Comportamento

Halloween pode ajudar crianças a enfrentar a morte de maneira mais natural

1 de novembro, tradicionalmente o Dia de Todos os Santos, serviu para prestar homenagem aos nossos entes queridos falecidos


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Esta imagem é meramente ilustrativa.

Com a celebração do Dia de Todos os Santos, milhões de pessoas separam este dia para honrar a memória dos seus entes queridos falecidos, através da tradicional visita ao cemitério. Uma data tradicionalmente triste na cultura portuguesa, porque é quando a ausência de familiares e amigos se torna mais palpável.

Mas, ao mesmo tempo, graças à irrupção (agitação) da festa de Halloween e as suas conotações muito mais alegres, pode ser uma oportunidade imbatível para as crianças, principais protagonistas, poderem abordar a morte de maneira mais natural.

“No caso das crianças, vestir-se, pedir doces e tentar assustar os outros, pode ajudá-los a lidar com a questão da morte de uma maneira mais descontraída, mas, acima de tudo, abordá-la, poder falar sobre o assunto, dramatizar e superar medos“, explica o psicólogo Rui Ventura.

“É um erro viver como se a morte não existisse e também tentar escondê-la das crianças. Temos que ser capazes de abrir canais de comunicação confortáveis ​​para uma criança é saudável e necessário”, acrescenta a especialista, embora assegure que sempre se deve tomar cuidado. com diferentes sensibilidades e idades.

Resolver o problema sem banalizá-lo

“É imperativo que abordemos a questão com alguma profundidade. Aproveite algum recurso, imagem ou símbolo para conversar e não ficar sozinho no aspecto ridículo ou engraçado do feriado”, aconselha o especialista, que acredita que evitar a dor e o sofrimento das crianças a todo custo é um problema, além de facilitar a aparência de tabus que, a longo prazo, podem causar muitos danos.

Portanto, nada melhor que naturalidade e sinceridade para resolver o problema. “Uma criança pode ser infantil, mas não é estúpida, está a formar os seus próprios julgamentos sobre a realidade e, se não abrirmos as portas da comunicação, para dúvidas e questões existenciais, aumentaremos o seu senso de medo e insegurança”, conclui o psicólogo.

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