Desde o início do desconfinamento em Portugal que Pedro Abrunhosa já realizou vários concertos pelo país. Na passada segunda-feira, dia 17 de agosto, o cantor celebrou o facto de todos os espetáculos terem sido um sucesso, mesmo tendo ocorrido num período de exceção como o atual.
“Até agora, e depois de actuar no Porto, Ovar e Gaia, perante milhares de pessoas, nenhum surto de Covid-19 daí adveio. A razão é simples: não só toda a logística está preparada para proteger os que acorrem a estes momentos de libertação, como fazemos questão de que toda a experiência seja segura até ao último instante”, declarou Abrunhosa no Instagram.
O artista, que tornou-se um dos assuntos mais falados na internet após protagonizar na RTP1 um dueto bastante original com o rapper ProfJam em julho nos Play – Prémios da Música Portuguesa, ainda criticou o sentimento de desespero que muito se tem sentido durante esta pandemia.
“Este não é o tempo para entregar o nosso descontentamento ao conforto aparente da vida digital ou à negação plena da vida física. Fazê-lo é sucumbir ao medo e à penúria: o primeiro paralisa, a outra apequena. Pior peste não há“, afirmou o intérprete.
Mesmo tendo perdido há poucos meses o pai, Octávio Abrunhosa (o presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa até esteve ao lado do cantor numa homenagem realizada em Lisboa), Pedro mostrou-se firme no pensamento positivo.
“Pessoalmente, não posso viver na eterna reclusão a que o pânico e a incerteza deste vírus me querem confinar. Não me furtarei a fazer tudo o que possa para contribuir, dentro dos limites da salvaguarda sanitária, para o regresso de uma cidadania digna e de uma economia pulsante”, disse ainda o cantor.
“Nesse sentido, enquanto músico e cidadão, tenho, na minha pequenez, ajudado no re-arranque de que o país tanto precisa continuando a fazer dos meus espectáculos, sempre lotados, experiências de transcendência e prazer”, rematou.
Em maio passado, Pedro Abrunhosa esteve entre as dezenas de artistas que assinaram uma carta aberta enviada ao Presidente da República, primeiro-ministro e líderes parlamentares, a propor uma nova relação com o planeta Terra.
Na missiva, os subscritores pediram “solenemente a todos os líderes – e a todos os cidadãos – para deixarem para trás comportamentos insustentáveis, antigos hábitos, que ainda permanecem, e que adotem uma profunda mudança de objetivos, valores, economia e também do sistema energético, substituindo os combustíveis fósseis por energias renováveis”.
“Este é um modelo mais justo, humano e sustentável. Para que tudo isso seja possível, precisamos de mudanças urgentes de renovação, regeneração e transformação, com políticas de justiça social, pois acreditamos que é impossível ‘voltar ao normal’”, afirmam ainda.