Em todo o mundo, devagar surge um novo movimento de aceitação dos cabelos naturais. Aos poucos as práticas de alisamento estão a ser deixadas para trás, e cada vez mais anónimos e figuras públicas passam a assumir os fios sem químicas.
Uma personalidade televisiva que recentemente aderiu aos cabelos naturais foi Cláudia Semedo. Numa publicação feita no Instagram na passada quarta-feira, dia 1 de julho, a atriz falou sobre a mudança, e rebateu críticas que vinha a receber.
“Foram precisos 37 anos para encontrar o par perfeito para tratar da minha bela afro. Não, o meu cabelo não está despentado, está solto. Não, o meu cabelo não é ruim, nem áspero, é crespo e tem um toque de lã”, começou por escrever.
“Não, o meu cabelo não é forte e não está pronto assim que me levanto, tem um fio frágil e exige bastante hidratação. E, sim, não o quero desfrisar, alisar ou fazer qualquer outro tipo de intervenção que o descaracterize. Adoro o meu cabelo e não o troco por nenhum outro”, completou.
“Naturalmente bonito”, “mega fofo” e “fantabulástico” são algumas das mensagens de fãs deixadas na caixa de comentários da publicação feita pela atriz de 37 anos de idade no Instagram.
A recordar que em 2019 a atriz de 37 anos de idade participou do filme Solum, realizado por Diogo Morgado e lançado em maio na HBO Portugal. Em 2018, a artista integrou ainda o elenco de Escola das Artes – O Filme, Linhas de Sangue e Mirror Mirror.
Em 2020, a atriz está a interpretar Vera, uma enfermeira psiquiátrica na telenovela Quer o Destino, da TVI, e tem recebido vários elogios pela sua atuação na produção da estação de Queluz de Baixo.
Casada desde 2012 com o produtor de informação João Ribeiro, tem com o marido dois filhos: André, de dois anos, e Alice, de sete anos de idade.
A recordar ainda que, em maio, no programa Passadeira Vermelha, da SIC, a comentadora Joana Latino afirmou que “os artistas em vez de fazerem tantos discursos miserabilistas, catastrofistas e de autocomiseração, deviam mexer-se”, e Cláudia Semedo reagiu.
A atriz publicou post no Instagram, que recebeu vários comentários de apoio doutros artistas, como Núria Madruga, Lúcia Moniz e Diogo Morgado, que afirmou: “quando não se tem nada a acrescentar o silêncio é de ouro. É mesmo grande, Cláudia”.
À época, Semedo escreveu o seguinte:
“‘Estou farto de paz que não existe’, desabafou um amigo aqui há dias. Eu também estou mas regra geral opto por ser a paz que procuro encontrar. Regra geral. Hoje exceptuo-me. Joana Latino, considerava-te uma jornalista fora da caixa. A carteira já deve ter-se perdido, entre guarda-fatos publicitários, hoje perdeu-se a caixa.”
“É muito fora e muito triste que alguém com a tua formação continue a olhar para os artistas como os boçais de antigamente. A arte é parte essencial da cultura dos povos. Não serve para entreter. Serve para educar, para construir identidade, para curar esse grande mal chamado ignorância.”
“Há muito tempo que os artistas e todos os profissionais que te fazem chegar livros, poesia, música, teatro, dança, pintura, escultura e que te ajudam a perspectivar o mundo, vivem em condições precárias. Esta pandemia só veio deixar claro o quão injusto é esse lugar.”
“Trabalhamos, trabalhamos diariamente e arduamente para que o sonho não deixe de existir e para que o pensamento continue a correr solto. Opiniões como as que tens dado, que colocam toda uma classe no saco da preguiça e da superfluidade, são vergonhosas e perigosas. Alguém que tem a responsabilidade da palavra deveria usá-la com consciência. O silêncio, quando não se tem nada para acrescentar, é de ouro.”