Os primeiros casos da covid-19 foram registados no fim do ano passado na China, e já em janeiro era possível ver no país asiático pessoas a usarem um tipo de máscara bastante diferente daquela de tecido à qual todos nós estamos habituados.
De acordo com o jornal The New York Post, à época vários chineses foram vistos a usar máscaras feitas com materiais biológicos, como cascas de tangerina e até alface, logo após o país emitir um alertar para a não reutilização de máscaras cirúrgicas.
Com a disseminação do novo coronavírus pelo restante do mundo, hoje, em muitos locais onde as pessoas não têm condições financeiras de terem máscaras de proteção, novamente fotógrafos depararam-se com gente a usar alface no rosto.
Em Kibera, na maior favela da África localizada no Quénia, um homem pobre foi fotografado a usar a verdura na face, que estava amarrada em si com uma espécie de cordão. No local, tem sido difícil distribuir máscaras descartáveis e gel desinfectante a todos os cidadãos.
Em Portugal, o jornal Correio da Manhã flagrou um homem nas ruas a usar uma máscara de couve, e a entrevista acabou por parar nas redes sociais, e gerou comentários cómicos de vários humoristas como Eduardo Madeira e Hugo Sousa.
«A parvoíce é fascinante para um humorista. Vivemos à procura de certas coisas e, de repente, elas aparecem onde menos se espera. Tive de experimentar. É, verdadeiramente, uma coisa muito parva. Agora posso seguir em frente», brincou Eduardo Madeira.
Os idosos da Santa Casa da Misericórdia de Azinhaga também fizeram uma publicação humorística, na qual dois anciãos aparecem numa fotografia a usarem máscaras do tipo.
«Máscaras biológicas???? O Sr. Manuel e a D. Maria da Horta fizeram jus ao nome e utilizaram aquilo que melhor conhecem para os proteger!!!! A Guarda Nacional Republicana bem tentou dissuadi-los, mas nem isso os fez mudar de ideias!!!!! De certeza que andam a ver muita televisão!!!!», lê-se na legenda da publicação.