos particularmente interessados ​​em ver uma nova droga baseada nesses organismos marinhos ter um efeito terapêutico nas células pulmonares infectadas”, disse Caro.

O diário “El Mundo”, que descreve as primeiras conclusões do trabalho da equipa de investigação liderada por Caro, lembrou que a universidade de Vigo, Espanha, também trabalha há vários meses na utilização de cianobactérias na dietética.

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