Eduardo Lourenço, considerado um dos maiores ensaístas de Portugal, que acumula o Prémio Camões e também o Prémio Pessoa, faleceu na passada terça-feira, dia 1 de dezembro, aos 97 anos. A informação foi confirmada à imprensa por fonte próxima do autor.
O professor, escritor, filósofo, interventor cívico, crítico literário e um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa recebeu várias homenagens no país. O ex-Presidente de Portugal Jorge Sampaio escreveu, entre outras palavras:
“Perdi o meu vizinho à mesa do Conselho de Estado, perdi um muito querido amigo por quem tinha uma estima e uma admiração ímpares, Portugal perdeu um dos seus mais notáveis cidadãos. Restam-nos o seu pensamento, os seus escritos, onde poderemos colher força para continuar à procura do rasto de Eduardo Lourenço escondido nas entrelinhas.”
O escritor Valter Hugo Mãe, Prémio Portugal Telecom Romance e Prémio Oceanos, escreveu: “desaparece uma das mentes mais brilhantes e cordiais que pude conhecer. […] Agradeço-lhe a obra e a elegantíssima maneira de lidar com cada um, que muito me honrou. Este ano empobrecemos demasiado”.
O diretor-geral da TVI, Nuno Santos, a exemplo de outras personalidades públicas, recordou nas redes sociais uma das mais célebres frases de Eduardo Lourenço, na qual o ensaísta afirma que “mais importante que o destino é a viagem”.
A atriz Luísa Ortigoso, que está a atuar na telenovela Bem Me Quer, da TVI, também aproveitou para recordar outra frase famosa de Eduardo Lourenço, na qual ele afirma: “sei tanto agora que tenho quase cem anos como quando tinha dois”.