De acordo com estudos, testes laboratoriais publicados nos Relatórios Científicos mostraram que os compostos contidos no extrato de artemísia são eficazes contra o vírus SARS-CoV-2 no tecido pulmonar.
Ajudará no tratamento da COVID-19?
Artemisia annua é encontrada principalmente na Ásia, América do Sul e Europa. Os extratos dessa planta contêm um composto chamado artemisinina, que, como seus derivados, é usado para tratar a malária.
Uma equipa de pesquisadores da Universidade de Copenhagen, do Instituto Max Planck em Potsdam e da Universidade Livre de Berlim começou a ver se a artemisinina ou os seus derivados poderiam ser eficazes no tratamento de COVID-19.
Durante a pesquisa, foram usados extratos de artemísia cultivada no estado americano de Kentucky.
Em condições de laboratório, os pesquisadores infectaram o tecido pulmonar humano com a variante dinamarquesa do vírus SARS-CoV-2 e adicionaram extratos de artemísia.
Observou-se que tanto a artemisinina quanto seus derivados – artesunato e artemeter – inibiram efetivamente o desenvolvimento da doença. O artesunato revelou-se o mais eficaz, seguido pelo artemeter e, finalmente, pela artemisinina.
Os cientistas planeiam continuar as pesquisas sobre a eficácia desses compostos durante os testes clínicos.
Alguns políticos africanos afirmam que um chá à base de uma erva malgaxe serve de medicamento contra a Covid-19
Há semanas que se debate em África o potencial curativo de uma bebida à base da planta artemísia. A apresentação do medicamento “Covid Organics” no final do mês de abril, pelo Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, despertou grande interesse.
Alegadamente a poção teria curado a Covid-19, uma doença causada pelo novo coronavírus. Na sequência, outros chefes de Governo africanos elogiaram a suposta cura milagrosa. Mas as organizações internacionais apelam à prudência.
Investigadores argelinos testaram a eficácia dos medicamentos anti malária contra a SRA-CoV-2 em Abril. Segundo o seu estudo, a artemisinina provou ser ligeiramente mais eficaz do que a hidroxicloroquina.
Esta última era considerada por alguns cientistas como um potencial medicamento contra a COVID-19, mas agora parte-se do princípio que contribui para aumentar a mortalidade. Cientistas do Instituto Max Planck, em Potsdam,na Alemanha, tentam atualmente verificar, se os extratos da artemísia podem ser utilizados para combater o novo coronavírus.
Segundo o coordenador do estudo, Peter Seeberger, anualmente mais de 300 milhões de pacientes tomam medicamentos à base de artemisinina. O seu efeito benéfico potencial não se limita à malária.
“O princípio ativo também foi testado com bastante sucesso contra outras doenças”, explica o químico. Por exemplo, há relatos de que a artemisinina é eficaz contra o primeiro coronavírus SRA-CoV.